Mamões

Não somos formigas que atravessam a água pisando nos cadáveres que nos precedem
Poderia dizer que sim poderia dizer que não
A ilegitimidade é como os parasitas na árvore
Todo trabalhador é o único dono de seu trabalho
E em qualquer sociedade tem que negociar o seu valor
É injusto que algum trabalho valha mais que outro
O timoneiro se assusta com o jeito da maré mas tem que suplantá-la
Não sei se a carestia é inflação ou mera pilantragem burguesa
Medo que as patrulhas militares olímpicas se tornem milícias fascistas
Pedala senado!
Aprecio o bom gosto
Recuso-me a ser bucha de canhão
Nada me fará dar a cara a tapa
Esta coisa estava para votar no senado e ninguém viu?
O estado devia promover uma forma de flexibilizar as dívidas dos cidadãos
A cada centavo gasto com políticos um centavo para o fundo de quitação público
Devia ser obrigatória a declaração de propina à receita
Afinal é um ganho de capital
Eleições só com Dilma
A PM age sob as ordens do governador de estado
Que é civil e eleito portanto enquadrável democraticamente
A ele deveria-se dirigir os protestos e responsabilidade pela violência de seus subordinados
Não adianta ir pra rua se a liderança não faz política
Aceito o que me dás
A droga nos excita
A vida nos provoca
A questão do estado
O estado é um pacto entre elites para manter a dominação de classe
Apoderar-se do estado no voto
Porque na marra morre muita gente
É preciso criar uma situação em que ninguém se fira
Não se deu muita atenção implantaram a inquisição
Não fosse minha terra este país é tristemente pândego
O que fazer quando a laranja cai no esterco?
A grama do vizinho não fui eu que plantei
Por que comemorar-se o 7 de setembro?
A vida continua um insondável mistério
De onde veio para onde vai
Saber quem há de?
E sem saber delira-se

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