Rasgos

Nada que uma panela cheia não resolva
Dedicar-lhe mais é melhor que dedicar-lhe menos
Não me viro não me mexo o que vier eu faço
Parece mas não sei se quero
O dia mal começou vamos ver como começa
Às vezes sim às vezes não talvez
Tal vez lembra coisas inesquecíveis
O dia em que atravessei o Rio na minha contrapedal
O tempo em que se dormia nos terraços
Aceita enquanto quente
Fazer o que sempre se faz
E há o terceiro olho
Atrás de um sorriso geralmente vem um troco
Quem quer um troco pra se fazer de toco
Eu só deixei ligado
A curva se for completa te deixa onde estavas
Ele sabe que você é minha?
E você sabe?
Quem mais quiser acertar vai ter que conformar-se ao errar
O que não é possível não se faz
Apenas um não aguenta mais de uma
Não me diga o que não quero ouvir
Quantas contas se deve pagar
Até quando se deve engolir
O trabalhador não vende sua força de trabalho ele é roubado
Tem as que dão mas empurram você pra trás
Traduzindo o Corcovado: coração aonde vou?
De delação em delação não se ganha eleição olha o município aí gente
E pra quem quiser há de ser como sou
Não sou assado não sou assim
Sou como sou indiferente ao que pensem ou queiram de mim
E quanto menos melhor
Não tenho mais tempo a não ser divagar devagar
Vem assim meu bem faz assim meu bem
As gerações tendem a se opor
Melhor do que estar a perigo
Não me criem problemas sem solução
Fiquei mais caprichoso não me enfio em qualquer buraco
Não se aborreçam comigo eu passo a vida estonteado
Não penso o que vejo o que vejo eu vejo.

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