Archive for julho, 2013

Afrontas

quarta-feira, julho 31st, 2013

O mercado é para quem faz não é para quem compra
Quem compra compra o que o mercado oferece
Não é possível que tudo seja entregue à fúria capitalista
Tô fingindo ser mais velho pra ver se aprendo alguma coisa
Pudesse engolir-te de um trago só
Não perca tempo não corra
Os minino que se virem os véio é que é bom
Guarde a tua boca para o que te espera
O mais é o anúncio do menos
Cineastas uni-vos se tirar a gringalhada não vai faltar espaço na navilouca
E a minha não?
Se a vida fosse poesia poetava até morrer
O favelão virou favela
O que não for pra agora pode ser pro meu jantar
Todo o cuidado é pouco
Uma constituinte original com a reforma agrária com a defesa dos indígenas e de todos os povos do país
Será que é hora de acirrar divergências? Não há uma convergência possível?
Emito sinais como na garrafa
Tenho meus parceiros não preciso estar em todos os lugares
Algum ponto de interação é possível
Cassar vira caçar
Quanto mais eu bebo mais sóbrio eu fico
Fumando bebendo e proseando
Quantas? Muitas
Devorei uma pera como se fosse você
O povo é uma entidade abstrata usada para o que convêm há povos
Só não pode o desastre
No capitalismo o que distingue é o poder de compra uns quase tudo tantos quase nada
Antes mal acompanhado do que só
Quem se diz de esquerda tem que tomar cuidado com manifestações de rua
O ruísmo atrai a repressão não quero que ninguém morra
Não é na rua é na urna
Aprender a ser feliz
Quem chega atrasado faz falta
Tudo errado passeatas durante a semana na saída do trabalho
Tumulto e confusão espero que ninguém morra
Não acredito que a esquerda organizada vá buscar confronto com a polícia
Quem convoca fica responsável pela segurança
É melhor temer que sofrer a violência
Imagina um tiro só um na multidão

Rumores

quarta-feira, julho 24th, 2013

Sem vérsia não há controvérsia
Sem dicção não há contradição
Cada um malha como pode
Se não exagerar perde a graça
Acabou-se o que era doce agora é no voto pra tudo
Se é coisa que não existe agora é
Há algo além dos vinte avos
Até nisso o bicho é bom
O caneco na mão ajuda a discussão
Quem não sabe fazer faz sem saber
Não sou quase sou mais que
É fácil dizer sim é fácil dizer não o difícil é fazer alguma coisa
Quem é do bem não anda com os do mal vai por outro lado
Eu não me contradigo eu me corrijo
É fácil pensar o que é simples difícil é pensar o complexo
Contra tudo contra todos?
As causas não os efeitos
A esta altura era melhor refluírem para seus locais de trabalho e estudo e fazerem aí a revolução
Energia dispersa é desastre
A rua espalha e tudo acaba em festa menos pras vítimas
Cada um é réu de si mesmo
Quando aprender me ensina
Não digo o que fazer digo o que não fazer
A multidão é multitudo
A multidão é inflamável
A multidão …
Não vou pra geral vou na minha
O tempo não contém acertos
Como ando sozinho passo por invisível
Não a efêmera a resistência sempre
Não quero profetizar a dor
Se está no topo de carreira pra onde mais quer ir?
O que o fogo não queima a água não apaga
Tudo a seu tempo porque tem tempo pra tudo
Me chama de incorreto
Ao invés de influenciar sou influenciado
Comida boa é a que eu mesmo faço
Bebido e bem comido aí é cama
E por enquanto é só

Artifícios

quarta-feira, julho 17th, 2013

Não é pra ninguém ver a sua vaca pastando de binóculo na varanda
Ainda é tempo de salvar a Aldeia Maracanã
A União, o estado e o município têm que desapropriar a Aldeia e a Escola e as entregar a quem de direito sob a proteção econômica e social do Estado
Faz essa bagunça na agricultura pra ver se tem soja de exportação
Abula-se os carros
É só um pouquinho cada mês
O que fazemos senão relembrar
Que passe o tormento e a tormenta
Melhor ser o fim do começo que o começo do fim
O bom é andar na rua cumprimentando os moradores e ir dormir em casa
Meu protesto é meu trabalho
O pior estudante é o que não quer aprender
Crianças, acabou o recreio!
Anônimo não vota é anômalo
Até 14 a vaga não está vaga
Pela lei e pela ordem esta é a lei não necessariamente nesta ordem
No momento o que me inspira é a resistência indígena
Não se deve dar a cara a tapa
O grande erro é insistir no modelo industrial predador capitalista quando se tem os exemplos dos povos indígenas e do MST
Tudo que é sonhado é no ar que se constrói
A morte é má companheira
As mulheres não deviam exibir peitos e bundas não sabem os sonhos que despertam
Inflação é quando o seu dinheiro acaba mais rápido do que o que você ganha
Posso errar mas sou do bem
Só me interessam as quimeras
Tudo menos 64
Tem horas em que a estrada se bifurca por onde vais?
Pesadelos da minha mente
Às vezes não é popular é só pra pular
Nem sei se o melhor é disfarçar e fingir que nem vemos
Pensei que tivesse me curado até que me disseram sai da frente tu tá atrapalhando
Sair do quarteirão pra mim é sacrifício
A febre passa mas o delírio continua
E se abstrair acabo-me
Nem sei mais o que eu penso só não quero é ser maltratado
Se não parar de falar com o moribundo talvez ele nem morra
Se me esqueço perco a hora
Nem babo nem osa
Amanheceu nem lembro se anoiteceu
Se for pra me perder nem saio de casa

Presenças

terça-feira, julho 9th, 2013

A supremacia das questões exógenas nos impede de entender as endógenas
Ciúmes: já comi e não gostei
Cansei de querer convencer os outros agora só quero convencer a mim mesmo
A maior lição da história é a sobrevivência do povo
Diga-me o que sabe e não o que não sabe
É burrice brigar com a polícia tem que brigar é com os donos
O biografante não pode ter direitos sobre o biografado
Quem dá mole não pode dizer que tá duro
A guerra se ganha com o trabalho
É preciso esperar
A flor vira fruto
Todo o cuidado é pouco
Não acirra que a polícia atira
Teia é coisa de aranha pra pegar mosquito
Fazer piada não tem graça
Ela volta querendo mais do que eu posso dar
A revolução não é feita ela se constrói
Pregador não prega prego sem engodo
Nenhuma ideia vale uma vida
Melhor respirar que aspirar
Espero uma palavra que não vem
O que é nosso não nos pertence
Não é pra eles descerem é pra nós subirmos
Foi um sucesso o brado retumbante: não à repressão!
Não há dúvida que a presidenta enquadrou os governadores
Pelo telefone ninguém fica sabendo o que ela disse mas posso imaginar
Toma que a polícia é tua
Quem não for a favor vote contra e perca
Ninguém imaginou essas imagens e é cinema a magia das sombras na parede
Prefiro ser ninguém na minha terra do que ser ninguém em terra alheia
Se me atrasar na saída não chegarei na chegada
Ao pé do ouvido o batoque não deixa
Ato é fato
Tudo menos aquilo
Nóis num é paisagem nóis é passagem
Nem cura e nem curra
Só se sente falta do que não se tem
Ao chegar em casa dei por falta de você
Olhos molhados
Dil+

Bazófias

quarta-feira, julho 3rd, 2013

O cinema é como um grande espelho quem não quer se ver nele?
Da nossa morte nunca sabemos
Meu pai contava que o meu avô pai dele era o chefe eletricista em Morro Velho a mina dos ingleses e quando voltou pra casa na Inglaterra o diretor da área meu avô julgou que o sucederia:
– Pra nativo você está muito bem pago. Meu avô pediu as contas e foi trabalhar no comércio onde se deu razoavelmente bem
Foi gerente da Casa Aristides um enorme armazém que vendia de tudo de parafuso a trator
E com direito à moagem e torragem de café num recanto coberto de pó de café
Os tropeiros amarravam os burros na frente
As tropas de lenha subiam ou desciam as ladeiras que eram escadas em zigue e zague
Em grandes e longos corredores os produtos ficavam expostos a granel nada vinha empacotado
Às noites cães negros nas sombras olhos luminosos guardavam o galpão
Ninguém tem obrigação de dar mole pra você muito menos eu
Mestres emanam lições
Tudo que é rebelde é bom só precisa ajustar
O teu voluntarismo é mais inútil que o meu
Não vale a pena disputar a cota da cota
É preciso evitar o confronto físico nós sempre perdemos
Não faço minhas as tuas palavras nem o teu juízo meu juízo
Nada existe em hipótese
Acho que voltei ao meu primeiro filme
A melhor receita é não aviá-la
No mesmo ano em que se faz um filme assim também se faz um filme assado
Não perca seu tempo falando bem ou mal de mim eu não ligo
Não basta ter razão
Eu quero a fala perfeita cada sílaba perfeitamente audível
Não sou múltiplo sou mono
Só acredito quando o mínimo for o máximo
Eles num gosta de nossas formas
Quem tiver de piroga num sobra
O cinema tornou-se um expediente para se viver o que não se vive
Toda a minha vida eu vi muitos colegas aderindo ao sistema será que eu aderi?
Vamos lá meu povo briguem reivindiquem a maré está pra peixe não deixa tubarão levar
Menos filme significa mais filmes
Indústria é problema não é solução
Não vou dar a volta ela que se dê sozinha
O fim está lá longe