Archive for maio, 2013

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quarta-feira, maio 29th, 2013

Qué qui eu tô fazenu? isperanu ocê
Sempre achei que nossas diferenças eram maiores que nossas semelhanças
O morubixaba babalaô e filósofo do neo-comunismo populista sou eu
Isto não pode: alinhar-se contra o povo
Não pense que são os outros somos nós
O que eu vejo é diferente do que eu quero
O movimento me anima
Não estou a procurar estou a percorrer
Tu és só uma sombra em mim que ruim
A História não é votável
Por um cinema cai e pira
Nos meus ou nos seus olhos
Os artistas são um ponto alto nas novelas
Vão evoluindo como os personagens que passeiam da água pro vinho e o azeite
Deixar-nos não me faz nenhum mal
Não sei a melhor forma de negociar a bananada
Quem sabe a Sav que save tudo ou a Ancine que nos ancina pudessem criar nova categoria
Sois lacaios estou a ofender-vos
Gosto muito de pensar os curtas como canções
Não queira me dar o que não quero receber
Sugue e siga
Nem sempre sei onde estou
Éter é bom tem mil e uma utilidades e é onde vive o virtual
Se for muito pode dar com a cara no chão ou helenizar-se
Não quero menos quero mais
Tenho orgulho do que faço não me invente o que não sei fazer
Filme bom é filme nosso e viva a Filmobrás
Não penso que não sou uma piada
Latifúndio é tão bom que devia ser pra todo mundo
A ser racional prefiro ser cordial
Essa é a boa
Ela é rebelde mas prega os meus botões
Não lembro o que esqueço
Não adianta eu já estou de porre
Cinema não é resultado cinema é linguagem
Pra quem nada tem o pouco é muito
Vou nascer de novo só pra ver um pivete que nem tu querer chamar-me às falas
Bate boca acende o maior tesão
Se pensar demais posso fazer de menos
Vamu rápido ou di vagar?

Invejas

sábado, maio 25th, 2013

Não tenho vergonha de dizer que invejo o Luiz Carlos
Não por ser o fotógrafo brilhante que é
segundo a lenda era o primeiro a pular o alambrado
Prática que parece ter mantido ao longo da vida
Ele bota fogo
Ao que consta é bom de bola joga duro dizem perde a bola mas não perde a canela
Não sei se pelo futebol ou pela fotografia apoiou e lançou-se com o “Garrincha Alegria do Povo” de Joaquim Pedro de Andrade
Nada menos que Garrincha vejam o filme
E veio vindo
A luz a menos em Vidas Secas e a luz a mais em Terra em Transe
sombras são cores
Um dos criadores da luz brasileira
Mas não é por isso que o invejo não tenho talento neste campo
No caminho foi um dos organizadores tanto quanto possível do que foi o cinema novo em que se destaca a partir de então como o mais ativo produtor do cinema brasileiro
Nem vou dizer de quantos e quais filmes
Apenas lembraria a ousadia tamanha a envergadura de entregar “Dona Flor e seus Dois Maridos” à juventude do Bruno e mais ainda à juventude do Murilo Salles na fotografia
O resultado foi brilhante como todo mundo sabe
E não só o sucesso de público mas a artesania caprichada de gentes e cenários as luzes e cores quentes nas tardes no exterior e nas casas o interior
Mas também não é por isso que o invejo não tenho talento neste campo
E temos ainda a voz primeira e altissonante nas questões de cinema no Brasil e firme na luta política de afirmação de nossa gente sem o que não se roda um fotograma
Não sei se aprendemos esta lição
Como todos nós não ultrapassa o limite de sua consciência de classe
Queriam o que? Que pensasse com a cabeça alheia? Pensa com a dele como pensamos nós com as nossas
Daí divergências, asperezas, desacordos que muitos não me orgulho de lembrar e por favor nem me lembrem
E é fácil encontrá-lo em outros eventos culturais que não o cinema
Parece um urso mas é doce e carinhoso
Embora propulsor ou talvez mesmo por isso jamais ocupou as cadeiras do trono mas dizem que é influente no que eu piamente acredito
Ainda não é por isso que o invejo
Invejo porque o vejo a completar 85 com o vigor de sempre cercado de filhos e netos a sua família
Ao lado há quantos anos a mesma Lucy sob os céus de Paris do seu lindo álbum de fotos
É só por isso que eu o invejo

Trens

quarta-feira, maio 22nd, 2013

Pena de quem chora raiva de quem faz chorar
Violência gera violência
Não faço o que eu não faço
A curva é a menor distância até você
Me ama como eu me amo
Se trens é o plural de trem trans deve ser o plural de tram
Todo mundo tem que inventar seu cada dia
Problemas soluções
O que não depende de mim é independente de mim
A paixão é como um hábito há os bons e há os maus
Só a própria natureza não é fruto do trabalho
É pra se manter a propriedade acima do trabalho?
Todo mundo tem o mesmo direito à propriedade
A ilimitada acumulação da propriedade danifica o sistema social
O progresso é um pêndulo de ideias e fatos que vai pra lá e vem pra cá
É preciso acabar com essa bobagem de cinema de massas que só serve pra dindin e pra isso é melhor jogar fora na bolsa
Casado não é só no papel
O direito é do autor
Se eu construo a minha casa ela é minha até eu morrer
Ninguém pode usá-la se eu não deixar
E depois é de meus herdeiros e dos herdeiros de meus herdeiros e seus herdeiros
E quando não houver herdeiros só então é que se torna um bem público
Recolha-se ao estado
E por que se eu construir um livro um filme uma música é que é diferente?
Enquanto vivo for nem há o que discutir
Mas ainda assim disputa-se o suporte em que a obra está
Os donos dos suportes: editoras, produtoras, a infovia todos querem abiscoitar o seu quinhão
É justo? Não é justo?
Mas querer usar o que é fruto do teu trabalho à tua revelia isso não pode poder
Fazer comércio ganhar dinheiro com a tua obra e a tua pessoa sem ti isso não pode poder
E nada é pra ceder é só pra avaliar atribuir valor a quem quiser usar tua obra tua vida
Décadas depois cai em domínio público
É justo? Não é justo?
Por sua relevância tua obra cumprirá sua função social
Qualquer um poderá dispô-la a seu critério
Já não estarás entre nós não serás prejudicado
Não mais precisarás da água e pão que a tua obra se ocupou de prover a ti e a teus parentes
E às vezes muitas vezes tantas vezes nem isso
Quanto sucesso póstumo quantos autores à míngua
Eles morrem a obra fica
Nossa casa nossa obra nossa vida.

Entraves

terça-feira, maio 14th, 2013

Rabisco também tem sentimento
Divergências claro felizmente
Ao fim do dia tô cansado
É bom segurar o facho
O espírito é uma criação da matéria ou a matéria é uma criação do espírito
Não me paranoizo
Vale até dançar homem com homem e mulher com mulher
Morro eu morre tu morre o rabo do tatu
Por aí não vou
Se não posso gozar na cama gozo na mesa
A simetria do assimétrico
Ouvi dizer que sai a Petrobras então fica só Centro Museu de Cinema de Niterói é mais bonito
Existe o privado o que é público foi criado
Na verdade o privado é que é de todos o público é só de alguns
Esse governo que tristeza desenvolvimentista e agressor dos nativos que decepção o que fazer com esse neoliberalismo petista
Agressão militar o estado contra os povos indígenas é intolerável
Cadê o Supremo que não revoga esses mandatos judiciais de quintal que autorizam a violência contra gente da paz
Há mandatos há cerco militar
Governo covarde
A omissão da verdade é para ocultar o presente
Tantos assuntos tantas notícias e a barbárie vai de cambulhada
Branco e Preto: o branco (comercial) pra eles e o preto (cultural) pra nós
O comércio pra quem é do comércio a cultura pra quem é da cultura
Trabalhador é quem trabalha essa gente no poder é só oportunista
Lesa pátria: quem pegou em armas contra a ditadura não pode pegar em armas contra o povo
Povos de todo o mundo uni-vos nada tendes a perder a não ser a opressão do império dos brancóides
A inabalável sobrevivência do povo é o maior exemplo para a humanidade
Ninguém se dá conta que a então prisioneira do exército hoje comandante em chefe das forças armadas do país manda o exército contra os índios o que é que é isso
Isso é traição nacional não me interessa quem seja
A insistir na defesa dos opressores, empresários, empreiteiros, negocistas, corruptores contra o povo esse estado está na beira do fascismo
Camaradas irmãos a simples invocação faz a história
Lá não há o que se vê nas ruas aqui
Aqui no Rio nem acredito espancaram a Aldeia e entregaram o Maracanã à quadrilha dos empreiteiros
E aí vão jogar napalm em Belo Monte?
É triste um servidor federal ser parte dessa federação que fede
O que vivemos é a revolução burguesa a prestações
Vivo na ordem do possível
E isto é um grave problema
Nem sempre é vestir às vezes é despir a camisa
Espero que a sensatez se abata sobre mim.

Semprices

terça-feira, maio 7th, 2013

O problema é que os lá de fora continuam a colonizar o país blindados por nossa pífia elite que prefere ser testa de ferro
E lá como cá massacres sempre houve e há
O pirado não é falta de consciência é que a tem em excesso
A inclusão social é sem duvida um maior mérito do governo mas usar ou tolerar a violência contra o povo é inaceitável
Não se condene o todo pela parte
Não é pra mandar tropa contra é pra mandar a favor
O que o outro diz não te faz feliz
De vez em quando é bom
Você tão cristã e eu tão pagão
Como é que faz
Nós que sempre fomos tão burgueses
Eu pensei que você fosse levantar e tomar uma atitude
Diga-me antes que eu diga-te
Saber quando você ganha e perde
Agora manda um teu
Mas pensa bem antes de fazer o pedido
Encontro a palavra fácil na busca da difícil
Ah o linguajar funesto
Não existe industria cultural é só a industria apoderando-se da cultura
E não existe economia criativa é só a economia apoderando-se da criação
Cada um faz o que acha melhor mesmo que seja o pior
É preciso encontrar soluções para os problemas e não problemas para as soluções
Não se deve julgar os mais velhos
Às vezes muitas vezes nada
O que está aqui não vai pra lá
Desculpe o comentário mas teus sapatos me enlouquecem
Nunca lhe disse não quero você
Eu vou sim ver se tá legal
Tenho prazer em ter prazer
Só vim dizer que não venho
Só vou dizer que não vou
Ninguém ouve ninguém
O físsil é fácil
Tudo é filme mas nem tudo é cinema
Nada se passa mas o tempo passa
O prefeito que é passageiro não pode alienar um bem publico permanente
E se trata de um monumento ao cinema da lavra do Niemeyer sem ônus para o município
Entende-se que não há orçamento para a prefeitura mantê-lo e que qualquer orçamento para mantê-lo quem quer que o assuma será construido por recursos públicos audiovisuais no BNDES, na Sav, no MinC e no FSA da Ancine
Reitero minha proposta de confiar a nós a gestão do Centro Petrobras de Cinema
Quando digo nós refiro-me a uma cooperativa do audiovisual de Niterói que poderá congregar todos os interessados
Pode confiar

Nunquices

quarta-feira, maio 1st, 2013

Ideias fogem como átomos
A vida só acaba na morte
Leio penso anoto
Esse enorme continente que é em forma de ampulheta
Na hora de mirar é que eu mais tusso
A gente fala sem pensar e a gente pensa sem falar
Não me digam o que fazer já sei fazer sozinho
Não brinque com a sorte ela é que brinca com você
Não sei como lidar com essas coisas
Sem perder o gosto pelo bate-boca
Neguinho às vêzes pega pesado
Não faço sacrifício por ninguém
É inútil discutir com quem vive a vida por dinheiro
As precárias máquinas me deixam tonto
Se beber não esqueça
Conheço minhas limitações mais que meus talentos
Nem sempre me lembro quem vi passar
Martelando não vai
Se não puder caprichar esquece
Depois da meia noite vem a noite inteira?
O que não é da tua conta não é da tua conta
Tudo é uma questão de método
Prezo muito a pessoa mas não sou individualista
O Rio era lindo antes do cimento e cal
Vejo com alegria a turma que fez a longa estrada
O poder é coisa com a qual não se pode brincar
Se souber o preço desisto da compra
A vida surpreende
Em todos os sentidos
Como é que faz pra tirar a mancha do tira-mancha?
O que não funciona talvez não funcionará
Um erro é causa de muitos outros
Quem acha que sabe tudo não consegue aprender nada
Se o que eu espero não vier vou ter que correr atrás
Quem anda não perde a vez
Julgar quanto menos melhor
A coligação que dirige o país joga o exército e a polícia contra o povo para garantir a dominação do país por empreiteiras e empreiteiros
Pra que eletrificar a Amazônia? É pra afogar e eletrocutar o povo?
Com tanto espaço no país por que é que não cabe o povo?
Sou-o