Causos

Um dos mais gritantes problemas brasileiros só vale ouro prata é ofensa bronze é desonra
Vai ver! Eu tô na esquina
Por favor me sirva
Não sou monoteísta nem monógamo
Todos tem intimidade com a bola mas nem sempre uns com os outros
A televisão ainda pensa que é rádio
Pra ter plural é preciso ter singulares
Não mato um leão por dia e nem uma formiga
Cada um no seu cada um
Imagino que ninguém imagina que eu tenho dinheiro sobrando pra dar
Há quem troque o sublime pelo vulgar
Por que as tevês estatais perdem para as comerciais?
Por que as tevês estatais copiam o formato das comerciais e com programação estrangeira ao invés da produção brasileira?
Sem divergir do mestre que é coisa que não se faz a produção de 150 filmes é de fato um grande feito
É no entanto um feito de seus realizadores apesar dos maus tratos de nosso governo audiovisual
Tolerar as manobras monopolistas de mercado dos estrangeiros é inqualificável
E as instituições oficiais de cinema que ditam a política são novas
E logo tornaram-se pirâmides
Deixa os meninos jogarem o que será será
É bobagem não querer é preciso querer mais
Se não desmontam estádios aeroportos e estradas por que fazer isso com os telões?
A pequena burguesia precisa é se cuidar ao transitar em território dos excluídos
Pode ser presa fácil dos ódios de classe
Cada um desabafa o que lhe pesa
Mulher quanto menos melhor
Não é o quê é o como
A este preço era melhor nem começar
Qualquer filme brasileiro tem que ter precedência sobre qualquer filme estrangeiro
Toda morte é lamentável e intolerável é toda violência
Quem tem não anda sem
O cotidiano independe da hora
Sou intenso não sou extenso
A vida não é instantânea
Bater cabelo tô no páreo
Sou meio feminino tenho que ser cortejado
O erro é não ver o outro como igual
Não gosto de formas reconhecíveis
Tanto audiovisual e tão pouco espaço
Pra que tanto assédio se não tens tempo
A julgar pelas sirenes alguma forma de poder passa pelas ruas.

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