Archive for julho, 2015

Rasgos

quarta-feira, julho 22nd, 2015

Nada que uma panela cheia não resolva
Dedicar-lhe mais é melhor que dedicar-lhe menos
Não me viro não me mexo o que vier eu faço
Parece mas não sei se quero
O dia mal começou vamos ver como começa
Às vezes sim às vezes não talvez
Tal vez lembra coisas inesquecíveis
O dia em que atravessei o Rio na minha contrapedal
O tempo em que se dormia nos terraços
Aceita enquanto quente
Fazer o que sempre se faz
E há o terceiro olho
Atrás de um sorriso geralmente vem um troco
Quem quer um troco pra se fazer de toco
Eu só deixei ligado
A curva se for completa te deixa onde estavas
Ele sabe que você é minha?
E você sabe?
Quem mais quiser acertar vai ter que conformar-se ao errar
O que não é possível não se faz
Apenas um não aguenta mais de uma
Não me diga o que não quero ouvir
Quantas contas se deve pagar
Até quando se deve engolir
O trabalhador não vende sua força de trabalho ele é roubado
Tem as que dão mas empurram você pra trás
Traduzindo o Corcovado: coração aonde vou?
De delação em delação não se ganha eleição olha o município aí gente
E pra quem quiser há de ser como sou
Não sou assado não sou assim
Sou como sou indiferente ao que pensem ou queiram de mim
E quanto menos melhor
Não tenho mais tempo a não ser divagar devagar
Vem assim meu bem faz assim meu bem
As gerações tendem a se opor
Melhor do que estar a perigo
Não me criem problemas sem solução
Fiquei mais caprichoso não me enfio em qualquer buraco
Não se aborreçam comigo eu passo a vida estonteado
Não penso o que vejo o que vejo eu vejo.

Troças

quarta-feira, julho 15th, 2015

A alma do capitalismo não é executar a dívida é cobrar juros
Espalhem-se mas não se percam
Não queiram nos opor achando que alguém é melhor
Mete de dentro que eu meto de fora
Não basta comer tem que gostar
De você guardo pedaços e já tá muito bom
Como é bom ver uma menina linda ao longo do seu dia
Queres ser minha ama ou que eu seja teu amo
Se não curtes o que o teu país faz teu país não irá curtir o que fazes
Desfoca o federal e bota zoom no município
Avança frente de esquerda e garante em 16 os municípios
É só no ato
Não sou o que digo que sou
Digo o que acho que sou
Se não começar não começa
Não há como fazer o de agora antes
Às vezes digo que vou mas não vou
Carrego na bagagem uns trinta filmes e algumas centenas de páginas escritas
Não padeças pois não me compadeço
Se eu quisesse mas não ia ser por menos
Jurista é quem saca de juros
Se for longe não se escuta
Primeiro te cuida e diminui a taxa de emoção
Se a coisa se resolver o melhor é descansar
E se não é ainda melhor
Quero um alguém que sempre diga sim e nunca diga não
Respeito a tua alma de formiga mas eu tenho alma de cigarra
Eu não me sinto mais mas não me sinto menos
Mesmo sem você eu sou feliz
Não acredito que a tua é a real
Viva a meus joelhos
Mesmo sem o governo cumprir a lei o curta vem chegando
Não preciso de licença pra pensar
Se insistir acho que rola
A questão não é o que cada um faz
Mas se queremos ficar um com o outro
Abalroado pela intrépida paixão e de onde isso veio
Mais palavras não resolvem o drama
A minha vontade baila
O meu pé escorrega

Festas

terça-feira, julho 7th, 2015

Houve a tentação de beijar
Considere-se beijada
Valeu
Uma rapidinha não vai?
Não sei e se soubesse não faria
Tudo é estrada
É melhor com paixão que compaixão
É pegando o jeito
Há que exercitar
É vantagem é vantagem ter a gata alimentada
A gata é boa a gata é boa
Nós somos os transgressores
Que maravilha a minha vida não fosse o que nos atrapalha
Você me cansa fisicamente e me cansa espiritualmente
Conjugo o verbo te ter
Esqueci a frase
Me deixa nervoso
O povo brasileiro pagou-me para ensinar não para aprender
A minha adesão é um sinal para que vá em frente
Mando queimar e mastigo o galeto até os ossos
Como eu  me sinto bem em casa
Sou contra trabalhar pros outros
Os temperamentos não se ajustam
Vivo em um tempo que é o tempo em que vivo
Enquanto a cultura se requinta o povo padece
Você perde o seu eu aproveito o meu
Não cumpro ordens
Tantas vezes não sei o que está acontecendo
Preciso buscar o que não tenho
Não me abato com o que se abate em mim
Queres a submissão que não tenho
Lindinha e docemente tirânica
O teu amar é espasmódico o meu gostar é constante
A televisão devia se restringir a fazer novela porque seus noticiosos são piores que qualquer enredo
Gosto de ver minha casa funcionando
E tu é o quê são?
Eu sou um clássico nativo não sou um pós-muderno
Não sou uma extensão da tua vontade
Não sou uma sombra em teu caminho
A mulher interessante tem que ter um espaço em que caiba uma mão.