Trancos

Nada grave na da greve
Beleza: a vanguarda casada com a tradição
É doloroso o dolorido
Não é corrente o ocorrido
A moça é casual
A sua terra é um rio
Não deixe que ninguem saiba que a peteca caiu faz tempo
Nosso cineasta a cada dia se supera
As moças deviam ser mais gentis
Darei darão
Até adversários respeitam combatentes
Por que não me ufano do meu país
Quando não se sabe o que fazer das coisas inventa-se
Mas se a coisa engrenar eu não vou parar
O mais atraente é o que não é possível
Tento entender o mundo mas acho que o mundo não me entende
Não sou capaz de nenhum sacrifício
Se chegar perto aviso que se encostar já era
Tu puxa pro teu lado que eu puxo pro meu
Não há de haver parede que nos contenha
Quem solta se solta
O que vier tô pagando
Deixa passar que o carro é maior
Desenrolar o enrolado
O neoliberal não neoliberou
Na tua a minha
A coisa só é boa quando se desconstrói
A gata queria que eu fosse o gato que eu não sou
Querendo ser é quando mais perdemos
Construo a teia que me prende
O aprendizado é um exercício de liberdade
A sentença do Supremo é incumprível
Se você não sabe quem eu sou eu devo ser um fracasso
Fica só uma meia hora
Respeite-se a militância
Bolacha não é pão quente
Ausência não é saudade
A vida não é recreio
Não posso esquecer o que não posso esquecer
A miragem não é real

Comments are closed.