Máiscaras

Não sei se é assim mas nunca se viu uma intervenção tão direta da burguesia na política
O Supremo não libera mas eu já liberei há décadas
A quem o jurisconsulto consulta
Não basta liberar tem que organizar
Gosto de desbastar o trapézio com as minhas próprias unhas
Burguês que se preza não tira do molho as barbas
O problema é o capital extraído à força do trabalho
Quem lucra não pode querer parar o país
O capitalismo pode não ter alma mas tem espírito
Há muita maldade no mundo mas eu preciso ser feliz
Quero fazer com você mais do que eu já fiz
Algo em nós é computador
O computador é uma extensão do humano
Serve para acelerar a expressão e a comunicação
Jeitosa mas raivosa
Se eu me distrair ela me odeia
Abaixo da cintura e acima do joelho
É preciso atacar por todos os flancos
O cômico o ridículo o patético
A intensidade da vida merece um repouso
Não quero tudo agora
Por um comitê mundial permanente de solidariedade humana
Foca no município São Paulo vai viver o embate do progresso social contra a boçalidade televisiva
E no Rio será a boçalidade administrativa contra o progresso social
E na carona das Olimpíadas
Cuspo em tudo e todas
Você quer mais eu quero menos
Olhar com bons olhos
Eu dou você à toa e nem sei a volta
Só sai
Falar bobagem abate o peso da vida
É gostoso educar as crianças para a vida em sociedade
Vou entrar sim?
Vou sair sim?
Abre mas não fala só engole
Onde perco onde ganho
Eu nunca sei o que fazer
Ela não dá a mínima pra mim
Nem eu

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