Cúmulos

Só um idiota não enxerga como as mídias idiotizam o público
A derrota nas urnas aprofunda o golpe
Com o ilegítimo nenhuma legitimidade é possível
O bom vai ter que ser melhor
A eleição é momentânea já o mandato
É um erro federalizar a eleição no Rio
A majoritária votação na direita que é reflexo do golpe assusta qualquer previsão
A eleição é um instantâneo que dura quatro anos
Batalha perdida não é guerra perdida
E isto no Rio é um choque titânico
De um lado a pregação monocrática com acessos de violência acusatória
De outro a emergência da diversidade, da juventude, da justiça e da paz social
Mas desde o nefando “domínio do fato” ao golpe o país permite-se uma devastação inédita
O Rio é o pandeiro do Brasil
A direita eleita no poder vai ser osso
Nenhum deus tal há de permitir
Evangélicos não são satânicos só os seus condutores
O capitalismo se é tão bom que seja para todos
Cada pessoa vê o mundo do seu jeito
O que não é problema desde que não queira impô-lo aos outros
A frente de direita avança alvissareira enquanto a de esquerda xinga o eleitorado
A guerra no Rio e em toda parte é dos ricos contra os pobres
Nem côr nem gênero nem credo a guerra é de classe
A vida invade a arte invade a vida
Levantar os fundos com os fundilhos?
Pior que os militares são os para-militares
Neguinho é tão burro que acredita na propaganda que paga
A vida é o que fazemos pra vivê-la
Sempre na política o confronto é entre ricos e pobres
Nem discutiria méritos pessoais mas digamos como é moda modelos de gestão
Aos ricos o neoliberal e seu “estado mínimo” abrindo-se à deslavada privataria que assola o país ilegítimamente destruindo o patrimônio público
Aos pobres a necessidade do estado participativo suficiente para garantir o acesso de todos aos bens do progresso
Mas a desilusão com a política afasta os eleitores das urnas
E é essa gente que não foi votar que vai decidir quem nos vai governar a cidade
O duelo de titãs em que o país está perdendo tem seu desfecho no Rio
O Rio não pode sucumbir
Geralmente o final é triste só não queria que seja o pior
No capitalismo quem se favorece é sempre a burguesia
Não preciso ser preciso
E segue a farra do bode velho

Comments are closed.