Juízos

Abandonei-o agora eu sou o veículo
Há coisas que não se consegue explicar
Seu olhar não se parece nada comigo
Tem uma igual ao meu lado
Não sou romântico sou fático
Chegou pra melhorar ou piorar
É preciso espaço para o desabafo
O que ainda não deu pode ser que dê
Despejo confluências
Agrada-me ser livre
Pega aí que eu pego aqui
Às vezes o que vale mais é o que menos vale
Nem se for obrigado
Tem coisas que nem eu entendo
Neguinho só fala o que já se sabe
O pior é entubar o bode
O jornal que só fala do que o conglomerado publica
Bom é encostar no lombo
O bom sempre que possível é fazer o que se gosta
Não peço o que me é negado
O bom é o trabalho ser tambem prazer
Nem quero pensar na falta que eu farei
É preciso os rituais externos para harmonizar aos rituais internos
Meu preço de tão barato é impagável
Encara que eu gosto
O voto de onze não pode ser maior que o de milhões
Se eu não cuidar de mim quem há de
Paciência se o mundo não acompanha a minha cabeça
Ela não sabe o peso que a onda tem
Até parece que a vida tambem é virtual
Mete bronca cambada
Ainda não foi agora
Nóis é mais
A vida é complicada ou somos nós
Quem condena pode ser condenado
A ninguém se deve desejar a prisão
A idade média acabou
Como se vê condenações são uma prática arbitrária
Mas esquecer de vocês será esquecer de mim
A toga sequestra o voto

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