Vaisevens

Ao adesismo não adiro
Os outros não sabem de ti
De tanto impressionar-me o impressionante não me impressiona mais
As coisas passam quando não deviam passar
A munheca foi feita pra pegar
De tanto chacoalhar ficou tudo chacoalhado
O gôsto verbal é também de lingua
Estamos todos nessa de obsolescência programada
Pra que tunel em Charitas por que não uma litorânea?
É bom mexer na coisa
A cidade dorme será que ela sonha?
Não me diga o que eu já sei
Não me pergunte o que eu não sei
Corrija se estiver errado
Todo mundo só faz o que pode
Você não vai querer pagar tal mico
É sempre bom saber como isso vai
E por que não?
As efemérides deixam-me cansado
O sol derrete a peneira
Quero sonhar com ontem
Às vêzes o que sai não é o que entrou
A Ministra é elitista
Não se encarapuçe quem não deve
Como ser tudo se não somos nada
Quem não é afirmativo é negativo
Se disser o que penso você não vai querer ouvir
A vida nos faz prescindir de muita coisa em seu nome
Que tal queimar as pontes?
É inutil polemizar com o passado
Ninguém tem o que eu tenho
A fórmula é não ter fórmulas
Quem menos tem menos ganha
O chato é o naturalismo destes filmes
Muitas coisas me confundem
Não acho justo que uma gestão passageira aliene um bem publico permanente
Ainda mais em se tratando de um monumento de Niemeyer ao cinema talvez único no mundo pois tem a forma de um rolo de filme que se desenrola numa tela
O que pra mim é definitivo
Não pode ser outra coisa
Se me ouvirem

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