Archive for dezembro, 2014

Informes

quarta-feira, dezembro 31st, 2014

O problema nem é o juro é o que se abjura

Convivi com os grandes sujeitos da minha época e sou um deles

Eu sei de onde vocês vieram esgueirando-se no caminho aberto por nossos filmes e nossa luta política

Renasçam

Os festivais da canção equivalem-se aos nossos de cinema nos anos 60

Fomos massacrados porque somos inconformes

E agora vem vocês meninos perdidos servindo o imperialismo que ocupa nossas telas

E agora são vocês que querem massacrar-nos

Cresçam e apareçam bedéis servis da burguesia financeira

Escrevereis nas vossas tumbas eu traí meus companheiros

Sobrevivemos vereis veremos

Viver é lindo patrulhar o próximo é feio

Beijo os pés de quem me antecedeu façam o mesmo

Vocês não sabem do que estão falando vocês não sabem o que estão matando

A saída é para a frente

Sujeito é quem se sujeita a nenhum sujeito

Para haver manifestação tem que haver unidade de proposta

Quem nada tem a perder pode botar tudo a perder

Os incluídos não querem incluir os excluídos

Quem determina o mérito é o mané do guichê

O problema é que tem muita gente querendo e outra gente não querendo

Não se dança à beira de fogueira

Sinto saudade de quando quase esquartejava a gata

Contra o ôba ôba e pelo obá obá

Pra minha tristeza descubro que não tenho mais energia pra comer o mundo

Pra que nos entendam é preciso aumentar paulatinamente a taxa de absurdo

A partir de domingo é que se espera a segunda feira

Vacilo porque os governos vacilam

O trabalhismo econômico é de direita o trabalhismo social é de esquerda

Para eles o cinema é só uma ilusão para nós é uma sombra da verdade

O bom é o que ela dá sem precisar pedir

Às vezes filme ruim é bom e filme bom é ruim

Não entrego a mão para salvar o pé

Minhas mulheres são compreensivas sabem que não adianta insistir

Sou filho da natureza ela não pode me fazer mal

Só não lava dinheiro quem não tem

Pra que serve os bancos?

A obra realizada tem suas vantagens um dia pinta

Se ficar parado o cão mija no teu pé

Só se for na minha

Reformas

terça-feira, dezembro 23rd, 2014

Aos 70 de idade 50 de cinema e 40 de universidade é sinal de nada mal
Onde lê-se não leia-se sim
É-de-tais e fest-e-vais é tudo a mesma choldra
É difícil lidar com essa gente mais nova eles não têm paciência
Pés-quisas se pelo menos fossem com as mãos
Se os interessados não se interessarem a roda não roda
Como você tem que ser fresca tenho eu que ser tempero
O fundamentalismo é uma resposta dos oprimidos à opressão
Educação não é plantar sementes é ver desabrochar as flores
A semente foi plantada pelo pai na mãe o resto é descendência
Se alguém estiver despirocado não diga isso pra ele
O que for seria
O que foi já era
Gosto de bolo não de bala
Eu te entendo mas dá pra você me entender também
Um sorriso desgarrado é melhor que um esgar
E eu achando que você estava dando mole
Mais um a ser literalmente carcomido
O problema é conformar-se de caber em cotas
Faz como? Compra feito
Curtas estrangeiros só com um clip brasileiro antes
Dinheiro brasileiro para estrangeiro só depois que o último dos nossos se fartá de mungunzá
Se for desistir recicla
Cogitar não mata
Se acertar é porque dei sorte
Cada um deve votar no que acredita
Não passo roupa passo é ferro na boneca
Um tanto de fetichismo não faz mal a ninguém
Colegas não deviam julgar o trabalho de colegas e trabalho não se julga respeita-se
Se digo sim é porque não digo não
Se esticar rebenta
Não joga lenha se não quiser incêndio
Depois do resultado não adianta alvoroço
O valor do ingresso devia ser igual a um coca-cola
Perca mas não se perca
Assim como não há povo há povos não há público há públicos
Não acirra alivia
Apoios ninguém recusa
As novas gerações são tímidas ante o poder na minha época não era assim
Não sopra a brasa.

Orações

terça-feira, dezembro 16th, 2014

Melhor é quando eu aproveito

Tem que ser que nem barro que se molda

A mulherada usa tarja só para esconder o que tem de melhor

São as palavras que se contradizem

Não adianta ficar de olho na merenda do colega

É a precariedade que me faz feliz

Um ser acompanhado não é um desacompanhado

O que falamos é parte do que esquecemos

É o tal com o qual

Os mais novos devem precedência aos mais velhos

Tanta produção pra como sempre pífio resultado

Tô na campana dos próximos pra cultura

O capitalismo não dá nó sem prego

Brasileiros só podem aspirar a um pedaço do ar que respiram

No mundo de zebedeu cada um defende o seu

Bebi à tarde e aí não deu pra sair de casa

O que é socialmente criado não pode ser individualmente apropriado

As palavras não querem dizer quem quer é quem as usa

Não deixe que a cobra chegue perto

Quem não fez não fará

Sem contradição não há fogo

Nem tudo que se repete enjoa

Como se carrega a arma eu boto um maço na cartucheira

Alguém já imaginou um banco falido na presidência de uma república?

Ter e professar idéias

A vida universitária é só mais uma passagem em que a gente firma pé em alguma direção

Vê se não esquece a vassoura

Ninguém sabe de nada quanto mais de tudo

Traição não é conversa de casal

Abaixo o imperialismo: se o petróleo é nosso por que a cultura não é?

Cultura se acha na esquina nem precisa cavar brota

As meninas são inocentes ao atrair o desejo dos homens?

Só me mexo se me mexem

A religião o capital e o trabalho

Pés-quisas servem nem pra vender sabonete

Nada como uma boa noite

Talvez fosse o que eu queria

Não sei o que é melhor a simetria ou a assimetria

Além dos representantes as eleições indicam os desejos do país

Quem hoje não foi amanhã pode ser.

Cacos

terça-feira, dezembro 9th, 2014

O diabo é o pensamento único
Não pára não pára não
Se eu te pedir o um me dás os dois e se pedir os dois me dás os três
Já fui a quase tudo hoje vou a quase nada
Gosto de ganhar presentes
Quando você casar eu pinto a casa de dourado
Se eu disser que não fui eu alguém há de acreditar
O que eu quero não tem a menor consistência
Era bom pensar que não é hora de brincar mas se quiser
Pés-quisa serve pra nada a não ser engordar marqueteiro
O acaso não é poder
Negócio é lucro
Por que o cinema não é como o futebol e a música no seio do público
Dá-me o licor que em ti carregas e eu te darei o meu
Sou pela paridade a cada um nosso no mercado deles um deles no mercado nosso
Quando e quanto quiseres
Às vezes como demais bebo demais e durmo
Olhou-me como se quisesse comê-la
Se na bola não pisar vida mansa vou levar
Por algum motivo ou por motivo algum eu posso não fazer
Perguntar nem sempre é fácil responder nem sempre é difícil
Não vote em cobra vote e cobre
Aproveita que o pessoal está em campanha
Pouco se me dá com quem desfrutes tua praia
A humanidade pode não descender de um único casal
Como saber pra quem escrevo se não sei quem vai me ler
Cada estado podia ser um país
Mais rápido não dá
É preciso às vezes evitar a complexidade
Pareces um peixe no anzol
Melhor lenda viva que lenda morta
Não assedio prefiro ser assediado
Isto é o que me diverte
Sem malabarismos: é o capital contra o trabalho
O barato é a busca da beleza
Vivo de glórias como as que me concedes
É a perversão do capital frente à construção do trabalho
Por que a esquerda não se une e bota o imperialismo e seus asseclas pra correr
Unir é melhor que desunir
Somar pode subtrair não pode.

Tugúrios

terça-feira, dezembro 2nd, 2014

De como palinha virou palhinha
Eu não estou parado
Sou fã a melhor coisa do mundo é o futuro
Não gosto de homem
Por piores que sejam mulheres sempre cabem no meu barato
Você é muito delicada mandou-me chocolate aos pedacinhos
Eu ganho muita coisa só não ganho teu carinho
Só se aprende com experiência própria
Jura que tu pensa assim
O amor é de alguma forma bestial
Não se pode ser simples tem-se que ser múltiplo
Quanto mais se tem mais se quer
A paranóia do capitalismo que é o consumo a qualquer preço é ruim
Chapado tem que ter uma noção absoluta de destino
Se me distraio na rua posso errar a esquina
Antes de ser julgado pelos outros o teu comportamento te permite julgar a ti mesmo
O que terá se passado na cabeça do meu pai ao me ver tantas vezes prostrado pela vida
Prefiro comer em casa
A gente absorve e expele
Atirei o pau na gata mas a gata não correu quem ouviu admirou-se do berro que a gata deu
Galinha não o que posso é ser galo
Mais que tudo a poesia é fruto da imaginação
A quem isto serve a mim de desabafo
O que a mídia diz não se escreve e o que escreve não se diz
Cheguei a propor para a Constituinte: – É proibido o uso comercial de palavras estrangeiras
Essas pés-quisas não servem nem pra vender sabonete
O negócio é sair sem correr
Boa é a que se dá uma molhada ela fica viçosa
Nessa estrada eu já voltei
Si num juntá vai sobrá
Querer eu quero mas não pode
É melhor ignorar
Só acredito no mínimo
Gostei da precocidade mas aí descobri que tens um quadril de adulta
Sexo nem devia ser nomeado
Não sou de reclamar ausências
Você prefere assim firo
Não sei como encerrar meus 40 anos de vida letiva
E não se olhe pra trás
Assim escrevo.