Misérias

O país está convocado a definir seu futuro em outubro e não é só para a presidência mas para os governos estaduais que comandam a repressão e para os legislativos federais e estaduais que a tudo assistem inermes
Mas funesta mesmo é a recorrente militarização do estado
Nada some tudo coexiste
Pra quem não tem o próprio o alheio é luxo
Sair de casa é mau augúrio
Não gosto de estar fora de casa
Avisa lá que a minha mulher é questão fora de questão
Não avacalha não acavala não bestializa não se acostume
Pra minha surpresa descubro que não passo de um lobista do pequeno cinema
Se reivindicações são justas deviam deixar o sufoco passar
Quem precisa de trégua é o povo espremido entre os protestos e os governos
O perrengue não é meu o perrengue é de vocês
Estou interessadíssimo é na minha auto-ajuda
Peitos e ancas quanto mais se tem mais se quer
Não adianta me chamar de feio porque eu não acredito em você
Um pensa em amor o outro pensa em tesão
Ainda havemos de ver a mãe gentil
Será que estou tão em baixa que precise tirar sarro com você
Não sente no acento
Dinheiros esperados não entram dinheiros inesperados saem
O que vier é bom mas se não vier é bom também
Se as coisas não são como queria terei de conviver com isso mesmo assim
Quem me deve não se preocupe a quem devo ainda menos
Cada um se lambuza como pode
Melhor que o ponta-pé inicial nunca em tempo algum em todo o mundo
Só me mexo no último instante
Se perder a palavra espero até encontrá-la
Meu orgulho é ver as meninas dormindo em casa
O desafio era quem era o último a arrastar uma perdida depois da meia noite
Ninguém me conhece mais que eu
Obsessão gera obstrução
Talvez inevitáveis rebeliões anarco juvenis não costumam dar certo
Quem é de vidro não sapateia no telhado
Não é recomendável atrair o leão
Ele vem mas não vai
Para melhor fluir é melhor que flua
Mil e tantos
Menos uns
Mais uns
Igual a zero.

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