Afrontas

O mercado é para quem faz não é para quem compra
Quem compra compra o que o mercado oferece
Não é possível que tudo seja entregue à fúria capitalista
Tô fingindo ser mais velho pra ver se aprendo alguma coisa
Pudesse engolir-te de um trago só
Não perca tempo não corra
Os minino que se virem os véio é que é bom
Guarde a tua boca para o que te espera
O mais é o anúncio do menos
Cineastas uni-vos se tirar a gringalhada não vai faltar espaço na navilouca
E a minha não?
Se a vida fosse poesia poetava até morrer
O favelão virou favela
O que não for pra agora pode ser pro meu jantar
Todo o cuidado é pouco
Uma constituinte original com a reforma agrária com a defesa dos indígenas e de todos os povos do país
Será que é hora de acirrar divergências? Não há uma convergência possível?
Emito sinais como na garrafa
Tenho meus parceiros não preciso estar em todos os lugares
Algum ponto de interação é possível
Cassar vira caçar
Quanto mais eu bebo mais sóbrio eu fico
Fumando bebendo e proseando
Quantas? Muitas
Devorei uma pera como se fosse você
O povo é uma entidade abstrata usada para o que convêm há povos
Só não pode o desastre
No capitalismo o que distingue é o poder de compra uns quase tudo tantos quase nada
Antes mal acompanhado do que só
Quem se diz de esquerda tem que tomar cuidado com manifestações de rua
O ruísmo atrai a repressão não quero que ninguém morra
Não é na rua é na urna
Aprender a ser feliz
Quem chega atrasado faz falta
Tudo errado passeatas durante a semana na saída do trabalho
Tumulto e confusão espero que ninguém morra
Não acredito que a esquerda organizada vá buscar confronto com a polícia
Quem convoca fica responsável pela segurança
É melhor temer que sofrer a violência
Imagina um tiro só um na multidão

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