Archive for janeiro, 2013

Razões

terça-feira, janeiro 29th, 2013

É melhor errar pra mais que pra menos
Se eu esquecer não me lembre
Começa em um e acaba em zero
Quem se dá bem não precisa se dar melhor
Trocando as letras fica feio
A gringalhada é sem vergonha
Fique bem não fique mal
Quem não gosta de mim não sabe o que está perdendo
Até parece que é brabo
Se deixar passar depois não dá pra segurar
O social precede o existencial
Houve a troca do belo pelo oportuno
Nem deixe a poeira assentar chute o balde
O que fazer com o sobejo
Não se deve disputar as manchetes
Eu quero comer gelatina quando eu quiser
Eu sou um autor brasileiro de vanguarda eu não pago prenda pra ninguém
A fruta mais gostosa que eu provei
Homem não toma banho homem fode
A poesia tem vontade própria não a negue
Cada um conte a vida que viveu juntando vira história
O mexido não precisa ser remexido
Tem gente que parece gente como a gente
Já estive em grandes furdunços quero mais não
Vulva vulgar
Ao despir-me lembrei de você
Leva o que tiver de levar deixa o que tiver de deixar
Boas frases custam caro
É preciso destampar as tampas dos tempos
Errando mas acertando
Não importa quem se importa
Um doce abre portas
Eu digo o que quiser e você ouve o que quiser
Nem sempre sou sujeito tem vez que sou objeto
Não vou porque não sou de ir
E não venho porque não sou de vir
Compartilhar o futuro de maneira inventada
O que é publico não pode ser privado
Quem tem ouvidos ouve quem tem boca fala quem tem juízo espera
Quem não tem voa

Farrapos

quarta-feira, janeiro 23rd, 2013

O que é mais depois vira menos
O vento diz quem é feliz
O que dá certo é o que não dá errado
Presidentes, Governadores e Prefeitos porque eleitos não tem o direito de decidir a vida e a morte dos cidadãos
É direito ocupar o que não está
Meu querer beira o impossível
Bota a rabuda no táxi
O meio é o caminho do fim
Se cansar descanse
Abstenha-se se não puder escolher
O direito de moradia precede o de propriedade
A bacalhoa é de primeira qualidade
As boas dão
Às vezes tem que engolir
Só quero o acesso irrestrito ao que me cabe
Mais faz quem mais fez
Não deixo de perguntar mesmo se não há ninguém pra responder
Tão tão tão tão
Não posso falhar mas posso faltar
O que mal começa pior fica
Nascer traz mais vida
Pensar bem dá prejuízo
Melhor sorrir que chorar
É dever do estado proteger seu povo
Eu sou da branquinha
A metade de um pão é melhor que um pão inteiro
Bocão peitão bundão
De dentro é melhor que de fora
Recompenso quem me achar
Platônico como?
Se já tá bom arrisca melhorar
Raio de sol não tem trovão
Perna de chuva molha a rua
Ontem foi dia de esperar pelo amanhã
Exemplos não faltam
Por que por que?
Acertar é não ter medo de errar
Perdi-me na estrada
Mais com menos dá menos
O que se parte não fica

Graças

quarta-feira, janeiro 16th, 2013

Menos seria melhor
Eu só quero se dar bem
Enquanto for vivo tenho que viver
É a babosa do baboso
Tudo posso na que em mim se enrosca
Vivo vivaz vívido vivente
Só é ignorante quem ignora
É discorrer sem correr
É pulsão sem compulsão
Só não sou nem faço aquilo
Se vier venha com fôrça
Cinema é carregar lata e mais lata
O negrismo também é uma forma de racismo
Ao cargo o encargo
Não faço sou feito
As coisas são como não as vemos
Só tem sucesso quem tem acesso
Piranha não se segura
Será que um dia o mundo vai pagar-me o que me deve?
O diabo é que a gente quer sempre avançar
Acho que botei você em boa forma pra qualquer um que vier depois
Adoraria ver de novo um dia a luz mais clara que a do sol
Ela enche a minha barriga
Três dias em Juiz para a gravação da música genial de Leandro e Fabrício no maravilhoso estúdio do Quico para o meu filme do Miguel
Estreei o óleo de coco pra curar as minhas perdas
A onha a aça e o exo resolvem a minha vida
Não sou de ficar à espera do que já fui
Se eu pedir o que não tenho ninguém vai me dar
Quando um vai o outro não vai
Quando um não quer o outro não pede
Se fosse pra ver o que de mim se esconde eu não poderia imaginar
As coisas acontecem magicamente ou não acontecem
Aceitar não é concordar
A vida não ensina e a gente não aprende
Se tirar não fica
Cansei do chute vamos ver se com a mão dá
Primeiro o coco depois o porco
Queria ser o dono do teu caramanchão
Quando me lembrei a hora já passou
São duas de pedra pra três comerem

Macaquices

quarta-feira, janeiro 9th, 2013

Gastar é da condição humana
Gostar também
Máquinas não são melhores que nós
Só sei que vai chover quando chove
Não se dá mole pro sistema
Aprende ou morre
Se não quero o teu por que vai querer o meu
Culmina com a convulsão conjunta dos corpos
Flertar faz bem pra todo mundo
Tempo perdido é tempo ganho
Não há nada que eu faça que ela não goste
Não é sim, é sim senhor
Ela tem uma capacidade de absorção infinita
Quem conspira não inspira
Quem pensa não imprensa
Mate é bom
Mata é bom
Tentar resolver ajuda a resolver
Mente é bom
Muito é bom
A lua não tem luz própria porque é feminino
Não ligo pra nada se ligar dá choque
Tem-se que evitar o confronto sob pena de perder-se a causa
A esquerda anda mesmo que a direita avance
Assume porque foi eleito
Assim você me encabula
Palavras tem dono?
Limites não tê-los?
Mais ou menos cuidado
Não chores por mim safadinha
Foi-se o tempo em que a Câmara enfrentou a ditadura
O mal do mundo é o dinheiro
Pode ser que sim pode ser que não
Se for pra perder nem brigue
O mundo se vira e revira e nós também
Se eu não tiver não é por não querer
Fuder é bom
Dormir é melhor
A arte lança mensagens para o bem do mundo
Vai outrar-se?

Primícias

quarta-feira, janeiro 2nd, 2013

Diz que o alemão resolveu parar na minha mas eu não acredito
Agora é 13
Infelizmente o retrovisor não ensina muita coisa pra quem não está parado
Se não tomar cuidado aumenta-se a cagada
O boca livre ganha a boca livre
Ir com tudo
Você não tem o que eu tenho
A lua me enche
Por onde por a porra
A menina violina
Mulher só uma a uma
Aonde se esconde a poesia
Ao ver uma mulher logo pensamos em que?
O futuro a nós pertence
Gozar com o alheio só é bom para o alheio
O poder não é coisa que se recomende
Quem tá no trampo não tá guentando o tranco
Pô o coco vem ou só no ano que vem?
Não demora que o bonde não espera
Quando o dia acabar vou lembrar de você
Porrada não resolve agrava
Quando for eu serei
Não deixa o mundo montar em ti
Evidência não se nega nem tampouco se acredita
Ser tradicional não é ser conservador
Incerto bizarro esdrúxulo improvável
O mundo acaba todo dia pra quem não sabe viver
Antes ele do que eu
A sorte sorri pra muitos mas não pra todos
Prefiro correr do que ficar parado prefiro parar do que ficar correndo
O casual o natural o espontâneo o demais
Quando esquecer é um favor
O sol e a água nasce a vida
E sem quebras nas quebradas
Meu espírito me contou que eu sou materialista
Custo a desacreditar mas desacredito
Não dê pra esquecer
Menos mal se for com chuva
Ele vai ter um futuro tão negro quanto o dele
De nada adianta vingar-se o pobre no oprimido