Buracos

Os buracos se comunicam
Era mais fácil taxar as fortunas
Hipocrisia pequeno burguesa não pode propina nem combinar licitação
O que não pode é a apropriação privada dos meios de produção
Mais de milhão recolhe os milhões
Não peça mais do que lhe posso dar
Já apertei só me falta acender agora
Toma banho rápido e mija no final
Alguém duvida?
Vem aí as eleições municipais em 16 é hora de resolver
Não se pára um país!
Quem é o juiz que vai autorizar a polícia espancar as crianças
Intervém Supremo
Eles tão de olho é no pré-sal da gente
Eles levam o minério e nós a lama
Você sabe como é a vida você sabe como a vida é
Tesão não é assédio
Elas reclamam sempre a mesma coisa será que elas têm razão?
É preciso que chamemos cada um de nossos semelhantes irmão
Não é pra cada um levar vantagem
É pra levar pra todos
Não entendo como os mais afortunados se metem em tão vís tramóias
Nada lhes basta?
Quem é do Brasil o queijo suiço ou o de Minas?
Quem manda no circo não é o palhaço
Essas coisas eu não faço em casa
Diz com o povo impitimeuzôvo
Haja amor
O problema do Brasil é que tem muito sabichão
E o que faz o burro: zurra
Poderia sim ou poderia não
A menina passando do banho
O seu pedido foi recebido com sucesso … entretanto
Em visita ao quilombo America como parte da itinerância do  FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté  no encontro na escola ficamos sabendo do abandono do poder público a nossos irmãos e irmãs.
Mas tem flores também como na tarde a roda de carimbò na barraca da Bacana a melhor comida de Bragança
E a lindinha quilombola Michele que nos seus quatro meses de idade acompanhava com os olhos por mais de uma hora quem estivesse falando era a pessoa mais atenta da reunião
Quando voltar quero ficar de novo no Solar do Caeté na beira do rio
Racismo não existe porque não existe raça o que existe é opressão aos pobres
Mais luz! Lindo o Goethe de folhas que ganhei
Ser-se.

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