Pontos

Os bem falantes escondem os mal falares
Quando esqueço a curva dou de cara com a parede
Sei que não é só mas é também
Não serei forçado a pensar o que não penso
Não tenho tempo para acertar meus erros
É um atrás do outro
Prossigamos
Quando encontrar a trilha eu conto pra vocês
O erro só não pode ser maior que a dúvida
Agora só falta saber se errei a porta
Quando o dia acabar vou lembrar de você
Acorde-me ou deixa-me dormir
Digo pra mim o que não digo pra ninguém
Em tudo sou mediano
Até nas crenças
O que mais vale é o testemunho
Faz sentido alguém expor seus pensamentos?
Nós cada um igual a bilhões de outros só que diferentes cada um de nós
Indivíduos
Certamente com iguais direitos e deveres
Cada um com seu papel na deplorável ordem mundial
E nacional estadual municipal
Um indivíduo quanto vale? Quanto pode? Quanto faz?
A alguém ou tantos alguens cabe anotar o que observa
No campo científico no campo político no campo cultural no campo existencial
E no emaranhado do que esses tantos alguens observam o tempo avança
Morre-se à toa enquanto a nave espacial rasga o universo
Não se consegue viver em paz aqui embaixo e já vão bagunçar tudo lá em cima
Enquanto não se resolver os problemas no planeta é melhor parar com essa exibição calhorda
É preciso frear o carro da tal civilização
Ou é pra todos ou é pra ninguém
Em algum momento é preciso quebrar a história para que não se repita
Ainda é possível atender às necessidades de todos os humanos
Apesar da destruição que a civilização promove
Ainda resta-nos suficientes recursos para todos
Antes que algum boçal aumente a guerra
E a guerra é contra os humanos e contra os ambientes
Todas as guerras
Fôssemos iguais em direitos e deveres
Quão feliz seria a humanidade

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