Archive for setembro, 2015

Cascudos

quarta-feira, setembro 30th, 2015

Me faço de bobo pra você gostar
Engula o teu choro pra não chatear
Ninguém me esquece
Ninguém me merece
A conha tem poder
Liberta-me antes que seja tarde
Meio tempo é quando se pode esticar
O impensável
Esperança
Bati uma em tua homenagem
Salvo pelo gongo
Não sei lidar com o inesperado
Que a perda não seja maior que a conquista
Pacificado
Amante
Um dia sem precisar de um dia com
Contrariar as leis da natureza é o que não se recomenda
Não há muitas formas de fazer a coisa certa
A vida não é só amor
É uma paga merecida pelo tanto que te dei
Estou desinspirado
Toda a propriedade no Brasil é fruto do massacre e pilhagem contra os povos indígenas
Ó Supremo se eu fosse como tu perdia essa mania de protelar-se
O que falta de um lado sobra do outro
O que você faz quando um mendigo te pede o último cigarro
Também nem sei se vou chegar tão longe
Vai sim
Opinião opinativa é muito chato
Geralmente um filme consome 5 anos da vida do seu autor vocês não acham que ele está de sacanagem
A boa geléia real
Ela é domesticável
E boazinha
Com tudo que eu vivi só posso estar feliz
O poder não mora no Estado
Não é só o olhar de gênero mas o de classe
A linguagem e a estética de cada um emanam de sua condição social
Já superei a fase anal supere você também
Perder a direção
Agora contabilize-se a inclusão social desde antes e sempre
O frasear é lúdico.

Avanços

quarta-feira, setembro 23rd, 2015

Não pense o pior
Cada um tem o que merece
Militar é preciso
Não há como mudar o capitalismo por decreto
Troque o não pelo sim
A última vez que te vi sumiste na poeira
Não queira mandar na vida senão ela manda em você
Aprendemos por imitação
Se não confiarmos no voto vamos confiar em quê?
Todos temos um pouco
Pra   que descrer
Só o todo pode pensar-se
Por enquanto é só beirada
A vida é um tempestuoso oceano o que não impede que se o nade
Contra o inelutável não lute
A mais improvável das improbabilidades
Se é pra ser é pra ser se não é pra ser não é pra ser
O olhar de um homem sobre uma mulher gera incompreensão
Greve em serviço público é complicado
Os patrões somos nós toda a população
É preciso imaginar um protesto que não prejudique o público
Não adianta correr atrás de tabelas e números a economia não é uma ciência exata
Ela depende da vontade humana
Que depende de sua situação social
Com a irrupção dos malfeitos teve gente que escabriou-se
Pra mim você é nitinha
Bu
Enquanto não for para todos a universidade é um aparelho da dominação burguesa
A melhor forma de combater a burguesia é provocar a superprodução
Fiz o que não se deve fazer
Um pouquinho pode
Se encarecer é ganância de burguês
É irreal
Há os que vem antes e os que vem depois
A Terra é lava incandescente ou petrificada
Viver uma nova vida sem saber o que é
Deve ser difícil ficar sem
O teu jeito despachado de andar é promessa é perigo
Tem uma que não dá pra mim porque sou homem
A outra não tem paciência

Drinques

quarta-feira, setembro 16th, 2015

Não se impressionem recessão é golpe de burguês
Aproveitam para levantar os preços e achacar os
trabalhadores
As coisas têm preço o problema é quem as compra
A única solução é a máxima distribuição de renda
Textos são escritos para atores gritarem?
Os legisladores legislam da cabeça deles?
Confiai o Brasil é o único país auto-sustentável
do mundo
Nem 500 anos de predação conseguiram destruí-lo
O dólar e o pib que se danem o que precisa é uma decidida intervenção federal para acabar com as chacinas
Dizer quem é você é não saber quem sou
Um vice via pig urubuzar o mandato da cabeça de chapa em que foi eleito além de ameaça golpista é burrice de vampiro brasileiro
Não me escondo oblíquo-me
A ditadura foi na verdade um governo para-militar
Do alto comando do exército
Se tanto me deste sem eu ter feito o menor esforço por que agora será diferente?
Não mando em ninguém não quero ninguém mandando
em mim
Esse olhar de águas correntes
O gozo místico
O ardor do teu beijo me diz que não preciso
me preocupar
Confio no meu voto
Chegar em tal hora em tal dia em tal lugar nem sempre é possível
Mães de família dêem-se ao respeito
Ao Palácio do Planalto: Imediata defesa dos direitos
indígenas
Quase sempre é melhor esquecer
Nenhum papel vale mais que a vida
Palavras não resolvem mas ajudam
Às vezes hiberno às vezes ressurjo
Tanto querer não sabe esperar
Desdenho da sorte pra ver se acontece
Entre o ser e o nada a vida se vai
Quem vai responder o que vou perguntar
Quem vai perguntar o que vou responder

Máiscaras

quarta-feira, setembro 9th, 2015

Não sei se é assim mas nunca se viu uma intervenção tão direta da burguesia na política
O Supremo não libera mas eu já liberei há décadas
A quem o jurisconsulto consulta
Não basta liberar tem que organizar
Gosto de desbastar o trapézio com as minhas próprias unhas
Burguês que se preza não tira do molho as barbas
O problema é o capital extraído à força do trabalho
Quem lucra não pode querer parar o país
O capitalismo pode não ter alma mas tem espírito
Há muita maldade no mundo mas eu preciso ser feliz
Quero fazer com você mais do que eu já fiz
Algo em nós é computador
O computador é uma extensão do humano
Serve para acelerar a expressão e a comunicação
Jeitosa mas raivosa
Se eu me distrair ela me odeia
Abaixo da cintura e acima do joelho
É preciso atacar por todos os flancos
O cômico o ridículo o patético
A intensidade da vida merece um repouso
Não quero tudo agora
Por um comitê mundial permanente de solidariedade humana
Foca no município São Paulo vai viver o embate do progresso social contra a boçalidade televisiva
E no Rio será a boçalidade administrativa contra o progresso social
E na carona das Olimpíadas
Cuspo em tudo e todas
Você quer mais eu quero menos
Olhar com bons olhos
Eu dou você à toa e nem sei a volta
Só sai
Falar bobagem abate o peso da vida
É gostoso educar as crianças para a vida em sociedade
Vou entrar sim?
Vou sair sim?
Abre mas não fala só engole
Onde perco onde ganho
Eu nunca sei o que fazer
Ela não dá a mínima pra mim
Nem eu

Discursos

quarta-feira, setembro 2nd, 2015

Ainda é presente
Dá-me uma propina
É só assoviar
Ruas o que são ruas pessoas e animais ao léu?
As ruas são caminhos não abrigos
E faz frio e chove
Deus me livre
E tem me livrado
Às vezes na minha esquizoidia deixo que se aproximem
Mas sabemos que sem resolver a interna não há como resolver a externa
Nossos índios nossos silvícolas mais pro interior moravam assim no mato
Até dom Manuel inventar o descobrimento
Parece mais uma ditadura colegiada
A frase chega sem esperar porquê
Espero uma surpresa agradável
Não fique muito tonta já é tarde
Pra chegar ao socialismo tem que esgotar o capitalismo
Não ser reverente
Não alagar o molhado
Os federais vão acabar descobrindo que todas as transações são ilegais
Não é o nosso vergonha é o salário mínimo
Não liga não
Não precisa ministério basta uma carteira de cultura na Caixa
Caem-se os dentes ficam as gengivas
Cachimbo a boca entorta
Com o povo pelo povo e para o povo
O que é o Brasil em plena lava-jato um pregoeiro atravessa Copacabana em cantoria para vender vassouras é melhor que panelas
Ao menos aprendi que tem cobrança amigável e cobrança não amigável
Todos somos engajados políticos nem todos politicamente engajados
Nem sempre eu consigo sangue
É errado dizer minha mulher não a compramos mas a gente diz
Essa grita muito
Empresas não são autores pessoas são
Cargos eleitos não são plebiscitários têm mandato popular
Tudo que se demanda depende do Congresso ao Executivo só compete executar
A desburocracia que tanto me orgulho de ter exercido na minha gestão é terrivelmente traiçoeira
Saudade do teu corpo mas não de tuas brigas
Vivemos numa espiral do tempo
Não faço canções de amor não faço canções
Fico me puxando pra ver por onde sigo.