Archive for janeiro, 2014

Sinais

quarta-feira, janeiro 29th, 2014

Não sou o que de mim esperam sou o que espero de mim
Há quem aposte no pior eu no melhor
Ninguém tem o direito de ficar aborrecido por um longo olhar
Não queira saber o que eu não sei
O que levar é bom mas prefiro o que deixar
Só muda com as urneatas
O trágico no cinema como na vida é a tradição
De que serve a militância retórica?
De cima pra baixo de fora pra dentro?
Pessoalmente sou municipalista
Acho que cada município devia fechar-se em suas fronteiras
Sanar suas demandas equilibrar-se e então partir para o abraço nacional
Senão sei não!
O digital: digite-me um dígito e te digitarei quem és
Meio vazio ou meio cheio esvazio de um gole
Vivo bem sem receita mas não desdenho
Pinga nus óio! Fica vremeio?
Esbagaçar o verme dá trabalho mas também dá prazer
Se soubesse não esqueceria
Se tivesse sabido não teria esquecido
Eu curto o teu circuito
E podem ficar com o branco eu quero o preto
Eu sei o que eles querem botar a gringalhada pra patrulhar a nossa produção local vai querendo
Não só eu nóis é nóis quantos os que se foram e nóis fiquemo tanto quanto eles sem baixar a guarda da rebeldia rebeldes para sempre
O que já foi não será
Voltas que a história dá
Quem está de molho não pode o malho meter
O que adianta negar a quem tanto quer
Troquemos tu bota banca na minha banca e eu boto na tua
Eu sei que você me quer mas é que eu tenho namorado
Tu bota a boca na minha que eu boto a minha na tua
Ela é tão graciosa
Nem quero saber se o limão é doce
Em nossos tempos na nossa cara estão criminalizando a desobediência civil
Disciplina é bom e necessário
Eu sou só isso não sou tudo aquilo
Na véspera do meu aniversário vai-se um pedaço da nossa juventude
Esticar ao máximo a teia do destino
Que se destina a sobreviver
Enquanto for possível

Metas

terça-feira, janeiro 21st, 2014

O que vale pra uns não vale pra todos
A que lhe cabe é a mesma que me cabe
Mergulhar mas não tão fundo
O que já foi não tem como voltar
No ou na é questã de opiniã
Não é comum nascer doido
Há quem se mostre não como pessoa mas caricatura
Infelizmente eu sou informal
Eu sou de chamar papagaio de meu louro
Viver a vida é o que devemos todos fazer
Feliz herói trinta anos de cadeia e conseguiu libertar seu povo
Vem aqui que eu dou
Todo mundo vai se esgrimindo vida afora
Quem com fio confia com fio será confiado
Não me engana que eu não gosto
Com a data da porcaria só nos falta conhecer o é-de-tal!
Do jeito que falam até parece que só pensam naquilo
Superexposição abate o teu valor
Tem horas que a gente precisa mesmo é de um poste
Quem complica não explica
Não me cobrem o que não posso dar
O difícil é aviar a receita
Não sou assíduo sou assim
Só de olhar já me encanta
O bastante me abastece
Quem se pavoneia com o louvar alheio decerto não é íntimo de seu próprio espelho
Todo poderosa é a natureza não é a toa que por vezes confundem-na com deuses
Basta o mínimo não é preciso o mais
Fosse minha botava de joelho no milho
Como eu me sinto satisfeito
Não existe o não ser
As mãos nem sempre se lembram
Melhor só amanhã
A máscara que cai pode não ser a derradeira
O dia passa e você continua a noite chega e você continua é de manhã e você continua o dia passa
Tem que levantar o macaco
A vida que eu levo não é a vida que me leva
Cantada de cinema: não queres ver um filme comigo?
Vale um bis vale um triz?
Juro que não conto o final

Troços

terça-feira, janeiro 14th, 2014

Biografias têm as autorizadas as não-autorizadas e também têm as oferecidas
É assim um palmo com meio de fundura e aí dá até pra bater osso com osso
Ela não dá pra qualquer um
Isto não vai lhe fazer nenhum mal espero
Meninas como tu fazem tudo menos o principal
O meu barato é só comer
Não faço nada pelo próximo preciso é cuidar de mim mesmo
Depois que entrar é bom relaxar
A gente arruma tudo e de repente tudo se desarruma de novo
Eu vou vivendo
Algumas coisas são genéricas outras são pessoais
Se me podem dar prazeres por que negar
“Ninguém pode ficar pra trás”
Pra que ficar no varejo se tem o atacado
Não precisa ser de repente pode ser aos poucos
Em cada um de nós convivem muitos
Apego-me a bobagens
É ou não é possível que as coisas piorem
Por que transformar uma coisa em outra
Ela me nutre
E no jogo das subserviências os subservientes vão se servindo
Esqueci de procurar o que não achei
Se travar no começo é porque não quer chegar ao fim
Ir ou não ir não é uma questão
Vivo no acaso
É de dentro pra fora e não de fora pra dentro
Um monumento municipal não pode alienijar-se
É melhor chamar-se do que ser chamado
Quando a ponta da minha cabeça souber o que o resto quer o querer já mudou
O tempo é uma perda
Um dentro do outro e o outro dentro do um
Se já ganhei não posso perder
Agradeço a quem me queira bem desconheço a quem me queira mal
Ser grande é uma preocupação muito da idiota
Entrar sem precisar cortar
O negócio é o local
E pode também ser o boçal
Não me obrigue a ser grosseiro
Se não conseguimos resolver nossos problemas o problema é ainda nosso
Mais nosso que de ninguém

Reclamos

quarta-feira, janeiro 8th, 2014

Aprendendo com quem sabe
Virar e revirar
Aprendendo com quem não sabe
Não me falta voz falta-me tribuna
E até tenho
Quem não tem mestre não atravessa a barra
As autoridades governamentais audiovisuais pastam
Na minha cabeça as idéias podem ficar distraídas
Só coisas boas
É só o que eu quero de você
Se reclama é porque não arrebentei a boca do balão
É melhor ser parte que pedaço
Torcer é uma das formas de gozar com o pau dos outros
Sou como somos
Às vêzes o que não é acaba sendo
O que não dei o que não dou
Fazem da vida uma coisa nervosa
Comer em casa é melhor e mais gostoso
Quando me chamarem de velhinho penso que é elogio
O problema não é a lama do sistema é que o sistema é uma lama
Quando der tudo não deixe nada pra depois
É preciso acabar com a carromania
O que é misterioso me convém
A reserva da lei do curta é autoextinguível
Quem menos fala menos erra mas também menos acerta
Por que o estado faz concessões à iniciativa privada?
Ela quer ficar por cima e eu não quero ficar por baixo
Se até o vento está me incomodando
Os poetas não sabem a dor que sentem
Não adianta ser a favor de quem já é
São só dois zés expostos à fúria de tantos manés
Inquietude não dá bom resultado
Se um supremo mandatário aparentemente burla o imposto de renda quem vai julgar quem?
Bonito é o fazer
Não sei quem vem só sei que vou
Nós os notívagos nós os boêmios
Não se pode dar mole
É preciso dar duro
Se não precisar desliga
Se precisar me chama