Archive for setembro, 2012

Pedras

quarta-feira, setembro 26th, 2012

Parceiros em algum tempo espalhados por todos os lados
As afirmações são vagas
Não queria estar em outra pele que não a minha
Tudo que se faz com método atesta um processo
Você acha que é eu não eu acho que é você não
Pensar é fácil fazer é que são elas
Felizmente as pessoas andam quase nuas nas ruas
A você quero dar só minha boca até que os outros sentimentos me invadam
Empoleirada na trave mal posso esperar que desentrave
Era só uma não tantas
Tudo o que quero é dormir na tua
Os que chegam não sabem como foi até aqui o que perderam
Não penso em afeto penso em tesão
O maior problema é que eu já fui melhor em tudo
Quero manifestar meu interesse por você
Você parece tanta coisa
Vejo você tão vigorosa não consigo pensar em outra coisa
Dispensei a puta do que vou reclamar
Caímos numa ditadura do Judiciário que manipula informações
É só uma rede de intrigas
A paixão esconde a opressão
É bom né melhor só com bolo
Quisera voltar à minha confusa liberdade
Ela é boa me ajuda a economizar
Essas meninas é que são prodigiosas
Ela tem que ser comida com uma firmeza total
É no que dá ficar porque faz bem
Um pau duro arromba qualquer porta
Ninguém segura ninguém
O que não vai por bem tambem não vai por mal
Militância é bom
Sem saco pro que já se fez
O problema é que o Estado favorece escandalosamente sua elite burguesa
Tropecei nas palavras
Meu dilema é escrever o poema
Ela encosta a dela no meu
Se eu peço o pé não me dê a mão
Mais vale o que custa menos
Festival só é bom se for para mostrar a produção local
Geladeira e esquentadeira num só local

Relatos

quarta-feira, setembro 19th, 2012

Balanço mas não vergo
Se não procurar não vai achar
Bordões são bordoadas
Mais uma é bom
Se disser que vem eu não vou
Louco pra comer e louca pra dar
Difícil é fazer mais fácil é pretender
Outros colhe o que nóis pranta
Faz por nada só por vaidade
A louca vida não é louca é quem acha que ela é
Supremo: tribunal vira novela
Se disser que eu disse eu direi que não disse
Uma é contra a outra
O que vai vem ou não vem
Outros talvez façam o que não fiz
Vocês chamam de deus eu chamo de pecado
Incendiar a plateia pode incendiar um país
Não peço o que não quero
Cresce o rumor aumenta a desordem
Se eu pedir que você fique eu vou querer mandar embora
Os que são como eu não são como os outros
Não estou a fim é um bom começo
Não existe crime se não houver flagrante
Até o apagado pode ser legível
Não me sinto bem quando tudo está mal não me sinto mal quando tudo está bem
O refinado perde pro integral
Os que cobram acabam pagando
Não duvido da minha memória
Escondo o que consigo
Descarregar é melhor que carregar
Esqueci porque não quis lembrar
O que é bom não é mau
Perdi o que não quis
Com você eu só penso putaria
Quando teu corpo me deixar ainda guardarei sua aura
O que o vento trouxe a calmaria não vai levar
A lua ou a luz do sol
A minha ou a têz da sua
Mil e um caminhos a perder-se
Não tive não tenho não terei

A José Dirceu

sexta-feira, setembro 14th, 2012

Estranho e nebuloso é este nosso país

Mentiras repetitivamente não se fazem verdades

Inacreditávelmente confia-se no réu confesso para quem a única defesa é o ataque que numa tática de afogado quer arrastar o mais alto

Não é crível que se queira incriminar autoridades irresponsávelmente como responsáveis por atos de terceiros eventuais subalternos e quando nem subalternos são

Imagina se essa moda pegue e os torturadores de antes e de agora a quem subalternizam

Imagina uma cruzada da mídia burguesa subsidiada pela propaganda estatal e privada a priori distribuindo as culpas e as condenações

É a mesma que açulou, provocou e acobertou diuturnamente o golpe civil-militar de 64 e sua máquina de morte

E assim grassam as mentiras pastando em tantas colunas de jornal

Bancos privados não podem fazer empréstimos de risco a quem quizerem e o capitalismo onde fica

Não se pode sacar dinheiro no caixa?

Imaginar que o primeiro escalão da Republica se ocupe da contabilidade miúda enquanto tem que gerar e dar conta de um orçamento nacional de trilhões por ano

Imaginar que saiba ou queira saber da fulanização das disputas partidárias quando tem que enfrentar a maior crise do monetarismo internacional e enfrenta bem

E qual o problema de ciranda financeira de verbas de propaganda quem não?

Por que “marketing” (malditas palavras estrangeiras). marquetinhos, mercadores, marqueteiros não pode ?

E se não pode o que fazer dessas fortunas isentadas de impostos que sustentam ou abafam as necessidades dos mercados culturais e midiáticos

As verbas de propaganda dão de mil em qualquer orçamento de governo porque “são a alma do negócio” no seio capitalista

Algum problema pode haver como troca de notas frias qual empresário não faz

Qual emprêsa nacional ou estrangeira não sonega impostos ou malversa seus recursos?

Lamentávelmente conta-se com o Supremo fazendo continhas de chegar e colchas de retalho como uma velha ranheta que “supõe” ou “ilaciona” transações muito aquém de receitas de novela

Faz-me lembrar a marcha da familia de triste memória

A de agora é como se fôsse uma tentativa de revanche direitista sempre e para sempre derrotada nas urnas voltando a sua única estratégia perversa: o denuncismo néo-udenista e a sofreguidão de canastrões de chanchada togados ou não

Gostaria que os caminhantes da 100 mil se dessem conta do que ocorre lembrassem o que é a caminhada e renovassem seu apoio e solidariedade em confiança a um dos nossos a quem os bufões querem bufonizar só porque é um dos construtores, um dos 100 mil, da democracia brasileira

Parabens Ministra

sexta-feira, setembro 14th, 2012

Missão cumprida. Posições firmes e definidas.
Não à propaganda de instituições privadas na abertura do portal do ministerio.
Reavaliação e encaminhamento da questão do direito autoral com a mais ampla proteção ao autor.
Formulação, envio e negociação do PNC.
Arrumada financeira na casa cobrada pela Fazenda e Planejamento.
Não consta que tenha favorecido a ninguem ou a grupo nenhum.
Apresento
u e ganhou um relatório de gestão sincero abraçando propostas dos trabalhadores.
Conseguiu um apreciável aumento de recursos.
É assim que se faz no primeiro ano de gestão, em seguida a carroça anda.
Ana é uma artista não é especialmente política o que é uma virtude para quem é artista.
Honra ao mérito. Parabens Ministra.

Universidade Fluminense

quinta-feira, setembro 13th, 2012

Universidade Fluminense (em www.youtube.com/sergiosanteiro).
Universidade Fluminense é um filme da Escola de Cinema da UFF a pedido da Reitoria da Universidade para a comemoração dos 15 anos de sua fundação. A direção e roteiro são de Sergio Santeiro, produção de Roberto Duarte e José Marinho, fotografia e camera de Sergio Villela, coordenação de foto fixa de Davy Alexandrisk, montagem de Manfredo Caldas, co-produção Cinemateca do MAM/RJ, 1976. Dêle participaram como assistentes os estudantes do segundo semestre de 1975.
Neste documentário-aula em que estão compendiadas as mais várias soluções de filmagem a baixo custo e com perda mínima, preocupamo-nos basicamente, além de atender à encomenda, com o aproveitamento máximo criativo dos estudantes dentro do rendimento de uma bolsa de extensão de 400 reais por estudante no período letivo de duas semanas e no de mil reais aos professores que coordenaram as equipes. O custo do filme foi num total de 60 mil cruzeiros com 12 minutos de duração, sonoro, 35 mm, a côres.
Ao contrário do que geralmente acontece com filmes de encomenda a realização teve total liberdade por parte do Reitor para a conclusão do projeto. Eu estava há pouco na universidade desde julho de 75 e de fato não a conhecia. Foi o filme que deu a oportunidade de refletir sobre a vida universitária ou o momento da vida de uma pessoa que vem de um lugar e passa para outro através do aprendizado de novos conhecimentos de coisas e pessoas.
Procurei então num módulo que permitisse aflorar estes sentimentos universitários para registrá-los e sintetizar. A extrema riqueza do material recolhido, horas de gravação sonora e centenas de fotos dificultou-nos o trabalho de seleção. Através do que chamei de “som indireto”, os depoimentos dos estudantes seriam ouvidos independentemente da imagem e seriam tôda a trilha sonora.
Assim nosso trabalho de montagem foi dedicado a passar nas vozes o leque de assuntos e problemas levantados. Ao contrário do que se dizia na época de que os jovens nada tinham ou não sabiam o que e como dizer, fomos surpreendidos por exposições ricas de vida e conteúdo, de questionamentos de si e da sociedade.
Com ele, além de outras ocasiões, participamos do 5o. Festival Brasileiro de Curta Metragem, promovido no Rio de Janeiro pelo Jornal do Brasil/Shell.
Sergio Santeiro (em Jornal do Brasil, caderno B, pág.8, em 10 de setembro de 1977).

Poderes

quarta-feira, setembro 12th, 2012

Tudo bem mas não cá

Se der é bom se não der é bom tambem

Quero que o mundo se explique pra mim

Não se diz sim nem não diz-se talvez

Não deixa pra mim que eu não chuto

Quando ouvir alguem falar confira

Não pense duas vêzes basta uma

Não peça mais do que pode carregar

Não pára não xinga não reclama

Deixe para amanhã o que não puder fazer hoje

Nem veio e já tá botando banca

Se daqui a pouco nada acontecer vai ter que ser daqui a mais um pouco

Tudo isso é o que você pensa

O que te incomoda não é necessáriamente real

Meu caro barato é que não é

Não é o que se quer mas o que se pode

Ao encerrar os prazos é preciso renová-los

Menos que zero é menos mais que zero é mais

O pensamento vem aos pedaços

Estranho e nebuloso é este nosso país

Mentiras repetitivamente não se fazem verdades

Inacreditávelmente confia-se no réu confesso para quem a única defesa é o ataque que numa tática de afogado quer arrastar o mais alto

Não é crível que se queira incriminar autoridades irresponsávelmente como responsáveis por atos de terceiros eventuais subalternos e quando nem subalternos são

Imagina se essa moda pegue e os torturadores de antes e de agora a quem subalternizam

Imagina uma cruzada da mídia burguesa subsidiada pela propaganda estatal e privada a priori distribuindo as culpas e as condenações

É a mesma que açulou, provocou e acobertou diuturnamente o golpe civil-militar de 64 e sua máquina de morte

E assim grassam as mentiras pastando em tantas colunas de jornal

Bancos privados não podem fazer empréstimos de risco a quem quizerem e o capitalismo onde fica

Não se pode sacar dinheiro no caixa?

Imaginar que o primeiro escalão da Republica se ocupe da contabilidade miúda enquanto tem que gerar e dar conta de um orçamento nacional de trilhões por ano

Imaginar que saiba ou queira saber da fulanização das disputas partidárias quando tem que enfrentar a maior crise do monetarismo internacional e enfrenta bem

E qual o problema de ciranda financeira de verbas de propaganda quem não?

Por que “marketing” (malditas palavras estrangeiras). marquetinhos, mercadores, marqueteiros não pode ?

E se não pode o que fazer dessas fortunas isentadas de impostos que sustentam ou abafam as necessidades dos mercados culturais e midiáticos

As verbas de propaganda dão de mil em qualquer orçamento de governo porque “são a alma do negócio” no seio capitalista

Algum problema pode haver como troca de notas frias qual empresário não faz

Qual emprêsa nacional ou estrangeira não sonega impostos ou malversa seus recursos?

Lamentávelmente conta-se com o Supremo fazendo continhas de chegar e colchas de retalho como uma velha ranheta que “supõe” ou “ilaciona” transações muito aquém de receitas de novela

Faz-me lembrar a marcha da familia de triste memória

A de agora é como se fôsse uma tentativa de revanche direitista sempre e para sempre derrotada nas urnas voltando a sua única estratégia perversa: o denuncismo néo-udenista e a sofreguidão de canastrões de chanchada togados ou não

Gostaria que os caminhantes da 100 mil se dessem conta do que ocorre lembrassem o que é a caminhada e renovassem seu apoio e solidariedade em confiança a um dos nossos a quem os bufões querem bufonizar só porque é um dos construtores, um dos 100 mil, da democracia brasileira
A José Dirceu

Apupos

quarta-feira, setembro 5th, 2012

É desconcertar ou é desconsertar
Não arredo se me pisam o pé
A primeira é a que pica
Nós tambem é laços
Adoro coxa de galinha
Quando ouvi fingi que não vi
Ao esquecer o tanto nem pensei no quanto
Não sou corajoso eu sou é folgado
O problema é a carona
Nunca ouço vozes
Os meios massacram
Não se tem a menor noção de justeza
Atacadores atacam
A memória segreda
Faço pouco mas acho que faço muito
Que nem chuchu na serra
Não se preocupe comigo eu não me preocupo com você
A mina dá o que a mina tem
Talvez não exatamente mas de repente também
A tirania da vida é burguesa
Esquecer é melhor do que não ver
As coisas vão se somando até não darem em nada
Se for pra perder fingir é o melhor que se tem a fazer
Meia dúzia é pouco pra quem bebe dúzia e meia
Não cobiço o que não tenho
Pra frente ou pra trás depende do problema
O pesado é o que afunda o mais leve é o que flutua
Se esquecer não lembre
Quem nunca morreu por amor
Se esquentar não esfrie
Se fui de mais não seja de menos
O que é assado não vai bem de fritura
Quero dizer o que me vem à cabeça
Antes de passar do meio não é possível chegar ao fim
Mentiras nem sempre ajudam mas nem sempre atrapalham
Não sei onde essa estrada vai dar
Essa não: pra saber se é bom ou ruim tem que provar?
Meu tempo não cabe no tempo do tempo
Se não for fique.