Archive for junho, 2012

Muitas

quarta-feira, junho 27th, 2012

Meio cá meio lá e não é pra sair e nem entrar
Não estou em todas não só porque não posso mas porque não quero
A vida me encanta mas não pode me atrapalhar
Sobreviver sem explorar ninguém pode não ser grande vitória mas tem o seu sabor
Não quero que a vida seja fácil mas não precisa ser difícil
Uma mulher bem gozada faz bem ao ambiente
A memória independe da vontade
Melhor que sejamos muitos do que poucos
O que não sei não me faz falta
Dou um doce para quem não me der um amargo
O pouco precisa ser poupado
Não queiras ser melhor pode ficar pior
Há paixões fugazes há paixões estéticas há paixões políticas e há paixões eternas
Nada além de cada dia um passo
Vamu ver se tu guenta
Você não quer me ter?
Ó palavra lânguida esfera
Minha cabeça é um cansaço não pára
Não posso publicar meu pensamento
Estou com saudade de tudo que ainda não fiz com você
Eu quero mergulhar dentro de você
Mais pareces um menino
Sei pouquíssimo do muitíssimo ou muitíssimo do pouquíssimo
O que faz a diferença não é o menos é o mais
O mundo não é o reflexo de nossas vidas
O jeito que ela amonta a moto amassa qualquer um
Mulher perturba
Andas com os pés nús por toda parte?
Por que não juntar o joio ao trigo?
Mais valioso era o envelope que perdi
O que eu quero não é o que você quer
Menos dela que de ti
Se passar não vai voltar
Linda inteligente interessante e competente
Viver a plenitude do bagaço
De quem é para quem é
Posso ter mas não cultivo
Não vendo não troco não empresto e não cobro é como voar
Só se pode dar o que se tem
O que não podia ser antes talvez não possa ser depois

Namoros

quarta-feira, junho 20th, 2012

Não adianta pedir
Não adianta negar
Tem que aceitar
Tudo pode ser simples ou complicado demais
Você acha que pode falar comigo nesse tom?
Canso de emitir sinais ninguém responde
Boas mulheres cedem às tentações
Sei lá que espírito me faz dizer o que penso
Se não me satisfaz eu saio atrás
Perdendo a ternura sempre que necessário
O maior talento é não exaurir a parceira
Às vêzes um transbordo é necessário
Eu deixo você me comer
É mal o bem querer?
O teu barato é que você goza inteira
Não há espetáculo mais cativante e proibido que as nossas ninfetas
Basta ser quem és
E se eu conseguisse falar a língua interna
Pilotei a nau sem rumo a salvo dos penhascos e à cata das sereias
Afinal qual é o jogo das palavras
Menos por menos não pode ser mais
A questão é o que se lhe bota
Se é inóspito não insisto
Não sei o que é melhor nem pra mim nem pra ninguém
Não sei se é mérito da parceira ou se é meu
Né por nada não é só de sacanagem
Quando parou de dar ela mostrou o caminho
Já estive melhor e já estive pior
O negócio não é saber é tocar o barco
Minha vida me é suficiente
Mesmo que eu corra o tempo não corre
O que não se consegue resolver é que nenhum sêr humano é melhor que o outro
Ela acha que não mas eu perdi a parceira
E ainda sou agradecido de estar vivo
Graças a deus consigo chegar em casa
A maconha acaba a delicadeza também
Sem é pior do que com
Quero mamar na árvore que me acolhe
Espero que você não vá exigir nada de mim
Mais vale o que se tem

Querências

quarta-feira, junho 13th, 2012

Eu quero mas depende de você deixar
Não dá pra pedir uma que venha e vá?
Quase acho que posso voar
Ela tinha uma veia tirânica
Ao mirar o acaso acertamos em cheio
A vida só é boa no capricho
Posso não saber dançar mas sei pular
Comprovado o tomate é demais
Pensei que fôsses menina de barranco
Ainda que tudo valha nada
Agora não e depois também
Nóis num quer ir mas se tiver de ir nóis vai
Por tudo que já se estudou é de supôr que a expressão vem de dentro
O gôsto de dizer alguma coisa é o porque se disse
Tenho o tijolo e tenho o cimento conseguirei construir uma frase?
A lua não me vê como eu a vejo
Enquanto vivemos não morremos
Não desperdice nem um pouco pode fazer falta
De meia noite às seis a cidade é outra
A chama não elimina antes produz o vestígio
Entre o que é de um e o que é de outro pode haver a troca
Não sabemos o significado de mais mas sabemos o de menos
Nem vem quando teve não quisestes
Cadê a coisinha gostosa do véio
A tua vêz tem que ser antes depois da minha acaba
É do princípio ao fim
Tudo virou outra coisa
E ainda querem fazer da arte uma emprêsa
A ninguém peço chatice
Se eu não contar ninguém ficará sabendo
Sou cordial até comigo mesmo
Derrotas são caminhos
Cada pessoa tem seu jeito
Ao menor toque ela se eriçava toda
Eu nasci antes e espero morrer depois de tais governos
Antes dela veio um vento frio
Não é assim que se trata uma estrela de primeira grandeza
Guarde a tua bílis pra quando teu fígado secar
Você faz tudo que uma menina faz?
É porque eu não sou mulher pra você

Lembranças

quarta-feira, junho 6th, 2012

Nóis atravessa mas num queima a ponte pode ter que vortá por ela
Sou de opinião que ninguém deve trabalhar para ninguém
Repetir é parte do aprendizado
Porta aberta a gata fugiu
Não adianta alegar inocência
Quase sempre explícito de quando em vêz implícito
O de antes não garante o de depois
Vejo a curva amenizar-se quando chega ao fim
Toda pergunta vaga no vácuo
Será que eu posso comer a visita?
Não sou mais nem menos louco do que qualquer um que eu conheça
Você sabe fazer a alegria de um homem?
O azar às vêzes dá sorte
Mais vale a minha mão na minha mão do que as duas voando
Se apertar o pensamento ele fica apertado
Se concentrar na pergunta vai ganhar na resposta
É preciso deixar as partes se reconhecerem
Não basta a caneta é preciso o estilo
Deformadas as formas não se formam
Não pergunte responda
Ninguém pode poder mais que o outro
A vida é uma só
Uma enorme sensação de potência só falta o objeto encarnar
A vigília te permite ver o dia
Não é o sentido das palavras é em que sentido elas vão
O vento traz e leva as melhores e as piores notícias
Quantas vêzes por dia os erros e quantas os acertos
Eu gostava do teu jeito estabanado
Eu sou a memória
Essa coisa assexuada não me faz bem
Arrenego a estratégia do drama
Melhor se eu ficasse com você?
Meu tempo passou
Minto mas não omito
O que é prazeroso não pode ser desagradável
A carne é fraca mas o espírito é livre
O que mais vale é o que custa menos
Depois que arejou melhorou
Teus préstimos cairam em desuso
Mais queria menos podia