Informes

O problema nem é o juro é o que se abjura

Convivi com os grandes sujeitos da minha época e sou um deles

Eu sei de onde vocês vieram esgueirando-se no caminho aberto por nossos filmes e nossa luta política

Renasçam

Os festivais da canção equivalem-se aos nossos de cinema nos anos 60

Fomos massacrados porque somos inconformes

E agora vem vocês meninos perdidos servindo o imperialismo que ocupa nossas telas

E agora são vocês que querem massacrar-nos

Cresçam e apareçam bedéis servis da burguesia financeira

Escrevereis nas vossas tumbas eu traí meus companheiros

Sobrevivemos vereis veremos

Viver é lindo patrulhar o próximo é feio

Beijo os pés de quem me antecedeu façam o mesmo

Vocês não sabem do que estão falando vocês não sabem o que estão matando

A saída é para a frente

Sujeito é quem se sujeita a nenhum sujeito

Para haver manifestação tem que haver unidade de proposta

Quem nada tem a perder pode botar tudo a perder

Os incluídos não querem incluir os excluídos

Quem determina o mérito é o mané do guichê

O problema é que tem muita gente querendo e outra gente não querendo

Não se dança à beira de fogueira

Sinto saudade de quando quase esquartejava a gata

Contra o ôba ôba e pelo obá obá

Pra minha tristeza descubro que não tenho mais energia pra comer o mundo

Pra que nos entendam é preciso aumentar paulatinamente a taxa de absurdo

A partir de domingo é que se espera a segunda feira

Vacilo porque os governos vacilam

O trabalhismo econômico é de direita o trabalhismo social é de esquerda

Para eles o cinema é só uma ilusão para nós é uma sombra da verdade

O bom é o que ela dá sem precisar pedir

Às vezes filme ruim é bom e filme bom é ruim

Não entrego a mão para salvar o pé

Minhas mulheres são compreensivas sabem que não adianta insistir

Sou filho da natureza ela não pode me fazer mal

Só não lava dinheiro quem não tem

Pra que serve os bancos?

A obra realizada tem suas vantagens um dia pinta

Se ficar parado o cão mija no teu pé

Só se for na minha

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