Louvores

Desmesuradamente não é vantagem para ninguém
Mil e um pratinhos
Perdi os meus apegos
Não quero disputar rabeira com ninguém
Melhor a carne que é visível que o espírito que é invisível
Se me descobrires finjo que não vi
Não é bom pecar por excesso
Quem não quer não discute
Se pudéssemos conduzir a vida não sei se estaríamos melhor
As coisas viram de pernas pro ar
Não tem vida mole
E eu ainda procuro falar bonito
Se escorrer escorrega
O sono é uma poderosa arma
O que é bom eu saboreio
Viver sem premeditar até pode mas não se recomenda
Viver sem prevaricar até pode mas não se recomenda
Não se deve suscitar problemas
Empresto minha experiência em ir buscar
Não quis saber nem de saber
A pegada não a pegadinha
A falta que me faz é menos que a minha
Não aprendo com os mais novos senão com os novíssimos
Na adolescência a questão era o silogismo agora nem sei mais o que é isso
Despudorado não pratica atentado ao pudor
Desesperadamente é senha pra sair
A necessidade gera o benefício
O mundo não pode ser imundo
Mal me lembro de mim
A repressão física é odiosa a mental também
Todo mundo pode
Horripila-me o inquisitorial
Não renego o contraditório eu mesmo me contradigo
Queria sonhar um sonho possível
Entrementes dois lombos na panela
Cansei da prática retórica
Máximo brilho mínima chama
Não gosto mas fiz emporcalhei o fogão
Máxima chama perigo de incêndio
O que vem depois?

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