Archive for setembro, 2011

Torneios

segunda-feira, setembro 26th, 2011

Trouxe muita coisa uma a uma o tempo levou

Quando me vir cabisbaixo é que tou catando o prumo

A pergunta que não quer calar é sempre aquela que não quero ouvir

Você sabia que eu não sei ou não fingir

A vida não é reflexo é puro movimento

Se quiser me esqueça e se não quiser também

Não é ou é e

Os pés pelas mãos

A primeira vez que te vi não senti nada e na última também

Na chuva todos os gatos são molhados

Se não é antes fosse

Prefiro a chuva e o vento que o teu descaso

Dar-se não exige ser acolhido

Quisera não ter ouvido

O mundo não é redondo é amassado

Não me importa se não agrado senão a mim

Não é o tempo que (te) me faz (me) te esquecer

Corro perigos que nem vejo

Cada vez sei menos do que soube

Não sei se fui eu ou se foi você

Pedir não garante o perdão

Não vou acabar antes de começar

O trouxa é o que traz a trouxa

Um pé sempre espera o outro

A conversa às vezes não sabe conversar

Não troco o corpo pela alma

Não foi assim que tudo começou

Espero sair como entrei

Faço o melhor não me faço o pior

Não fui eu que apaguei nem fui eu que acendi

Leve tudo que é seu e deixe tudo que é meu

Prefiro o melado ao molhado

Não quero o que não quero

Você pode mas não deve

O biscoito é  que a madame é insaciável

O grito preso na garganta não está querendo se soltar

Só não posso é dizer que não me avisei

Vou jogar a toalha mas não deixe ela cair

O bem não pode consentir no mal

Ninguém pediu minha opinião

Eu não e nem tu

Pelo andar da carruagem isso não vai ser legal

Não é na ponta é no corte  que se  amola a faca

Não sou de agora sou de há muito

Na vida aprendi que não é preciso ter certeza pra dizer o que penso até os mais inteligentes duvidam  de  suas certezas

Sergio Santeiro (santeiro@vm.uff.br)

Outranças

segunda-feira, setembro 19th, 2011

O  opróbrio subiu-me a cabeça

O que é redondo rola

Exames nunca são conclusivos

Nem sempre é recomendável mudar de assunto

O que machuca fere

Passo o tempo no passatempo

Nem sempre os remédios curam

Se não for bom não quero

Não  gosto de comer só a beirada

O abismo sempre espera o próximo passo

Ninguém sabe o dia de manhã

O céu desfez-se em chuva

Quando menos se espera é surpresa

A tempestade vem depois da bonança

Não fui eu foi um outro

Não sei aviar receita

Finjo que nem vi

Se não botar fé a coisa não anda

A tua curva é o melhor caminho

Não é de bom tom cuspir no que se come

O que se viu não regala a vista

Tropeçar não é cair

Magro como um bacalhau

Corta o que é demais e fica com o de menos

O pior não espera o melhor

Quem corre atrás nunca chega na frente

Não era o que você estava pensando

Meu sim vale mais que teu não

Não ouvi porque foi muito alto

Sempre deixo o pior passar

Quem sabe outro dia rola

Tem gente que acha que eu sou burro

Deixa estar que não há de ser nada

Assédio não é pecado

Não se deve encostar na encosta

A cura não é fatal

Não estava na hora da chegada

Não sei a galinha que esse ovo botou

Pode calma e paciência mais que fúria e violência

Meu olho não fere a beleza

Nunca atravesso no sinal fechado

O que podia ser não foi

O consumo excessivo não se recomenda

Não achei a perdida

Nem sempre se escuta o ronco do trovão

Não é porque não é é porque nem soube

Não sei dizer mais do que disse

Ser e Não Ser

quarta-feira, setembro 7th, 2011

Pro Rô

Ser e Não Ser

Não sou de contornar o incontornável

Não sou de aprovar o inaprovável

Não sou de arremedar o arremedável

Não sou de remediar o irremediável

Não sou de combinar o combinável

Não sou de revelar o irrevelável

Não sou de compactuar com o incompactuável

Não sou de obstruir o inobstruível

Não sou de seduzir o inseduzível

Não sou de dispensar o indispensável

Não sou de esquecer o inesquecível

Não sou de perder o imperdível

Não sou de comer o incomível

Não sou de admitir o inadimissível

Não sou de transigir com o intransigível

Não sou de apelar ao inapelável

Não sou de degustar o indegustável

Não sou de trocar o introcável

Não sou de permitir o impermissível

Não sou de reprovar o reprovável

Não sou de apagar o inapagável

Não sou de apostar o inapostável

Não sou de sublimar o insublimável

Não sou de obliterar o obliterável

Não sou de atestar o inatestável

Não sou de retornar o irretornável

Não sou de confundir o inconfundível

Não sou de esperar o inesperável

Não sou de contestar o incontestável

Não sou de confiar no inconfiável

Não sou de definir o indefinível

Não sou de repetir o irrepetível

Não sou de não louvar o que é louvável

Não sou de prescrever o imprescritível

Não sou de costurar o incosturável

Não sou de conformar com o inconformável

Não sou de não dizer o indizível

Não sou de exaurir o inexaurível

Não sou de inabordar o inabordável

Não sou de aceitar o inaceitável

Não sou de relevar o irrelevável

Não sou de  não ver o invisível

Não sou de recorrer ao irrecorrível

Não sou de refrear o irrefreável

Não sou de tolerar o intolerável

Não sou de não lamber o que é lambível

Não sou de ser o que não sou

Sergio Santeiro (santeiro@vm.uff.br).

Sentenças

quarta-feira, setembro 7th, 2011

Isso eu já fiz conta outra

Nenhum governo pode se orgulhar de aumentar a criminalidade

Prefiro pensar com os meus próprios pés

Deixei pra ontem o dia de  amanhã

O vento leve

Não me façam surpresas

Se você for uma hetaira eu vou gostar muito mais

Pede pra eu ficar

Essa é pra tocar na cama

Deixei a lua minguar até sumir

Acho que temos que nos aturar um ao outro

Ligo não quero não faço não

A memória nos prega cada peça

Eu te dei você me dá

Cada um ao nascer tem direito a uns cinco metros cúbicos no seu entorno que me parece é o suficiente para se viver

A nossa natureza é animal

O meu não é seu

A cambalhota só é boa quando cai de pé

Esperar não é problema faltar é

Nada contra ouvir vozes pior seria vê-las

Se eu ligar é que estou querendo e se eu quiser você vem

Chupei a fruta e engoli o bagaço

Ajoelha e lambe o meu joelho

Não dá pra esquecer

Ser melhor não é vantagem é só obrigação

Eu queria mais cedo

Pode chegar que eu não vou fazer feio

Dormirei acordarei esperarei

Não mando fazer eu mesmo faço

Não sei o que isso é só sei que me serve

Antes que o dia acabe pularei a fogueira

Aguardo com carinho o carinho que me aguarda

Podia dizer que não sei mas seria mentir

Não há como se esconder no espelho

A folha caiu a verdade está nua

Bem que corri atrás nem a sombra peguei

Até parece que espera a que disse que espera

Se eu só olhar pra frente não vou saber de onde vim

Se a vida é energia não sei quando começa e não sei quando termina

No afã de ser afável o bonde me pegou

Afinal o final

Sergio Santeiro (santeiro@vm.uff.br).