Archive for dezembro, 2016

Sonhos

terça-feira, dezembro 27th, 2016

Graças às graças que me agraciaram
Sempre paguei pra ver
E arruinei-me mais de uma vez
Mas tem a volta de quem mandou dar
No que gira a roda
Nova chance se faz
Sem errar não é possível
Cada um tem seus motivos
E ninguém tem razão
Não sento na mesa com essa canalha
Ando bêbo e não caio
Entre a cabeça e a pena vão-se os pensamentos
A vida é gestada em sua própria terra
Cada terra uma vida
Cuidado com os saqueadores
Tem de montão
Se a tua vida tá uma zona não zoneia a do próximo
O gato se mete na gata
Ela num recrama
As relações ficam alteradas quando alguem decide o que é bom pros outros
Cineastas também exercitam suas tintas suas telas seus pincéis
A carga não é do burro é de quem nele a põe
Nada nasce pronto
Mas morre acabado
Fim do mundo são os manés que usurpam o país
Juntando quadrilhas de todas as latitudes
Ninguém e claro nem eu podia imaginar tamanha constelação de conluios
A repetir o drama de 64
E espero que não 68
Como ameaçam
Enorme é a distancia entre a mentalidade de um trabalhador e a de um intelectual
Enorme é a distancia entre os mais novos e os mais velhos
Enorme é a distancia entre os cantos do país
Mas podemos somar-nos
Ao invés de sucumbir
Virtudes não nascem de defeitos
Quando pensar no veneno pense no antídoto
Não se deixe enganar mais vale o que mais vale
Água e areia escorrem entre os dedos
Dedos tateiam na escuridão até que chega o trem

Quases

segunda-feira, dezembro 19th, 2016

A Republica rebola
Criada pelo golpe militar contra a monarquia
Desde a primeira invasão portuguesa em 500 que massacrou os naturais da terra
Palavrão pode só não pode palavrinhas
Quem vai querer um bosta que nem tu
O cara me afronta na porta da minha casa
Faço o que com ele?
Pago 50 real pro matador sumir com ele
A vida nada vale pra quem não merece
E depois veio a segunda invasão quando o reino mudou-se para o Rio
E aumentou a desgraceira
Depois de enforcar e esquartejar o Tiradentes
O rei de Portugal Pedro IV proclama a independência do Brasil
Não me diga com quem andas
Diga-me quem és
Os meus amigos suicidas se soubessem o prestigio que alcançaram talvez não se tivessem matado
Eu diria os meus hábitos
Eu diria os meus vicios
É dificil enfrentar-se a criminalidade da policia, do tráfico e da milicia
Toda barganha tem seu preço
Emito pensamentos e chupo a manga
Não é possível que não se tenha como acabar com essa ditadura civil
Acabando ou não acabando tudo acaba
Que importa a treta ou a mutreta
Deixa o barco andar
Sois socialista?
Ainda não é hora
Basta ser neo-capitalista
Não nos unimos
As palavras fogem
Nem adesivo nem aderente nem crente
Huuum!
As estribeiras ou as algibeiras
Nada é mais atual que O Grande Ditador de Chaplin (1940) na homenagem a Paulo Emilio: 2 libertários
Não basta fazer comédia tem que socorrer a tragédia
Se menos falasse menos ouviria
Todo mundo ao nascer tem direito em seu torrão natal aos mesmos 7 palmos em que será enterrado quando morrer
Enfrentar moinhos outros virão
O folgado fica cada vez mais folgado
Não a todos

Razões

quarta-feira, dezembro 14th, 2016

Não tenha medo de ter medo
Algo extraordinário aconteceu a pirâmide desmoronou
Não adianta botar o cara no trono
Ele só se lembra de sua infancia
A burrice não tem limite
O falso impera
A sofisticação ficou sofisticada
O estado não pode guerrear
Quem guerreia são os homens
Uai fai!
Uai fio!
Mequetrefe não mequetrefa sózinho
Precisa de um bando de mequetrefinhos
Quanto mais piora
Revoga tudo
Começa a chuva
Diz que vai ser muita
Como tantos já perdi muitos é-de-tais
Quem sabe agora vai
Todos temos que ser responsáveis
O impossível não é possível
Salve grande poeta que se vai
Não vocifere procure entender
Se muito eu sou é da 3a. divisão
Se o humano já foi bactéria e depois foi peixe e depois foi macaco e depois?
Revolucionemos
Nem pensemos na mais geral
Pensemos cada um em si e a soma se dará por consequência
Não se precisa não se deve não se pode pegar em armas
Precisa-se de desarmas
Não se pode ao outro ferir
E a si mesmo não se é tão burro
Espero
Quem ronca não ouve
Se não está bom imagina quando piorar
As pessoas que à noite dormem na rua e de dia tem que circular
E há quem berre aos céus por liberdade
Enquanto a vida passa batendo nas tabelas
Querias mais?
Querias menos?

Caras

segunda-feira, dezembro 5th, 2016

As pessoas atraem-se na relação direta ou indireta de suas virtudes
Foi um guerreiro que venceu na guerra e venceu na paz
Quem confia será confiado?
Impossível driblar o ocorrido
Perguntei o que fazer
Fazer fazer fazer só o eco respondeu
Você diz que sou eu
Eu digo que é você
Quem não sabe não sabe
O depois não vem antes
Trôpego mas não cai
Fico bêbado só de olhar
Bom ou mau o momento passa
A memória falha
E atrapalha
A esquina esconde
A curva esconde
A árvore esconde
A reta revela
A luz ilumina
O sonho delira
Sem parar cansa
Se não desviar atropela
A desatenção é um risco
Sorrir é melhor que rir
Andar é melhor que correr
Arriscar é melhor que pensar
Esquecer é melhor que penar
Afagar é melhor que afogar
Ouvir sem querer
Passear na chuva
Andar a êsmo
O errado acha que está certo
Curtir é melhor que catar
Fui na feira comprar peixe
Voltei cheio de iguarias
Fogo não é brasa
Brasa não é fogo
A água mata a sede
E apaga o fogo