Cruzes

A meu ver a assinatura do cara se compõe de três torres no início no meio e no fim com rolos de arame aos pés
O Brasil é um espanto a pequena burguesia janota destrói a elite empresarial capitalista
Não que eu seja contra mas é problema
Neros
O que faz um homem acuado
Contenta-te com menos
Riqueza Fama Poder
E ficamos cada um à sua os militantes a disputar-nos enquanto o país afunda
Cuidado com a limpeza de arquivo
Denuncia que te absolverei
Nenhuma caça às bruxas resolve
De vez em quando alguém aparece
De vez em quando desaparece alguém
Nem tudo é perfeito e o que não é é por fazer
A questão não é disputar a câmara é anular o golpe
O Brasil é o avesso aqui os ilegais perseguem os legais
Desde a 470
Até quando durará essa farra imperialista?
A minha vergonha é que é um pedaço da minha geração no poder
O mordomo prende o marqueteiro
A vampira sagra a operação
Déspotas abismam o país
E não há o que os impeça?
Há muito alguns meses a ilegalidade impera
Três poderes atolados na barbárie
Despejam desmandos a favor do inimigo
Quem é o inimigo?
Não sabeis?
É quem lucra nas costas do povo
É quem lucra
Não sabeis que o lucro é iníquo
Extorquido ao trabalho
E jactam-se em divulgar que dez nababos em todo o mundo concentram o que a todos falta
Espalha-se morte e miséria mundo afora
E não basta
E não param
Ainda assim os povos sobrevivem
É tão pouco o que precisam
Às vêzes perde-se
A falta que faz

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