Segundos

Você quer que eu corra
Você quer que eu morra
Eu não corro não
Eu não morro não
Coisa estranha vida estranha
Meus coevos no poder
Não éramos assim
Ou éramos?
Que me lembre éramos todos na pindura
Rachando pratos populares no boteco
Sempre tinha uns mais safos
Sempre tinha uns abonados
Mas não eram e nem eu bêstas
Palavrinha ou palavrão a palavra tem condão
Se me esqueço é que não mereço
Pulando que nem pipoca às vêzes é só caroço
Nem sempre é bom ocupar a vaga
Nem sempre fui mas ainda vou
Juntar os quês às veiz atrapáia
Questões complexas não se resolvem com botinadas
Já que não prendem os bandidões podiam soltar os bandidinhos
Há os bons cacos e há os maus cacos
Sortilégios nem sempre são sorte
Hoje tem sol e lua ao mesmo tempo no céu
E ainda há quem diga que a vítima é que deu mole
A vida é a prova dos nove
Mais vale quem mais vive
Nao há resposta sem pergunta
A perder de vista
Anula tudo!
Não dê conversa pra quem não dá ouvidos
Não dê ouvidos pra quem não dá conversa
O limite do sono é a vigília
O limite do sonho é o trabalho
O limite da faina é o cansaço
O limite da escrita é o papel
O limite do outro é o querer
O limite da vida é o nada
O limite de mim sou eu
O limite é onde tudo acaba

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