Archive for janeiro, 2016

Tempos

terça-feira, janeiro 26th, 2016

Velho só serve pra isso aí vem a garotada e atropela
Quem està aqui me seduzindo é você nenhuma outra
Não seja assim porque não é assim
Isso é bode de paulista que tem que ir pro Matadouro
Quem não gostar coma menos
Se não estatizar tudo essa lumpemburguesia vai acabar com o paìs
Não se confunda o coração com a circunstancia
Uma alimentação organica e adequada vale mais que qualquer penca de filmes
Não me queira mal bebi teus dez real
De como esquentar a ralação
Queria que irias
Senão fostes é porque querias
Abacaxi e me dà o caju
Se eu dou a faca não se pode usà-la contra mim
Abdico sò não quero que me destruam
Nada é suficiente
È preciso quebrar a espinha
A casa não pode cair
Se comer é porque não é minha
Alô torcida do poder vê se me erra
Festa na floresta chamaram as raposas pra cuidar dos pintainhos
Festa no oceano chamaram os tubarões pra cuidar dos bagrinhos
Então vou botar minha cenoura no teu peixe
O que não pode ser não serà
Em troca ceda-me teus favores
Aqui ninguém precisa de tòrridas aventuras
Miscelânea não ganha concurso
Chega primeiro quem se preocupa com isso
Logo mais a nuvem muda o céu
Se não torcer demora enxugar
Diferentes quereres prejudicam a solução
Enganei-me era outra a porta
Sou muito assediado meus credores não dão-me paz
E também as credoras
Goma que mela é bom
A goma melada também
Tu mela na minha goma?
Tu trampa no meu trampo?
A armadilha não se deve testar
E muito menos entestar

Trapos

terça-feira, janeiro 19th, 2016

O problema do Brasil é que todos os seus governos em todos os tempos sempre foram apenas negocistas
Não é a inflação que gera a alta de preços
A alta de preços é que gera a inflação
E quem comanda a alta é a burguesia e seus governos
È uma forma extra de agravar a mais valia
Devia ser proibido
Uma basta e jà tenho
Aquela carne moìda lembrou-me você
Como um pianista nas teclas do destino
A vida dà suas voltas e eu também
Se tanta vêz atravessei não hà de ser agora que não và
Vou entrar no que em você me lembra a cozinha
O mato aqui de casa tà bonito
No mar não tem piranha mas na areia tem
Vou é comer ostras
Somos encantados pela dedicação extrema e exclusiva do outro?
Juntando moedas jogo na sorte
Ganhar que é bom nem pensar
Então por que joga?
Algum dia quem sabe a sorte bate à minha porta
E se eu tiver saìdo para dar uma volta
Quem sabe ela jà bateu e ninguém atendeu
Quem sabe?
Algum dia quem sabe ela bate e eu atendo
E se eu estiver dormindo
Ando no meu territòrio de madrugada despreocupado
Mas com algum trocado no bolso e as chaves de casa
Que eu não sou nenhum maluco
Pelas ruas nas calçadas gentes espalhadas pelo chão
E a isto chamam democracia
E a isto chamam poder
Ninguém deve dormir nas ruas
Não hà uma porra de estado que garanta isso?
Pelo que ouvi falar devo estar no zênite de potência
Se não quiser que eu và o que tu vai me dar em troca
Curte a tua vida aproveita a paisagem
Pàra de bobagem agasalha um croquete
Tenho tantos motivos para ser feliz
Quem vai me atrapalhar
Começa de hoje
Para um dia acabar

Cânones

terça-feira, janeiro 19th, 2016

Quem vai sacudir na vara?
Por que por que?
Irresponsàvelmente confesso
As estrelas da cultura brasileira devem promover a descolonização do paìs é o que a ele devem
Por que nos vão roubar o minério e nos empurrar na lama?
Ninguém està obrigado a ser mais do que é
Bastante cigarro bastante cachaça bastante maconha tà bom
As que sabem das coisas fazem com que esfregue dentro embaixo na parede do clitòris
Aquilo tudo é imantado
Molho tudo que tem vida
Queria curtir teus detalhes
Eu quero é enfiar a mão nocê
Nunca me fale de outra mulher
Eu jà esqueci
Você dà pra mim na cozinha?
Me sinto no maior poder uma fatia de pão e uma banana
Enquanto tiver comida de casa não vou precisar de comida da rua
Tem que ganhar as mulha
Um ventinho a brisa sopra
Dou-te casa comida e roupa lavada pra desabrochares pra mim
Mas não queira mandar em mim mando eu
Não me atormente
Não discuto com quem me recebe e trata bem
Ritos de passagem existem para disfarçar idades
E hà os que querem ser pautados por despautérios
Primeiro você dà depois você reclama
O mar é um sò
Agradam-me singelezas
Se for esperto quem vem depois faz mais do que quem veio antes
O problema é acreditar no capitalismo
Não preciso de nada a tudo meus deuses provêem
Fica o cão e vem a cadela
Diferentes são da vida as naturezas
Quero comer a mina
Todo mundo tem direito a tudo que é de direito
Faz-me rir essas ondas romanticas mas que rende um troco rende
Sò me interesso pelo que me interessa
A bruxa que era boa ficou melhor ainda
Se tu quer de repente eu vou parar na tua
Que o tempo não tenha pressa

Augurios

quarta-feira, janeiro 6th, 2016

Lembrei de você
E bebi a cerveja que voce deixou
No Brasil a cultura brota que nem maconha
A lua linda
Penso em voce como a lua chego pra voce como o sol
Voce vem aproveitar a minha companhia
Ando na minha casa como se fosse um reino
A minha vida é uma vitòria quando acordo de manhã
O cavalo acavala na cavala
Nunca foi melhor
Não é nada sèrio eu gosto de um sarro
Ela protesta até contra os meus pensamentos
Eu não preciso comer todas as mulheres do mundo meia dùzia chega
Cozinha cachaça maconha a rede um lombo e eu fico feliz
Lua cheia no céu até as 4 da manhã é natal
Todo titulo de propriedade no Brasil é falso
Repito o meu bordão: nunca esteve melhor
Por que ufanar-se das invasões contra nòs
Agora vou me dar tudo que fiz por merecer
Um franguinho com batata doce farinha de milho arroz integral e alface roxa
Deus hà de perdoar-me
Se me pedirem de joelhos posso até considerar
Acabei com a farinha de milho
E agora entra em cena a poderosa farinha de Bragança que no dizer de là é a melhor do mundo
Não gosto de muita coisa
Uma de cada me basta
Uma bagaceira pra rebater
Um baseado pra digerir
Uma soneca pra alongar
Sò me està faltando o lombo
Que hà de vir
Ainda vão acabar com a minha veneranda imagem publica
Como pode uma concessão publica a titulo precàrio sonegar impostos
Executa
Sabão de coco em pasta rende mais desengordura serà?
Tudo que é de coco é bom
Não me arranjem nada pra fazer
Eu mesmo me ocupo disso
E duas bananas de sobremesa
Melhor impossìvel.