Archive for junho, 2014

Átomos

quarta-feira, junho 25th, 2014

O cinema se instaura e vigora como o culto da violência cadê o humano?
Não podemos servir pra projetar o mal temos que projetar o bem
O problema de estar no geral é que todo mundo é igual
Os bancos são bancados pelo Tesouro Nacional
O que é a vida senão um rolar de dívidas
Se há alguém que não saiba eu sempre sou feliz
Não faça perguntas quando eu não tenho respostas
Confesso a minha inaptidão para o fracasso
Quero ser rei na minha casa o mundo que se dane
Quando perguntares direi que não sei
A menina é esperta
Elas criam caso até no aceite
Ninguém tem como saber o futuro pode-se sonhá-lo
Nem todas eu quero nem todas me querem
Não quero estar onde não estou
Podes fazer todos os teus jogos em público porque em casa vais ter que fazê-los no privado
O problema é a solução
Cada companheiro que se vai parece que encorpa na gente
Tudo é fácil pra quem é fácil
Não se aplaude excessos
Isto tem moral
Quando me esquecer não vou mais lembrar
Uma imagem é simultânea a outra mesmo que não seja
O espaço diz mais que a palavra
Ela era a melhor almofada da praia
Pode ser que dê vontade pode ser que valha a pena
Se não pensar falo o que não quero
Quem não acha procura
A estória dos outros me importa menos que a minha
O negócio é malhar a freguesia
Só pergunte depois
Dou-te cinquentinha e tu me lambe o rabo
Se viajar na dos outros perdes a tua viagem
Se não tiveres tino vais arranjar encrenca
Como são medíocres as letras das músicas de outros paises que não o meu
Manda brasa no que pensas ninguém o fará por ti
Depois não reclama
Vou apertar mais um e vou acender agora
Tudo vale por uma boa causa
Pensei mas não digo
Eu não sou tão elegante assim eu sou um pouco mais
Que importância tem o que tem importância
Nenhuma

Rescaldos

quarta-feira, junho 18th, 2014

A poesia não se abandona
Sofrer é melhor não
Os velhos vão descansar os novos têm que ralar
Quando quiser te aviso
Quando a vaca tossir eu cuspo o leite
Não se deve unir os inimigos
Quem dança conforme a dança acaba dançando
Alguém acha que se deve deixar o povo à mercê da bandidagem?
Direita é o que impede esquerda é o que avança
Se não houver resistência ao que parece não haverá abusos
Nasci pro bem o mal não me contagia
Reclamar de tudo não resolve nada
Protesta mas não abusa
Quem arrisca pode se dar mal
São poucos os meus mais velhos e tantos os meus mais novos
Seja sincero não precisa ser original
O bom da vida é partilhar
A primeira nunca se esquece
Se precisa não hostiliza
Comemorar ou descomemorar o passado é irrelevante o que importa é ter motivos para comemorar o presente
Se tantos tens não precisas de mais um
Não posso ser quem queres que eu seja
Se posso agradar pra que desagradar
Pra palhaço palhaço e meio
Não estás juntando o nome à pessoa
Junta b com p
Quem me conhece não me chama pra duelo
Viado! Vadia!
Sei que é machista e escroto mas Deus foi cruel com o que fez com a costela haja disciplina
Se explicar complica
Apesar do nome não sou santo
O que eu não entendo é por que policiais e militares arriscam-se a morrer e à invalidez pra defender o lucro dos patrões e seus herdeiros
A sociedade precisa descobrir e construir formas pacíficas de convivência social
Acho que deviam deixar os proprietários eles mesmos defenderem suas propriedades
A mando do poder burguês brancos negros e mestiços perseguem brancos negros e mestiços
A história não se mostra instantânea ela demora a fazer sentido
Conhecer o seu mercado de trabalho é essencial o dos outros é supérfluo
Só peça o possível
Não se negocia com o inimigo
Morrer é o último pedaço da vida melhor que demore a chegar ou acabe rápido

Matreirices

quarta-feira, junho 11th, 2014

Faz que vai mas não vai
Se eu perguntar teu nome é porque estou a fim
Esquece a pilha
Faz que vem mas não vem
Faz que foi mas não foi
Faz que é mas não é
Faz que dá mas não dá
Eu não sabia que você é assim
Se eu não soubesse até podia tentar
Se não deixarem a polícia cuidar só dos bandidos vai sobrar pra quem?
Tou não sou não sou não
Estranho essa mania de rezar missa pra blasfemos totais quando for a minha vez espero que ninguém me dê este vexame
Tanto faz pôr no ou pôr na
Moro ao lado de uma inacreditável amendoeira que já passa do sétimo andar
Não bato palma pra palhaço dançar
Carnaval! Isto é que é rolezinho!
Pareces uma leoa insaciável tanto no bom como no mau sentido
Há quem faça musicas eu faço frases
Diga-me o que ainda não vi
Qualquer lugar não é melhor que algum lugar
Finjo não saber o que já sei
Nem sempre estou assim nem sempre estou a fim
Fazer o que já fizeram não fará ninguém feliz
Todo mundo disfarça e olha pro lado
É preciso esvaziar as prisões
Medo de almar
Quando não interessa o que interessa
Quem não está satisfeito com a vida devia abster-se de aporrinhar a dos outros
O que ainda não sou serei
Eu já nem sei se as meninas são meninas e se os meninos são meninos
Quem prende não aprende
Amar o amor
O problema é cada um pensar só em si
Só se acredita no que lhe é cômodo
Quando se vai alguém mais velho até entendo mas um mais novo acho que é injusto
Nem tivemos tempo direito de aproveitar o convívio
Queijo com alho não se recomenda se come na merenda
Frente às pedras do caminho não podemos ser tão sensíveis
Mas se não formos sensíveis como podemos criar
Não somos nós o tempo é que nos conta

Sabenças

quarta-feira, junho 4th, 2014

Se eu conseguisse dizer o que penso
E eu pergunto o que fazer? Emparedar-nos?
Há carências mas há suficiências
Compenso a quantidade pela qualidade
Sou doido pra ver você dando
E aí cai a chuva com firmeza espero que sem tragédias
A vitória está próxima e nunca chega
Servidores vencedores servem melhor que servidores vencidos
O que você quer é mole
Afora as tragédias o Brasil chega a ser engraçado
Talvez pelo que tenho de negro o meu maior desejo é a liberdade
Enquanto estamos vivos somos capazes de muitas ações depois que morremos não somos capazes de mais nenhuma
Se fosse melhor o meu diário se fosse melhor o meu calvário
Se insistir eu como e cuspo fora
Prejudicar a Copa é estar à direita do processo democrático brasileiro
Eu só quero que você engula a sua empáfia
Não deixa a safadeza tomar conta de mim
Às vezes consigo às vezes não
Invés de ir pra frente queres espanar de lado
Muito menos com você
Às vezes fico nocauteado até por uma brisa
Nem sempre a verdade é de verdade
Aonde a onda vai depois que quebra
Acho ridícula a prosápia dos prosaicos
Poesia põe ou tira
Pó no uísque não pode morres sufocado
A vida é fruto do coletivo ninguém sobreviveu sozinho
Cada um faz a política que merece
Periga perder voto
Eu me divirto com o viver
A mesma época gera produtos semelhantes
É preciso um armistício antes que a guerra mais se acirre
A indução ao mundo de fora nos impede de aproveitar o mundo de dentro
A cada semana você pede na terceira eu respondo
A morte é uma contingência não é algo que se busque
E vara tudo
Levando em conta meu arbitrário critério de geração a cada 4 anos quantas se terão passado em 40
Não se deve homenagem a quem abusa da sorte
Quando tudo acaba a gente recomeça
Se tardar é melhor nem vir.