Archive for janeiro, 2015

Menos

terça-feira, janeiro 20th, 2015

Mais
Desconhecem quem está a seu lado
Pouco se me dá se sou um cão ou um leão
Qualquer um ou um qualquer
Admiro o velho e o novo
Há 10 anos atrás o mundo sabia que eu batia um bolão
Hoje nem bolinha
É preferível a desavença aberta que a dissimulada
Mal não fez mal não faz
Não se tranca a porta ao futuro nem que ele já seja passado
6 empreiteiras faturam o país 5 famílias faturam a imprensa e a isto se chama democracia
Eu acho bonitinho cuidar das calcinhas da casa
Dou-me ao luxo de não fazer o que preciso fazer
Se ela escovou os dentes é porque ela foi namorar
A culpa não é minha
O mundo é engraçado constrói-se à base de massacres e reclama se alguém revida
Gostei muito eu galo na galinha do terreiro
Tenho prazer em dar prazer
Toda vez que você olha pra mim eu sinto como um beliscão
O teu corpo amatronado é meu sonho de consumo
Corrupção é a alma do negócio capitalista
A serpente de duas cabeças uma morde a outra afaga nunca perde
Muitas coisas feitas outras por fazer nenhuma a ser desfeita
Não se consegue viver no agora com a gnose de outrora
O da agricultura é como um boi de piranha
Por uma reforma radical do ensino: é só ensinar a jogar xadrez
Os governos dinheiro as mídias mentiras por que não emitir opiniões?
Lucidez é tudo que se precisa cartilha é tudo que é besteira
Quem tumultua é lacaio do imperialismo
Quem muito fala pouco faz
Sempre há questões de difícil solução
Confio em quem votei
Acham que se revoga o capitalismo por decreto?
Governos não podem ser revolucionários
Com o tempo as mulheres vão ficando diferentes
E os homens não? Não reparo neles
O nosso é um país existencialmente mestiço
Quem se considera de esquerda comece a pensar nas eleições municipais em 16 para não eleger a direita
Eu queria ser clássico
Mas não sou.

Brados

terça-feira, janeiro 13th, 2015

Não adianta querer mais do que se pode
Democracia é uma coisa muito simples é voto
Pé de asfalto não sabe pisar no mato
Bastava-me uma cabocla para me ordenhar de quando em vez
Vai ter que rebolar
Ninguém me autorizou sou folgado mesmo
Prefiro os retornos da pública que os da privada
Se a receita é boa não exagera no sal
Mais emprego mais salário e que se dane a recessão
Amatronada ocupa mais da metade da cama
Envelhecer é um bem triste é morrer cedo
Tudo que eu preciso é de uma negona que já prometeu que só quer esquentar o bule do café
O problema do jacto é que ele jacta-se
Vem dar pra mim
A poesia até calada fala
Num dá trela que urubu magro não pode com cavalo gordo
Pra quem há muito rala ralar não tira pedaço
Nem toda justiça é justa
O país quer voltar ao pré-industrialismo?
Indispensável a governabilidade é difícil
Fosse o bode que a mídia pinta ninguém ia brigar pelo poder
Nem manhoso nem caprichoso ambíguo
Demarco a vida na medida do meu alcance
A vida não tem segredo é só você se fazer presente
Não sou afetado
O Brasil é uma monarquia é cheio de princesas
E não é pra nada não é só pra ser
Vendeu ação e comprou dólar amanhã vende dólar e compra ação
O que pra mim faz diferença pra você não faz
É difícil chamar a si as forças do universo
Os deuses são uma invenção do homem para acreditar no inacreditável
Depois de idas e vindas chega uma hora em que é só contigo mesmo
Nomear o inimigo é fazer-lhe propaganda
Por ser humano às vezes a gente erra
O governo audiovisual inverte o bolsa família favorece os mais favorecidos
É circular as palavras
Pirâmides não servem ao povo é preciso municipalizar o país
Mais que menos e menos que mais
Quando chegar avisa
Faz! Desfaz! Refaz!