Tugúrios

De como palinha virou palhinha
Eu não estou parado
Sou fã a melhor coisa do mundo é o futuro
Não gosto de homem
Por piores que sejam mulheres sempre cabem no meu barato
Você é muito delicada mandou-me chocolate aos pedacinhos
Eu ganho muita coisa só não ganho teu carinho
Só se aprende com experiência própria
Jura que tu pensa assim
O amor é de alguma forma bestial
Não se pode ser simples tem-se que ser múltiplo
Quanto mais se tem mais se quer
A paranóia do capitalismo que é o consumo a qualquer preço é ruim
Chapado tem que ter uma noção absoluta de destino
Se me distraio na rua posso errar a esquina
Antes de ser julgado pelos outros o teu comportamento te permite julgar a ti mesmo
O que terá se passado na cabeça do meu pai ao me ver tantas vezes prostrado pela vida
Prefiro comer em casa
A gente absorve e expele
Atirei o pau na gata mas a gata não correu quem ouviu admirou-se do berro que a gata deu
Galinha não o que posso é ser galo
Mais que tudo a poesia é fruto da imaginação
A quem isto serve a mim de desabafo
O que a mídia diz não se escreve e o que escreve não se diz
Cheguei a propor para a Constituinte: – É proibido o uso comercial de palavras estrangeiras
Essas pés-quisas não servem nem pra vender sabonete
O negócio é sair sem correr
Boa é a que se dá uma molhada ela fica viçosa
Nessa estrada eu já voltei
Si num juntá vai sobrá
Querer eu quero mas não pode
É melhor ignorar
Só acredito no mínimo
Gostei da precocidade mas aí descobri que tens um quadril de adulta
Sexo nem devia ser nomeado
Não sou de reclamar ausências
Você prefere assim firo
Não sei como encerrar meus 40 anos de vida letiva
E não se olhe pra trás
Assim escrevo.

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