Propinas

Dízimo é propina
Propina é dízimo
Dize-mo com que mandas e dizer-te-ei quem eras
Eles andam juntos
E repentinamente emerge o bode velho
Andava escondido andava cabisbaixo
A cabrinha reclamava
Onde já se viu bode sem bode
Pedala bode pedala
A cabrinha cabriola
Nunca se viu tanto afinco
Diz-me por que tanto louvas o golpe a traição
Dar um golpe de mão
Um torneio de dedos
Bode velho sacumé
Todo mundo sabe
Só ele é que não
O cara se acha
E nem é tão esperto
Sujou na largada
Era só esperar
Devem tê-lo empurrado
Vai lá ser canalha mais uma vez
Nem todo bode velho é assim eu não sou
Mas esse é dos dedos que mexem pra lá e pra cá
Dedurando não se chega tão longe
O mané devia saber
Ou será que é sua sina
A sua e a da cabrinha
A lambança do bode há de entrar para a história
Não é a história um cordão de vitórias
Ela é coisa trôpega
Ela tropeça
E a cada tropeço se arrasta e arrasta consigo quem ficar distraído
Ou quem peitá-la
Deixem-na passar
Ela é coisa gigante não se importa com as gentes
Ela é determinada e determinante
Já passeamos no cosmos
Só nos falta a justiça na terra

Comments are closed.