Artifícios

Não é pra ninguém ver a sua vaca pastando de binóculo na varanda
Ainda é tempo de salvar a Aldeia Maracanã
A União, o estado e o município têm que desapropriar a Aldeia e a Escola e as entregar a quem de direito sob a proteção econômica e social do Estado
Faz essa bagunça na agricultura pra ver se tem soja de exportação
Abula-se os carros
É só um pouquinho cada mês
O que fazemos senão relembrar
Que passe o tormento e a tormenta
Melhor ser o fim do começo que o começo do fim
O bom é andar na rua cumprimentando os moradores e ir dormir em casa
Meu protesto é meu trabalho
O pior estudante é o que não quer aprender
Crianças, acabou o recreio!
Anônimo não vota é anômalo
Até 14 a vaga não está vaga
Pela lei e pela ordem esta é a lei não necessariamente nesta ordem
No momento o que me inspira é a resistência indígena
Não se deve dar a cara a tapa
O grande erro é insistir no modelo industrial predador capitalista quando se tem os exemplos dos povos indígenas e do MST
Tudo que é sonhado é no ar que se constrói
A morte é má companheira
As mulheres não deviam exibir peitos e bundas não sabem os sonhos que despertam
Inflação é quando o seu dinheiro acaba mais rápido do que o que você ganha
Posso errar mas sou do bem
Só me interessam as quimeras
Tudo menos 64
Tem horas em que a estrada se bifurca por onde vais?
Pesadelos da minha mente
Às vezes não é popular é só pra pular
Nem sei se o melhor é disfarçar e fingir que nem vemos
Pensei que tivesse me curado até que me disseram sai da frente tu tá atrapalhando
Sair do quarteirão pra mim é sacrifício
A febre passa mas o delírio continua
E se abstrair acabo-me
Nem sei mais o que eu penso só não quero é ser maltratado
Se não parar de falar com o moribundo talvez ele nem morra
Se me esqueço perco a hora
Nem babo nem osa
Amanheceu nem lembro se anoiteceu
Se for pra me perder nem saio de casa

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