Archive for agosto, 2012

Miudezas

quarta-feira, agosto 29th, 2012

A prática aprimora revigora e extenua
Perdi tempo na corrida
Nunca me lembro do que nunca esqueci
O que passa não volta
Torce para não torcerem-me
Não cheiro lambisgóia
Há prazer nas palavras
Trinchar o assado é necessário para degustá-lo
Nunca coma a peça inteira
Menos com mais é igual a mais com menos
Quem perde não ganha
Mim não quer saber de ti
Não sou mais quem já fui
Quem disse sim é porque não quis dizer não
Cachorros amam cachorras e elas eles
Tudo é uma questão de meta
Não deixarei que o sol se ponha sem te ver
Boa é a que goza a ótima é a que gosta
Prefiro a barraqueira à abarracada
Este tempo que me encerra
Uma vez não basta mais de uma cansa
Ela insiste mesmo depois de eu desistir
O troco não tava certo ganhei a mais
A coisa não tava boa mas tava gostosa
Para que o dia acabe é preciso acabar o dia
Os meios masseram
Se não estou lá é porque estou cá
O cara achou que era com ele mas era comigo
Se deixa cair é que não consegue segurar
Entre as duas caras da verdade é muito difícil escolher
Aguar as plantas não deixa de ser dar de beber a quem tem sede
Malquerer não faz bem a quem não o fez
Almas penadas são as que penam ou as que nos fazem penar
Pensei que era pra valer mas não valeu nada
Se tudo estivesse escrito não se precisaria mais escrever
O que ele me disse não me fez a menor diferença
Antes pudesse ter o que já tive
A página só é branca enquanto a tinta não chega
Para todo o sempre é uma dimensão indimensionável
Embrulhar o pacote antes de levar a merenda

Louvores

quarta-feira, agosto 22nd, 2012

Desmesuradamente não é vantagem para ninguém
Mil e um pratinhos
Perdi os meus apegos
Não quero disputar rabeira com ninguém
Melhor a carne que é visível que o espírito que é invisível
Se me descobrires finjo que não vi
Não é bom pecar por excesso
Quem não quer não discute
Se pudéssemos conduzir a vida não sei se estaríamos melhor
As coisas viram de pernas pro ar
Não tem vida mole
E eu ainda procuro falar bonito
Se escorrer escorrega
O sono é uma poderosa arma
O que é bom eu saboreio
Viver sem premeditar até pode mas não se recomenda
Viver sem prevaricar até pode mas não se recomenda
Não se deve suscitar problemas
Empresto minha experiência em ir buscar
Não quis saber nem de saber
A pegada não a pegadinha
A falta que me faz é menos que a minha
Não aprendo com os mais novos senão com os novíssimos
Na adolescência a questão era o silogismo agora nem sei mais o que é isso
Despudorado não pratica atentado ao pudor
Desesperadamente é senha pra sair
A necessidade gera o benefício
O mundo não pode ser imundo
Mal me lembro de mim
A repressão física é odiosa a mental também
Todo mundo pode
Horripila-me o inquisitorial
Não renego o contraditório eu mesmo me contradigo
Queria sonhar um sonho possível
Entrementes dois lombos na panela
Cansei da prática retórica
Máximo brilho mínima chama
Não gosto mas fiz emporcalhei o fogão
Máxima chama perigo de incêndio
O que vem depois?

Sabores

quarta-feira, agosto 15th, 2012

Quem está por cima não se lembra de como é estar por baixo
A maior homenagem aos mortos é cuidar dos vivos
Éramos todos
Pensar é distender-se
A arte é um mar de individualidades
Não se deve ir a lugares gripado por si e pelos outros
Ocorrências são o que nos ocorre
O suco da fruta não é ralo é denso
Mais faz quem menos se apega
Tu me esquentas e eu te esquento
Não é bom interromper o fluxo do pensamento
Ah o documentarismo ah o documentarista ah o independente ah o cinema ah a política ah o poder ah a exclusão ah a batalha
Esqueci de dizer o mais importante
A humanidade não é só uma mas é uma só
Usa abusa e lambuza
Na beirada dela tudo fica mais gostoso
Qualquer fabulação é possível
Com a doçura e a dureza necessárias
Não queira ser melhor pode não dar certo
Homem não usa rosinha homem usa rosão
Os grandes não são os únicos
Ou estou fumando ou estou comendo
Apoiada ela se expande reprimida ela radicaliza
Pensei que fosse parte não sabia que era avulso
Não posso ficar só esperando
Teve jogo eu li jornal
É bom meter a mão nas moças
Se orgulho matasse eu não morria
Não insisto no que me é estranho
Se eu fosse bom de entrega montaria um negócio
Ocultar é bom esconder é melhor
Girando viramos um ponto que se perde na imensidão
Lasso a ponto de virar bagaço
Olhar pro chão é prevenção
Render-se é tentativa de perdão
Essa é pra comer de colher
Quem ultrapassa ganha a vez
Não deu nem tempo de pedir licença
Não fui eu quando olhei o espelho se partira
Um caminho é melhor que dez.

Pedaços

quarta-feira, agosto 8th, 2012

E se eu importasse uma neguinha da Martinica
Não deixe que ninguem te deixe mal
Admiro as mulheres em corpo e alma
Minha escritura provém de muita leitura
Não sou eu que afirmo eu apenas escrevo
Escrever é inscrever-se
Quem lerá? Quem saberá?
Quem se importa? Quem se importará?
Se a cabocla não caboclar eu tambem me descaboclizarei
As palavras são o que elas dizem o diabo é quem as manipula
O desejo é dispensado de ser politicamente correto
Não tô afim de ficar em familia
Saiam os colchões mas fiquem os coxões
A minha quer
Não é pra perguntar
Quem repete quer de novo
Não mando nem em mim
Bom ou ruim o dia já passou
O belo é o que se faz belo
Descobri que minha é só a minha vida
O que precisa é fazer história
Todo mundo é normal
Não pedi pra sair pedi para entrar
Não queira pra ninguém o que não quiser pra si
Erros ensinam mais que acertos
Deixei a tropa passar senão ela me atropela
Não rebarbo na rebarba
O fomento é quando a fome aumenta
Não insista persista
Não invente descubra
Não chateia dorme
Pra começar vamos começar
É bom é rápido é fácil
Vai ter que vir buscar
Se soubesse não diria
Há coisas que não se faz sozinho
Só não somos o que não somos
Ninguem vive o sonho dos outros
Não sei se quero mais ou quero menos
Pensar o inesperado porque o esperado já foi pensado

Pormaiores

quarta-feira, agosto 1st, 2012

Não querer ouvir o que não quiser ouvir

Não quero saber o preço eu pago

Ja era ruim ficou pior

Não é pra ser totalmente assim

Os que viveram mais são os que viverão menos

Minhas raizes estão profundamente enraizadas

Bom mesmo é encostar de longe

Se esquentar pode ser que esquente

O bom é durinho por fora e macio por dentro

A vida segue adiante

Tontinha fraquinha desmanchadinha

Faço tudo por você

Quem se esconde não sabe o que està perdendo

Acho que é preciso respeitar

Quem te pede é quem te dà a chance de merecer

Foi o cigarro que acabou não foi a vida que parou

Quem enfrenta a vida não faz como eu sonego

Não é exprimir é espremer

Não é expressar é imprensar

Não é gostar é gastar

Juntos somos par

Não deixa pra là vem pra cà

Não digo o que possa ser usado contra mim

Tem vêzes que é melhor desistir

A medida é o cansaço

Sò não fiz o que não faço

Nem antes nem depois durante

A minha é bem submissa

Tanto faz o resultado o negòcio é a aplicação

Não quero perder não quero ganhar nem quero empatar

Melhor lembrar que esquecer

A coisa que me consumia me consumiu

Prefiro poucos passos a longas caminhadas

Não se deve atropelar quem abre caminhos

A moça disse que o melhor é o que não se diz

Nem tudo que é melhor é bom

Quem ficar por ùltimo não terà a quem dizer adeus

Xà comigo que eu não faço feio

Meu negòcio é abalar a geral