Isso eu já fiz conta outra
Nenhum governo pode se orgulhar de aumentar a criminalidade
Prefiro pensar com os meus próprios pés
Deixei pra ontem o dia de amanhã
O vento leve
Não me façam surpresas
Se você for uma hetaira eu vou gostar muito mais
Pede pra eu ficar
Essa é pra tocar na cama
Deixei a lua minguar até sumir
Acho que temos que nos aturar um ao outro
Ligo não quero não faço não
A memória nos prega cada peça
Eu te dei você me dá
Cada um ao nascer tem direito a uns cinco metros cúbicos no seu entorno que me parece é o suficiente para se viver
A nossa natureza é animal
O meu não é seu
A cambalhota só é boa quando cai de pé
Esperar não é problema faltar é
Nada contra ouvir vozes pior seria vê-las
Se eu ligar é que estou querendo e se eu quiser você vem
Chupei a fruta e engoli o bagaço
Ajoelha e lambe o meu joelho
Não dá pra esquecer
Ser melhor não é vantagem é só obrigação
Eu queria mais cedo
Pode chegar que eu não vou fazer feio
Dormirei acordarei esperarei
Não mando fazer eu mesmo faço
Não sei o que isso é só sei que me serve
Antes que o dia acabe pularei a fogueira
Aguardo com carinho o carinho que me aguarda
Podia dizer que não sei mas seria mentir
Não há como se esconder no espelho
A folha caiu a verdade está nua
Bem que corri atrás nem a sombra peguei
Até parece que espera a que disse que espera
Se eu só olhar pra frente não vou saber de onde vim
Se a vida é energia não sei quando começa e não sei quando termina
No afã de ser afável o bonde me pegou
Afinal o final
Sergio Santeiro (santeiro@vm.uff.br).