Archive for dezembro, 2013

Vagas

terça-feira, dezembro 17th, 2013

Nada é tão simples

A televisão é uma espécie de puteiro consentido

Será que o joio não serve de adubo?

Temos que estar juntos na denúncia das misérias

Muito carro é sinal de pouco trânsito

Não sei se porque é meu penúltimo antes da aposentadoria compulsória mas ainda não consegui dar uma aula este semestre

A mulher do saci é a que sacia o saci

Quando tanto se tergiversa o que se disse é porque não se comunica com a massa

Como coibir os danos causados a outrem

Nem sempre dou conta do que quero

Nem sempre quero o que dou conta

Fatiar a vida não ajuda a entendê-la

Não percam seu tempo sou o rei da autocrítica

Se formos contra tudo e todos estaremos aí nos incluindo?

Ainda hei de ver mostras abertas de nossos filmes sem seleção nem premiação premiado será o público livre para ver e curtir o que quiser

Onde mora a esperança de ser melhor do que se é

Aí eu me esqueci que hoje é feriado

Tem coisas que dá pena de usar

A minha grama é mais verde que a dos outros

Não sou garoto de programa

Cuidado com o negrismo

Há perguntas com uma só resposta: é, é e é

O filme é bom quando você sai querendo ser ele

Basta ser contemporâneo

A briga boa é a que ninguém perde e ninguém ganha

O que eu não penso não me atrapalha

Reencontrar é tão bom quanto encontrar

Quem faz o que nunca fez geralmente não acerta

Ressaca e fome

Há coisas que deus bota na frente pra gente tropeçar

Renuncio a tudo que não seja eu

As pessoas que desejam o par do amigo na verdade o que querem é comer o amigo

O vento só carrega o que botamos na sua frente

O Centro tinha tudo para ser a plataforma do audiovisual de Niterói vai virar um peão no jogo internacional

Declaro o meu enfado com o jogo das conveniências políticas

Não há quem me tire o bastão do cinema cultural neste país

Sou um soldado militante da rebeldia da arte e do pensamento contra o estado

Sem contemporização é preciso destruir o estado

Que ninguém me ouça

E eu que fale menos.

A Copa

quarta-feira, dezembro 11th, 2013

Né por nada não mas essa campanha contra a Copa é um tiro no pé. Mal ou bem feitos os investimentos públicos já foram feitos.
Ao contrário, é hora de favorecer e radicalizar no esporte aí está o movimento de nossos jogadores como a Frente Nacional dos Torcedores.
Há que apoiá-los no seu campo de batalha onde tem se saído mais que bem. Serão os 11 a brigar pelos 200 milhões.
Afinal só nós somos penta e o que há é uma oportunidade de alavancar a Copa a favor das necessidades do povo brasileiro brutalmente desrespeitadas pelos governos.
É a melhor resposta ao aparelho da Fifascista.
Acho que se deve evitar confrontos de rua com os nossos irmãos de cor policiais infelizmente acorrentados a comandos de governos falidos para a a repressão ao invés da proteção à população.
Mas não se deve obrigar-nos manifestantes e soldados a nos criminalizarmos enquanto o poder pasta na sombra de mandatos conferidos pelos nossos votos.
Não podemos consentir que prisões arbitrárias ganhem condenações igualmente arbitrárias. É preciso libertá-los.
Mas não devemos multiplicar a ocorrência de tragédias de vida e morte entre nós.
É preciso atenção com o cêrco da violência que é no entanto minoritária e localizada e que atrai e como que justifica a repressão que só gera mais violência.
Como evitar os disturbios de alcoolizados e drogados.
Em uma palavra como impedir que minorias desvairadas ameacem o maior espetáculo da terra do futebol.
E neste momento o mais grave no país é a questão indígena. Há que se exigir de governos desde já a defesa e proteção de seus direitos ancestrais e que logo eles os governos é que descumprem e deixam descumprir.
Entregam o campo ao imperialismo agrotóxico que nos envenena a alimentação e querem porque querem eletrificar todo o país inundando tudo só se for pra nos dar eletrochoques em todos os brasileiros.
Esse delírio burguês de um desenvolvimento tão predatório e entreguista como o próprio capitalismo.
E os povos indígenas ainda hoje ainda agora continuam sendo covardemente mortos como desde a época da primeira invasão portuguesa de 1500.
A terra é de quem nela vive.
Nada como uma Copa do Mundo o mais que possível ordeira para avançarmos nas conquistas dos povos do país.
E logo após hexa ou não começa a Copa do Brasil: as eleições mais uma vez chegou a hora de nossa gente bronzeada mostrar seu valor.
A Copa do Mundo no Brasil é só alguns meses a Copa do Brasil no Mundo é pelos próximos quatro anos.
País rico é país sem assassinos.

Senãos

quarta-feira, dezembro 4th, 2013

Impossível é o que não é possível
Pra começo de conversa qualquer escrita é autobiográfica
E a mais veraz possível se não nas linhas nas entre e entrelinhas
O mundo é dos homens que são criados pelas mulheres
Esse negócio de ficar espetando a mãe terra sei não pode vir um tsunami
Não acho que ninguém se dê a pachorra de convencer ninguém
Se não for não vem
Você me parece frágil e de repente tão forte
Só não pode é pôr-sal
Olhar pra trás periga trombar à frente
As meninas deviam gostar do meu gosto
Eu dou e elas fazem
Quando dezembro vier eu é que vou estar podendo
Não discuta com quem tem mais voto que você você perde
Ela tem jeito de quem toma todas
Pós-moderno só o futuro que nunca chega
A questão é onde por o moderno
Uma andorinha só não fez verão
Algumas coisas são mais graves do que outras
A quem merece homenageio em vida
Frases brotam feito plantas
O internacionalismo só é possível entre nações de igual potência
Deve-se evitar o que não é possível
Uns não vivem sem os outros
Nem alguns sem as outras
O que não for pessoal pode ser socialmente desejável
A vida que aprisiona não é vida é morte
Quem acerta a frase acha que acertou o pensamento
Seria possível voltarmos a nossa condição natural vivendo como os outros animais?
Nem uma vida pode ser perdida
Eu vim pra ver o sol nascer
Uma só vez não basta
É preciso conter a natureza
Mapas servem para ver o mundo
O mundo é um só
Critica-me ou devoro-te
Quando me lembrar eu conto
Se não quisesse dizer o que disse não teria dito
Quem sufoca não merece perdão
Quis deixar-te assim em transe.