Matos

A cada um sua sina
A lua traz o frio
A gata suspira
Não se deixe tomar por aquilo
Quando a noite chegar  não lhe dê mais ouvido
Antecipar não é bom
Não deve a  crença rejeitar o fato
O que me dizem não supera o que penso
Não devo ser menos do que posso
Ou mais do que devo
Se não fôr agora serà jamais
Quero ver quem vai sambar
Morrer é natural melhor que seja dormindo
Nem a mais nem a menos
Olha a rã
Boto tudo naquilo
Falta-nos a liderança que lidere a revolução popular socialista
O mundo inteiro denuncia o golpe imperialista no Brasil agora nas mãos do Senado e do Supremo e o que serà?
A essa altura sò acredito no estado de sìtio destituindo o Congresso e o Supremo
Se alegam que o golpe é constitucional o estado de sìtio também é
O mais incrìvel é que ao fim o voto de um sò senador possa cassar o de 54 milhões  de eleitores
E se fôr assim que então se faça um plebiscito para que a maioria do paìs confirme
Como se viu não é possìvel levar a  sério a farra da Câmara
O problema é que o golpe imperialista como em 64 faz ressurgir o fascismo inerente à crise do capitalismo
O que seria um governo do povo para o povo?
Não hà povo hà povos
Pelo menos 3 negro, ìndio, branco e os mestiços em cada qual
Como o estado nacional permite milìcias a mando de fazendeiros massacrando camponeses e indìgenas
Dispersos perderemos
Como se vê não é possìvel levar a sério a farra do Senado
Pode ser que não haja outro jeito
Pode ser que estejamos condenados a repetir sempre o mesmo drama
Nunca atravessaremos a grande àgua
Patinando patinando sempre às beiradas
Hà quem reaja
Hà quem combata
Em mim uma tristeza profunda
Quando o absurdo da Història achata a humanidade
A menos que
Rebrilhe o sol da liberdade

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