Archive for dezembro, 2011

Ontens

quarta-feira, dezembro 21st, 2011

É como se fôsse ontens

Não sei se foi hoje

O problema é que o cara acaba se achando o cara

Ela dava tudo eu não entendi era a despedida

Se ela quiser que eu peça vai ficar esperando

Não se dá mole pra vadia elas abusam

Você não me olha com os olhos amanteigados de antes

Você só vai quando eu fôr

Mulher que não quer é um ultraje

Qualquer mulher comporta qualquer homem

O que eu não posso fazer sem você é o que eu posso fazer com você

Maldade feminina o bobo só quer trepar

Quem ama não cobra quem cobra não ama

Enquanto viver quero saber de tudo quando morrer não saberei mais nada

Deixa eu esfregar o que eu tenho no que você tem

Eu fico numa boa com as sobras dela

Você desperta a bêsta em mim

A gente quer sobreviver com o sangue das meninas

Tem que ter amor não basta ter desejo?

Todos nós precisamos superar nossas limitações

Se diz não é porque macacos há no sótão

Não fui eu a franga é que soltou-se

Metade plebéia metade rainha metade senhora metade putinha

Em cima e em baixo ela tem o mesmo gôsto

Quem erra de propósito acerta

Nós dois se juntar não faz um inteiro

As mulheres dão porque é próprio das mulheres dar

Nada é benévolo se o espírito é malévolo

Acho você uma delícia física e espiritualmente

Se enrola aí não rola

As pessoas vão se indo e a gente vai ficando até que a gente se vai

Não quero ser tratado como ovelha ao menos tratem-me como carneiro

Os velhos já passaram por tudo  que os mais novos vão passar

Ontem pra mim é seis e sete

Retalhos

sexta-feira, dezembro 16th, 2011

A cabra acaba com o cabra

Nem sempre a gente tá de bobeira

O que faz mal não é bom

Tem que tirar o que o mofo deu

Só dá pra resolver os problemas de agora

Você é boba iludida por um tesão passageiro

Tu acha que a minha vida é caber nos intervalos da tua

Você sabe o que eu quero dizer

De 22 às 10 é difícil eu  ligar só de 10 às 22

Se não fizer na hora vai fazer fora de hora

Todos os governos são de direita nada fazem para impedir a mais valia

Ninguém se cansa de dizer bobagem muito menos eu

As palavras jogam-se apenas as aparo

Qualquer coisa que eu fizer pode  ser usada contra mim

Há momentos difíceis de superar e há momentos insuperáveis

Meu aniversário sempre foi abafado pelo do outro

Cabrito só berra se for pra não morrer

Eu errei? Fui eu que errei?

Eu ando pra frente o mundo puxa pra trás

Não vais me dar por vontade mas por compaixão tanto faz

O tributo que presto à  humanidade é a sinceridade

Naquele tempo eu era bom botava as meninas nas práticas do prazer

Se alguém cruza eu descruzo se descruza eu cruzo

Ninguém precisa de ataques ou defesas apenas me esforço para entender o que se passa à minha volta

Os muito alegres que me perdoem mas cinema não é divertimento é antenação

Maltrata mas não machuca

Eu queria que você me quisesse mais

Não se pode viver a mercê de tiranias

O novo engole o velho e envelhece

A porta aberta previne arrombamentos

Fecha a janela que é pro frio não entrar

A fortuna não garante a proteção

O clamor não pode não ser ouvido

Quem não cede não progride

Quem não viu não acredita

O sonho vale mais que a ordem

Cismar precede o querer

Revolução é negar-se o não

Ninguém assiste a quem desiste

A teimosia sucumbe à demasia

Homens não vêem a menor graça na extravagância de suas mulheres

Quero me esconder dentro de ti

O mar reflete a cor do céu

Dizeres

terça-feira, dezembro 6th, 2011

A vida é muito doida bobeia vira morte

Mais de um é maioria

Já fui menor que muita gente agora nem tanto

Utopia é o  que se almeja

Não se perde o que não se tem

Ao entrar em casa me sinto um soberano com saudade

Quando eu vou você não vai quando você vai eu não vou

O cheiro de mulher é bastante pra me enlouquecer

Seres primitivos que nem eu tem no olfato o primordial sentido em seguida o paladar e depois quem sabe o resto

Por que não diz logo que tá a fim de mim

Você já faz parte do meu café da manhã

Viva sem pressa

Tudo se recicla e recupera

Longe é castigo

Você quer que eu não preste atenção numa gracinha como você passando ao largo?

Você não sabe o que quer

Quando é sempre uma boa pergunta

Enfrentar o destino com tranquilidade não é fácil

Esfrega mas não chateia

Nem sempre é do bom

Não complica simplifica

Aproveita estamos mais uma vez vivendo as vésperas da revolução mundial

Elas sobem depois pela  força inercial da inércia elas param as tomadas do poder são o início do fim

Temos que aprender com o eterno recomeço

As mulheres se enganam e nós também

Não se deve brigar com todo o mundo ao mesmo tempo a gente perde

O que nos atrai é sua condição de mulher que não é exclusiva dela

É de sugerir-se um tanto de cautela o caminho não é macio

Nem sempre se deve comer todo mundo

Planos são palavras que  formam sequências como frases em um filme

Escrever é inscrever

O problema não é o que eles fazem é o que deixamos eles fazerem

Só depois que o último brasileiro tiver quatro refeições diárias pode ser que eu pense nos que vem de fora

Não discuto critérios porque não os há

Tudo é pouco

Tá todo mundo de prova que você está me assediando e que eu estou deixando

Se o fundamentalismo é o que tem fundamentos não pode ser tão ruim assim

O problema da  energia é que não é de todo boa nem de todo má e dá sobrecarga

Chega uma hora em que o conhecimento abusa da minha consciência

Tá tudo bem joguei pra dentro um belo sanduiche