Discursos

Ainda é presente
Dá-me uma propina
É só assoviar
Ruas o que são ruas pessoas e animais ao léu?
As ruas são caminhos não abrigos
E faz frio e chove
Deus me livre
E tem me livrado
Às vezes na minha esquizoidia deixo que se aproximem
Mas sabemos que sem resolver a interna não há como resolver a externa
Nossos índios nossos silvícolas mais pro interior moravam assim no mato
Até dom Manuel inventar o descobrimento
Parece mais uma ditadura colegiada
A frase chega sem esperar porquê
Espero uma surpresa agradável
Não fique muito tonta já é tarde
Pra chegar ao socialismo tem que esgotar o capitalismo
Não ser reverente
Não alagar o molhado
Os federais vão acabar descobrindo que todas as transações são ilegais
Não é o nosso vergonha é o salário mínimo
Não liga não
Não precisa ministério basta uma carteira de cultura na Caixa
Caem-se os dentes ficam as gengivas
Cachimbo a boca entorta
Com o povo pelo povo e para o povo
O que é o Brasil em plena lava-jato um pregoeiro atravessa Copacabana em cantoria para vender vassouras é melhor que panelas
Ao menos aprendi que tem cobrança amigável e cobrança não amigável
Todos somos engajados políticos nem todos politicamente engajados
Nem sempre eu consigo sangue
É errado dizer minha mulher não a compramos mas a gente diz
Essa grita muito
Empresas não são autores pessoas são
Cargos eleitos não são plebiscitários têm mandato popular
Tudo que se demanda depende do Congresso ao Executivo só compete executar
A desburocracia que tanto me orgulho de ter exercido na minha gestão é terrivelmente traiçoeira
Saudade do teu corpo mas não de tuas brigas
Vivemos numa espiral do tempo
Não faço canções de amor não faço canções
Fico me puxando pra ver por onde sigo.

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