Malignas

Eu queria ela não quis
Eu que ria ela que quis
Há que ser estratégico
Quem me vê não sou eu
A essa hora passar um vassoureiro apregoando seu produto numa cantoria sempre a mesma é como se o Rio fosse uma aldeia
Não tem por aí alguma devassa que me empreste o corpo por uma meia hora
Preciso de um banquete para ser feliz
És pela ordem burguesa sou pelo progresso socialista
Não é possível que a única “prova” que existe seja a intriga de um infamante
Às vêzes sinto o dom da imanência
Você não pode me impor sua presença
Quando falo a sós falo mais contente
Falo aqui é do verbo falar
Você é que me faria bem um dia inteiro daqueles
Se não escrevo esqueço se não esqueço escrevo
Não hás de me surpreender
Quem ordenha quer mamar
Mesmo cada um na sua podemos todos ser engajados
É muita azeitona para uma só empada
E ainda temos o nosso mais que centenário
Só me sacode o que não pode
Tenho vontade de chamar-te inarinha inaroca inaroquinha
Pra não trabalhar de graça eu te pago uma cerveja ou te dou um baseado
Mesmo na mentira a verdade sobrevive
Há coisas que eu não consigo fazer
Se é tão fácil comprar parlamentar bem que podiam comprar a bancada ruralista
Manda depositar 100 milhões na conta de cada um nas bahamas
E depois avisa a Receita Federal
Onde há fumaça há fogo resta saber quem botou fogo no cerrado
O cão era o quêdo
Estufa-me o peito de indignação
Não sei se andei certo mas sempre sincero
Os íons da tevê aborrecem os meus neurônios
Cultura brasileira é tudo o que algum brasileiro faz
Agora conta outra
Parece aquele gel que vai mudando de forma enquanto se o conforma
Acho muito chato ficar correndo atrás do pensamento dos outros
A apressada estava linda
A máquina do sistema é inexorável
O ruim é que elas reclamam

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