Gentes

Não sei lidar com carência alheia basta a minha
O problema do brasileiro é o estrangeiro
Não sei como é ser estrangeiro estar num lugar que não é o seu
Nada meu é descartável
Abomino essa forma predatória de viver
Não me dás o botão da flor?
Então por que não corres atrás de um magno cacete?
É a fruta que não se joga fora
Em algumas pode-se até cravar os dentes
Mas não é pra arrancar pedaço
Deixa a coisa correr
Só pare até recuperar o fôlego
De longe até parece um grande prêmio
Mas tens no sorriso uma trava de insatisfação
Vais chegar cansada pronta pro descanso
Não faças nada aproveita só o movimento
Minta magias
Às vezes dá às vezes não dá
As mulheres são assim não têm saco pra mim
Mas eu tenho pra elas
É estranheiro
Segundo Pasô a prosa venceu a poesia
Quando bebo muito durmo
Não te quero tanto a tal ponto que te queira tanto
Quem na vida não foi derrotado um pouco mais
Num adianta recramá se carma pintá vai tê de encará
As mulheres se fazem de gostosas
Umas na frente das outras não é de todo mal
Se você tem problema com homens eu não sou tão homem assim
O meu abrigo é no limite do meu equilíbrio mental
Preciso de uma mulher como biombo para o mundo
Não fui eu foram elas que quiseram
No meio do caminho teve um joelho
Há quem ache que a sociedade contemporânea não é primitiva
O que um inesperado joelho produz?
Não é porque já te comi que não vou querer o resto
O negócio é meter a mão na massa
Quem vive tá no lucro
Se milhões olharem pra mim eu surto
Eu não quero mas acontece

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