Archive for julho, 2014

Pensamentos

quarta-feira, julho 30th, 2014

A bala que me dás é a que me baba a boca
A que me destes nem me lembro mais o gosto
Esse tudo não é nada
Política de estado: A Petrobras e demais estatais e que tais deviam é investir seus recursos avulsos e aleatórios que esbanjam nas respectivas áreas de governo responsáveis em cultura, esporte e educação senão é desgoverno estatais e seus marqueteiros não podem sobrepujar ministérios
Imagina se eu der palpite nas políticas de petróleo
A cultura brasileira é a melhor cultura brasileira do mundo
Façamos antes que ninguém faça
Só é bom o que é para todos
Fosse mãe gentil a pátria a todos abrigaria
Sugerir não ofende: ao invés de protestos contra por que não protestos a favor
Padrão Fifa não é recomendável aquilo é um bando de gatunos imperialistas
Qualquer violência gera a violência qualquer
Não deixa a gringalhada mandar na tua terra mais parecem gafanhotos
Se deixar um logo vem a tralha toda
A vida me dá o que eu não tenho
Não transfira o ônus para os outros faça você mesmo
Protestos por favor sem mortos e feridos
A memória é um abismo sem fim
Agora é a ágora
A novela é só um desfile dos preconceitos de quem as escreve
Só se for depois
O teu mal é não saber parar
O que alguém pensa não é o que todo mundo pensa
Por que a supremacia de alguém sobre alguém
Pode-se entender sem conseguir explicar-se
Não se pode estar atento a tudo
Não sou a causa sou a cauda
Atenção: há leis demais e há leis ilegais
Não pago prenda de omisso
A maioria do bem devia impedir a minoria do mal
O bem é a paz o mal é a guerra
Dois espectros me assaltam a arcada dentária e a arcada vertebral
A vida é uma infinidade de pontos de vista
Meu sonho é viver em paz
Nu dos outros é fresco
Não gosto que me interrompam
Não há mal que sempre dure e não há bem que nunca acabe
Mais pra lá mais pra cá ajeita e encaixa
A capacidade de receber da mulher é fenomenal
Não é o que vocês estão pensando.

Vilanias

quarta-feira, julho 23rd, 2014

Não ser inconveniente
Ganhei uma fita
Pra quem é de cinema é bom
Do ovo quero a casca pedacinhos
Da vida quero tudo pedações
Bala perdida não tem dono nem de quem dá nem de quem recebe
Acho que foi algum desafeto do morro talvez um dos bandidos amigos
Não quero me dizer o que não quero ouvir
Quem fez faz
Nem um tanto nem um tão pouco
Não faço mal por querer faço sem saber
A vida guarda ensinamentos secretos
Santa Republica: há quem ache que presidente faz o que bem quer quem tem que querer é o povo que o elege
De tanto rever o passado acabamos por não ver o presente
Só acredito se for verdade
Amém ou Amem?
Quando estava quase a esmilinguir-se recobrou a chama
Se assim for assim é
A febre não me impede de ser razoável
Desde que eu não queira a mesa virar
Esqueci-me do que não me lembro
O mundo não é de um só ou é de todos ou é de nenhuns
O que vale é o voto os(as) mais votados(as) governam o resto é bobagem
Só nos resta o que nos resta
Não faço mais do que devo e assim continuo a dever
Melhor republica da(o)s bananas que o império do mal
Não há como evitar o inevitável
A vida é a única escola
Da minha imagem o dono sou eu
Quase perfeito já é bom demais
Quem for melhor que se apresente
Mulheres são insaciáveis
Seria bom se fosse só sexualmente
Discordar não é ofensa
Se até o vidro é fumê por que nós não pode ser
Não corra pela vida corra para a vida
As coisas são como são e nós somos como somos
Só a barbárie é a mesma
Queira-se ou não se queira
É transmimento de pensação.

Errâncias

quarta-feira, julho 16th, 2014

Se eu disser que errei talvez tenha acertado
Vou aí ou vens cá
Não posso oferecer o que não tenho
O que não dou fica guardado
O poder é o quintal dos déspotas
Preciso é de um restauro geral na minha boca
O que se elimina não faz falta
Tudo que tem eu é meu
Três batatas e quatro cenouras
Interessa-me tê-las
Quando um fala o outro aguça a orelha
O que é grande pesa mais
E se eu pegar a tia e fizer gato e sapato
A premonição é uma sobrecarga de lembranças
A política é um mero jogo de conveniências suportado por todos nós
Não é mas pode não ser
O problema é que chegando ao poder a oposição deixa de ser oposição
O poder é que escolhe o que vai ser escolhido
Quando superamos uma fase não há porque voltar atrás
Uma causa quando é justa permanece até vingar
Uso tudo que você me dá
Você é que é
O que eu lhe dou você merece
Quando eu for chutar não mexa na bola
Eles riem-se de nós
Já choveu o que tinha que chover
Aproveitemos o quanto nos resta
Pra ter mais só se vier atrás
Beijo pra quem sabe beijar
É na cabecinha da flor
Só é fácil pra mim
Todo mundo faz o importante é saber limpar
Boa cozinha é cozinha limpa
Antes de acabar não terei acabado
Não quero dar obrigado
Quilo ou grama aquilo vale nada
Não resolve nada e atrapalha tudo
Esqueço até o que nem ouvi
Se faltar não me faltará
Se disser a verdade pode ser que me arrependa.

Desastres

quarta-feira, julho 9th, 2014

Eu conteúdo agradeço a forma que me contém
Por que a alguém é dado o poder de comandar impérios?
O inimigo principal é o estrangeiro
Entre nós dá pra acertar as contas
Mas com eles nós só perdemos
Como saber o que quer o público antes que veja a obra?
E ainda me rifa baratinho
A meus pés és rainha
Pauta para todos os governos: fim da violência policial e militar contra o povo
Aonde fomos parar: o extremismo de esquerda dos anos 70 servindo à repressão ao povo nos dias de hoje
Precisamos de uma Comissão da Verdade Hoje para apurar e denunciar os crimes de agora
A força é um monopólio do estado ela não pode ser usada contra o povo que o constitui
O massacre de pretos brancos índios e mestiços não pode ser acobertado pelo Estado
Cada um dá sua ideia e vejamos como sair do buraco
O Brasil é um país de futuro
Comer a própria comida não tem preço
Pra menos decepções é só não ampliar expectativas
Não quero ser a palavra de instantes mas a de momentos
Tem a tua entrega e tem a minha vontade
Tô só trocanu o óleo
O que chamusca não incendeia
Tô só calibranu os pneus
Tá na área?
Entre um e outro o assédio é inevitável
Se apareceu é bem aparecida
O futuro pode ser só um dia
Não temos que pensar as mesmas coisas
Pena que nestas horas me falte a paciência
Ela é simpática e tem um grande porto
Todo mundo sabe que você quer me amar
Inatingível não é indesejável
É preciso pensar o que se vive
Nem casto nem castiço nem castigo
É uma pilantra que me dá algo de bom
Podes pensar que sou libertino
Só quero notícias boas
Me interessa o que já veio não o por vir
A página virou-se por si mesma
Que não me falte tempo para aproveitar a vida
Uma casa tem muitas portas nem todas são de saída

A propos do Rô

quarta-feira, julho 2nd, 2014

Sim é possível pintar uma época a partir de alguém e se ele faz cinema através de seus filmes
Um fragmento da vida social e cultural bem caracterizado é revelador se não do todo pelo menos de sua parte no todo
Pra se ter plural é preciso ter singulares
Há que delimitar-se quase cirurgicamente a nada além do que se queira demonstrar
Neste trabalho, a excelente monografia de Bárbara Morais sobre o cinema de Luiz Rosemberg Filho, é o que se faz observando a inclusão do Rô no cenário audiovisual desde os anos pós do golpe de 64 a partir da escassa fortuna crítica de cinema ainda mais no que é um cinema menos evidente
Já que os próprios dela não gostam não subscrevo a definição de marginal à cultura e ao cinema da época embora a julgue pertinente pelo estandarte de Oiticica “Seja Marginal Seja Herói”
Prefiro chamá-la de geração 68 por tudo que a data signifique na emergência das radicalizações contra a ditadura e lamentavelmente a radicalização da própria e sobre tudo isso rios ainda tem-se que escrever
Por ser de uma geração não se está uniformizado apenas são aqueles que se expõem contemporaneamente aos mesmos estímulos e nisto constrói-se um elo comum.
Em cinema o elo comum sempre é o cinema de autor desde a primeira manivela até os dias de ontem e de hoje e nisto mais faz quem mais dá de si cada um no seu estilo a indelével marca que há nos filmes de cada autor
O Rô tem algo de vulcânico despeja de suas entranhas da mente e do corpo em sons, textos e imagens às vezes suave às vezes duro mas sem perder a clareza também ela visceral
Seja na forma lúdica como “Assuntina…” e “O Santo e A Vedete” seja na forma rascante como “Jardim das Espumas” e “Crônica de um Industrial”
Com a sua escolha como estudo de caso de”Crônica …” (1978), um Rosemberg mais severo densamente analisado passo a passo que eventualmente remete a “Terra em Transe” que remete a “O Desafio” que remete a Rosselini que remete a “La Fièvre Monte a El Pao” que remete a Eisenstein que remete a Griffith
E chega-se a Brecht/Godard seus interlocutores preferenciais e à palavra sua grande arma dentro e fora das telas
Em seguida a análise do curta em vídeo “O Discurso das Imagens” (2010) com o recurso à bricolagem que é uma evolução para o cinema do uso da colagem em papel que ele sempre fêz resultando em seus tantos filmes-colagens
Finalizando o extenso levantamento de filmes e vídeos consegue abranger a postura autoral de um dos expoentes da geração 68 que se segue ao cinema novo cortados entre si inapelavelmente pelo golpe de 64.