Archive for agosto, 2015

Vagas

quarta-feira, agosto 26th, 2015

Chega de besteirol no país
A ditadura massacrou terrivelmente as lideranças históricas do país mais de 300
E em sua ausência os ovos da serpente geraram essa barbárie de oportunistas no Congresso
Consagrou-se de novo o capitalismo mundialmente
Não vão nos botar pra trás
Não retroceda-se
Ninguém se arrependa de nada
A marcha é para a frente
Não sei fazer só sei explicar
Não sei explicar só sei fazer
Arregaça e bota dentro
Arregaça e engole
O efeito 3D é insuportável
O que é o cinema? Complexo demais
O que é um filme? Simples demais
Neguinho inventa um brinquedinho e todo mundo tem que dançar bambolê caraoquê e 3D
A melhor gestão publica na história do país
Imagina nas Olimpíadas
E assim o estado acaba de acaparar-se por completo da atividade audiovisual
Devemos temer o pior porque o ruim é o que vivemos
Os pactos que no passado excluiram só os mais independentes
Agora vão nos excluir a todos nos achaques da burocracia
Depois da roda e da pólvora descobriram que o capitalismo é corrupto
Enquanto a burguesia descobria que a baderna política não é uma boa para os negócios
Cada um sua cruz
É mais fácil o camelo na agulha do que você me desquerer
Não sei o que acontece com você
Conosco deu um jeito agora ficou fácil
E tu vai dizer não pro que eu quiser?
Sou ruim de tempo como o presunto na pizza
Qualquer pivete dá de boa
És bailarina
Geralmente é submissão total
Posso até cuspir em você
Muito mais que o teu gozo vai me valer a gratidão eterna
Falando assim até parece que eu dou conta
Como é que eu posso imaginar você uma mulher sozinha
O miolo do mundo está em chamas
O 2º é só depois do 1º
Meça a lingua.

Orelha para Miguel

sexta-feira, agosto 14th, 2015

Do nordeste ao planalto central do país. Quantos fizeram esse caminho. Foi pra fazer cinema e de cara filmou a bárbara invasão da Universidade de Brasília a câmera na mão. Documento fremente daquele tempo carrasco.

No cinema o que fica fica guardado quase para sempre. Até hoje assistimos as primeiras cenas mais que centenárias nem todas as que restaram ficaram. E fica o registro do que vamos vivendo. E do cinema que fomos aprendendo a fazer.

Veio de Brasília lá e cá com o mestre Nelson Pereira dos Santos em Niterói na UFF-Universidade Federal Fluminense. E aqui fez seus filmes com os colegas, estudantes e amigos desde “Corpo de Delito” do Nuno Cesar de Abreu, e mais os seus até o nosso “doc.Santeiro”.

Em seu mestrado apresentou um belo trabalho sobre Mário Carneiro ambos fotógrafos. E agora nos dirá o que há com os documentários no país. Dura a caminhada mas hoje vê-se o cinema espalhado brotando em todo o país. Isto é vitória. Quem viu quem verá.

O que falta ainda estamos a trabalhar. Um primeiro passo mais um mais outro um primeiro filme mais um mais outro um primeiro livro mais um mais outro um primeiro tudo mais um mais outro.

Seu nome é Miguel Freire.

 

Sergio Santeiro

Cante Ana Terra

sexta-feira, agosto 14th, 2015

O que faz uma pessoa encaminhar-se ao caminho das artes

De repente aquele mister nos desperta sensações afinidades intenções

Pode ser como a vi fazer buscar a palavra na sonoridade parece que ela já está lá adormecida esperando pra ser revelada

E ela a palavra precisa caber sem esticar a nota e sem engolir a sílaba

Parece a palavra com uma dançarina

Quem lapida a pedra não precisa fazê-la

Trata-se de chilrear com ela

Convidá-la a dançar na melodia a que faz jus

E tem também  ritmo a pedra que se lapida não se pode quebrá-la é pra caber no tempo de seu cintilar

É o justo corte o justo talho no tempo 1, 2, 3

E tem que fazer sentido sensório mas significativo

Cada canção é exemplar

E nela se juntam as palavras as sensações as afinidades as intenções

Há algo que se precisa cantar para ao povo encantar

Não é pra ser servil não é pra bajular

Serve para refletir a vida como numa dança

Faz bem a quem faz faz bem a quem ouve

Dá-nos o consolo da semelhança

Faz-nos ver o compadre e a comadre identificarmo-nos quando a canção se ouve juntos

Juntos até sozinhos

Fazemos parte ao acompanhar letra e música

Cada um faz seu trabalho e como cada um não faz todos permite que cada um faça o seu

É um trabalho

O trabalho é inerente à condição humana

E ao trabalharmos ganhamos o direito ao respeito de todos

Todos os trabalhos se equivalem

Mas na desordem social em que vivemos não se respeita o trabalho

E uns mais que os outros não admitem tolerar a injustiça

Ninguém deve tolerar o desrespeito ao seu labor

A poeta além do poema reconhece-se na defesa do seu e do trabalho de todos

Sim o que fazemos individualmente representa o espírito de nosso tempo

E nosso tempo exige respeito

Ninguém pode ser dono do trabalho alheio

Defender o seu direito é defender o direito de todos

Exigir o respeito ao trabalho de cada um é exigir o respeito a todos

Isso traz problemas na verdade são soluções

Já no seu enunciado as soluções estão contidas

É como descobrir as palavras adormecidas na música

Ao tempo em que mais vai se apurando sua arte mais vai se apurando seu discurso

Que seja um bordão um estribilho a desordem não se admite que prevaleça

Bate-se tantas vezes quanto necessário para ajustar-se a palavra lapidar-se o sentido

Exigir-se o respeito ao nosso trabalho

E todos os trabalhos se equivalem

O cantor o menestrel a menestréia não se curvam à desordem

Ela canta na terra

 

Sergio Santeiro

Nadas

quarta-feira, agosto 12th, 2015

O sucesso comercial da música não empana o brilho do cinema autoral
Às veiz eu drumo
Não me leve a mal porque não sou o tal
Supôr
Filhotes de gorila aqui não é republica de bananas
Não gosto de ninguém grudado em mim
Os que não fazem querem mandar nos que fazem
Nada vale mais que ser presente
Ah se eu me amofinasse
Ninguém é melhor que ninguém
A esquerda desunida será sempre vencida
Quando muitos conversam a conversa é muita
Sou todo ouvidos para ouvir sim
Tens um jeito despachado de andar
Não adianta bater panela use a cabeça
Poemeto da hora:
Quem elegeu o jurista
Jurista é quem saca de juro
Só se for sem jaez
Perjuro
Esconjuro
Quem elegeu a panela
Contra o mal uso
Panela é pra botar comida nela
Bata com a cabeça
Jahé!
Genial: enquanto a direita espanca a sua o PT enche de comida a panela do povo brasileiro
Energizado sabes por que e por quem
Aquele velho adolescente em 3D
Onde não estou não sei de nada
Corpo dócil e espírito rebelde inspira algo
E malgrado o pouco espaço em nossas telas nossa arte é eterna
Em todo o canto vale o canto
Não é pra bater é pra botar
A gente morre mas fica vivo
O homem é o que goza em você
Eu vi os meus líderes nos 100 mil por que não estão no poder?
Não posso nem pensar
Também sou maluco e tô vivo

Baganas

quarta-feira, agosto 5th, 2015
Acho que devia-se começar a cumprir a lei do curta com os filmes do ano um vasto repertório da atualidade indicados pelo estado de origem
É muita areia o cego desconfia
Nem ela nem a vida são de se jogar fora
Enchi meu tempo
Não vale pregar no deserto
Desorientado
É tão grande a batalha que não se pode parar
A nossa geração a de 64 a 68 é insurgente
A moça não sabe dizer não
Por isso é que tá tudo tão bão
Nus quando ao mundo viemos nus quando ao mundo deixarmos
Primeiro tu faz a gata depois ela te faz
Entre o ser e o nada a vida rola
Primeiro ela faz na tua cara depois tu faz na cara dela
Só não dás o que não tens
Muita coisa me escapa
Só me preocupa o que ao meu alcance está
Não é que eu seja muito inteligente é que não sou muito burro
Nem sempre estou lá nem sempre estás cá
Não deixe pra ninguém o que tu mesmo podes fazer
Não acredito no que me dizem só acredito no que me fazem
Não é querer é poder
O poder da imagem é a imagem do poder
O primeiro passo é confiar no outro
Cada um tem seus jeitos e manias
Contrariar quem há de
Para um bom corte é preciso uma boa faca
A autodisciplina liberta
Pra ninguém eu digo amém
A política de cultura no país: dirigismo
A vida não cabe no verso
E nem ele nela
E eu não sei?
Há gosto
Se esquecer não vou lembrar
Nóis num perde o rumo
Nem o prumo
N
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O