A cabra acaba com o cabra
Nem sempre a gente tá de bobeira
O que faz mal não é bom
Tem que tirar o que o mofo deu
Só dá pra resolver os problemas de agora
Você é boba iludida por um tesão passageiro
Tu acha que a minha vida é caber nos intervalos da tua
Você sabe o que eu quero dizer
De 22 às 10 é difícil eu ligar só de 10 às 22
Se não fizer na hora vai fazer fora de hora
Todos os governos são de direita nada fazem para impedir a mais valia
Ninguém se cansa de dizer bobagem muito menos eu
As palavras jogam-se apenas as aparo
Qualquer coisa que eu fizer pode ser usada contra mim
Há momentos difíceis de superar e há momentos insuperáveis
Meu aniversário sempre foi abafado pelo do outro
Cabrito só berra se for pra não morrer
Eu errei? Fui eu que errei?
Eu ando pra frente o mundo puxa pra trás
Não vais me dar por vontade mas por compaixão tanto faz
O tributo que presto à humanidade é a sinceridade
Naquele tempo eu era bom botava as meninas nas práticas do prazer
Se alguém cruza eu descruzo se descruza eu cruzo
Ninguém precisa de ataques ou defesas apenas me esforço para entender o que se passa à minha volta
Os muito alegres que me perdoem mas cinema não é divertimento é antenação
Maltrata mas não machuca
Eu queria que você me quisesse mais
Não se pode viver a mercê de tiranias
O novo engole o velho e envelhece
A porta aberta previne arrombamentos
Fecha a janela que é pro frio não entrar
A fortuna não garante a proteção
O clamor não pode não ser ouvido
Quem não cede não progride
Quem não viu não acredita
O sonho vale mais que a ordem
Cismar precede o querer
Revolução é negar-se o não
Ninguém assiste a quem desiste
A teimosia sucumbe à demasia
Homens não vêem a menor graça na extravagância de suas mulheres
Quero me esconder dentro de ti
O mar reflete a cor do céu
Querido Sergio,
Lindo poema. Lindo mesmo!!!!
Beijos da yvonne