Archive for outubro, 2012

Malignas

quarta-feira, outubro 31st, 2012

Eu queria ela não quis
Eu que ria ela que quis
Há que ser estratégico
Quem me vê não sou eu
A essa hora passar um vassoureiro apregoando seu produto numa cantoria sempre a mesma é como se o Rio fosse uma aldeia
Não tem por aí alguma devassa que me empreste o corpo por uma meia hora
Preciso de um banquete para ser feliz
És pela ordem burguesa sou pelo progresso socialista
Não é possível que a única “prova” que existe seja a intriga de um infamante
Às vêzes sinto o dom da imanência
Você não pode me impor sua presença
Quando falo a sós falo mais contente
Falo aqui é do verbo falar
Você é que me faria bem um dia inteiro daqueles
Se não escrevo esqueço se não esqueço escrevo
Não hás de me surpreender
Quem ordenha quer mamar
Mesmo cada um na sua podemos todos ser engajados
É muita azeitona para uma só empada
E ainda temos o nosso mais que centenário
Só me sacode o que não pode
Tenho vontade de chamar-te inarinha inaroca inaroquinha
Pra não trabalhar de graça eu te pago uma cerveja ou te dou um baseado
Mesmo na mentira a verdade sobrevive
Há coisas que eu não consigo fazer
Se é tão fácil comprar parlamentar bem que podiam comprar a bancada ruralista
Manda depositar 100 milhões na conta de cada um nas bahamas
E depois avisa a Receita Federal
Onde há fumaça há fogo resta saber quem botou fogo no cerrado
O cão era o quêdo
Estufa-me o peito de indignação
Não sei se andei certo mas sempre sincero
Os íons da tevê aborrecem os meus neurônios
Cultura brasileira é tudo o que algum brasileiro faz
Agora conta outra
Parece aquele gel que vai mudando de forma enquanto se o conforma
Acho muito chato ficar correndo atrás do pensamento dos outros
A apressada estava linda
A máquina do sistema é inexorável
O ruim é que elas reclamam

Lições

quarta-feira, outubro 24th, 2012

Educar é du car …

A gente tenta até os setenta

Tenta e não lamenta

Prazer não refresca

Ahhh!

Não faz bobagem

Nem se trata de inocência é sòmente um não havido apenas existido na boca de um delator

Né por nada não mas a confluência do julgamento com o novelão assalta-me a cabeça quem escreve o quê

Sou um primitivo quando me sinto mal me tranco no novêlo até passar

A menina de Paris não pode sentir frio no Rio

É um polvo tentacular agarrado no poder e não larga não larga e não larga

E não larga

Sonhos de uma noite fria de verão

Os que vivem não podem permitir o subviver

Não sei se eu queria ser assim mas sou

Acho que em todo o mundo é preciso abrir as prisões

O estado tem meios de prevenir não precisa reprimir

É difícil conter a ganância do homem

A coletiva é produtiva a individual é nefasta

O convívio coletivo não é o paraíso mas é o melhor que pode haver na terra

Há um problema é lícito ou ilícito recolher os moradores de rua não há como abrigá-los?

De noite a cidade inteira se esvazia não há como acolhê-los até o novo dia?

As luzes permanecem acesas para quem?

Na rua ninguém passa na calçada o povo dorme no frio na chuva famílias em casa as tevês

O mundo de fora e o mundo de dentro

A questão não é a classe C é a classe X

Na economia em que vivemos a X tanto pode ser a que manda como a que obedece

É quem come as bananas

Debalde os baldes se esbaldam na balbúrdia dos balneários

Não discuto o trabalho de ninguém todos tem mérito incomoda-me é a farsa do supremo

Numa democracia supremo só o voto

O nosso país gigante é difícil de acompanhar mas quantos mais andarem é melhor

Se ficar no passado vai ficar mais velho que já é

É a foice e o martelo o martelo bate a foice ceifa

A dor do juiz deve ter subido-lhe à cabeça

O delírio autoral se é bom na ficção na realidade é sinistro

Nada é mais torpe que a mentira ajeitada

É a farsa do simulacro arranjar a realidade segundo teus intentos

O pseudo moralismo pequeno burguês evita encarcerar-se encarcerando os outros

Nem sei o que mais pensar

Memórias

quarta-feira, outubro 17th, 2012

Pra onde ela fôr sigo a minha intuição
Não mandei ninguém falar por mim
Podia deixar mas não deixei
É preciso dar-se um basta
Não acato não sou acatante
Não abafo só perturbo
Será que ela quer ou não quer dar pra mim
Você acha que é arrogância a minha ignorância
O mascarado ao tirar a máscara se desmascara
Eu vivo a felicidade e se puder encostar em você é demais
É proibido cortejar?
Eu sou um militante cultural radical comunista aborrecido com o meu país
Capachos do imperialismo ianque
Não é de hoje mas tem que guentar
Nada a fazer as sortes estão lançadas
Pensei que o meu pensar me ajudasse êle me atrapalha
O que não fôr agora algum dia será
Falta você tocar a campainha
Adoro a liberdade e a variedade de cenários da minha casa
Fiz a casa dos meus sonhos
Tive a praia aos meus pés e a cervejeira
Um lindo espetáculo é a mulher que finge que dá mas não dá
Singrar na correnteza
A de cima indica a de baixo
Dengosidade é positivo
O que nunca acontece um dia acontece
Só quando pesa é que sentimos o pêso
Perguntas nem sempre tem respostas
Nem sempre é bom transigir
Nem sempre é bom recomeçar
Não se pode assim jogar com a vida das pessoas
Dez é menos que milhões
O cheiro do fogão diz o que é feliz
Espero você ficar boa pra eu ficar ruim
Futebol como os gladiadores
A minha vêz já passou ou ainda não chegou
Não sou mais nem menos eu
Pensar é coisa estranha avisa o meu ser animal
Nunca soube o que seria imagina o que serei
Não serei o que fôr se não fôr o que sou

Trancos

quarta-feira, outubro 10th, 2012

Nada grave na da greve
Beleza: a vanguarda casada com a tradição
É doloroso o dolorido
Não é corrente o ocorrido
A moça é casual
A sua terra é um rio
Não deixe que ninguem saiba que a peteca caiu faz tempo
Nosso cineasta a cada dia se supera
As moças deviam ser mais gentis
Darei darão
Até adversários respeitam combatentes
Por que não me ufano do meu país
Quando não se sabe o que fazer das coisas inventa-se
Mas se a coisa engrenar eu não vou parar
O mais atraente é o que não é possível
Tento entender o mundo mas acho que o mundo não me entende
Não sou capaz de nenhum sacrifício
Se chegar perto aviso que se encostar já era
Tu puxa pro teu lado que eu puxo pro meu
Não há de haver parede que nos contenha
Quem solta se solta
O que vier tô pagando
Deixa passar que o carro é maior
Desenrolar o enrolado
O neoliberal não neoliberou
Na tua a minha
A coisa só é boa quando se desconstrói
A gata queria que eu fosse o gato que eu não sou
Querendo ser é quando mais perdemos
Construo a teia que me prende
O aprendizado é um exercício de liberdade
A sentença do Supremo é incumprível
Se você não sabe quem eu sou eu devo ser um fracasso
Fica só uma meia hora
Respeite-se a militância
Bolacha não é pão quente
Ausência não é saudade
A vida não é recreio
Não posso esquecer o que não posso esquecer
A miragem não é real

Juízos

quarta-feira, outubro 3rd, 2012

Abandonei-o agora eu sou o veículo
Há coisas que não se consegue explicar
Seu olhar não se parece nada comigo
Tem uma igual ao meu lado
Não sou romântico sou fático
Chegou pra melhorar ou piorar
É preciso espaço para o desabafo
O que ainda não deu pode ser que dê
Despejo confluências
Agrada-me ser livre
Pega aí que eu pego aqui
Às vezes o que vale mais é o que menos vale
Nem se for obrigado
Tem coisas que nem eu entendo
Neguinho só fala o que já se sabe
O pior é entubar o bode
O jornal que só fala do que o conglomerado publica
Bom é encostar no lombo
O bom sempre que possível é fazer o que se gosta
Não peço o que me é negado
O bom é o trabalho ser tambem prazer
Nem quero pensar na falta que eu farei
É preciso os rituais externos para harmonizar aos rituais internos
Meu preço de tão barato é impagável
Encara que eu gosto
O voto de onze não pode ser maior que o de milhões
Se eu não cuidar de mim quem há de
Paciência se o mundo não acompanha a minha cabeça
Ela não sabe o peso que a onda tem
Até parece que a vida tambem é virtual
Mete bronca cambada
Ainda não foi agora
Nóis é mais
A vida é complicada ou somos nós
Quem condena pode ser condenado
A ninguém se deve desejar a prisão
A idade média acabou
Como se vê condenações são uma prática arbitrária
Mas esquecer de vocês será esquecer de mim
A toga sequestra o voto