Vensevais

Brasil: preocupa-me esse gigante desordenado e essas políticas elitistas
Que escondem os massacres sociais na cidade e no campo
Historicamente injustificáveis no único país auto-suficiente no mundo
Aqui dá pra todos viverem
Não precisa ninguém morrer à toa
Não precisa ninguém viver à mingua
E também não precisa dos fantasmas capitalistas modernos
O que não for pra todos não deve ser pra ninguém
É preciso acabar com os carros privados
E reverter o investimento no transporte público
Menos custo e melhores resultados
Para cada vez mais cidadãos e não menos
Meu ideal é o salário único: 1/200 milhões de avos do produto interno bruto
É preciso impedirem-se os produtos e práticas realmente lesivos à saúde
Evitar o desperdício
Contingenciar o supérfluo
Impedir agressões físicas
Suprir carências
Abolir excessos
Mil é pouco bom é mil e umas
Deixar o povo em paz
O que não é original é cópia
Na mais completa correção
E a beleza das mulheres
A dos homens é questão de gosto
Vamos parar com esse discurso que é tudo pra nós e pros outros nada
Acho que os governos deviam impedir tudo que é atrito com os indígenas e os camponeses
Deviam suspender o programa hidroelétrico e pensar em outras soluções
Deviam abandonar a exploração da soja e do petróleo
O pré-sal na verdade é pós-sal o petróleo está depois do sal nas entranhas da Mãe Terra
E vai bulir com ela espetá-la depois não reclama
Produzo pensamentos quem há de escutá-los
É preciso trazer os burgueses pro nosso lado pra não ter que extingui-los
Não posso ser contra os trabalhadores mas devo ser contra os empregadores
Quero ter e já tenho só aquilo que mereço
Nada é melhor que um abrir das pernas
Cada um quer o que quer
Eu também
A resistência ao opressor é dever de todos
Acabar com a exploração do homem pelo homem

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