Alegria

Um filme é bom quanto mais ele nos aproxima do que fala
No “Trem da Alegria – Arte Futebol e Ofício” de Francis Vale (2017) o que expõe é uma roda de conversa
e sendo em futebol uma linha de passe
descontraído, leve, contação de causos em torno do encontro que se deu entre duas grandes paixões dos brasileiros: o futebol e a música
Nada de muito programado e previsto no que nos contam os craques. Acontecências.
E estava desde o início lembrando como no filme o “Passe Livre” de Oswaldo Caldeira (1974) pois é o mesmo Afonso daquela época o “Prezado amigo Afonsinho” do Gilberto Gil que em seguida ao deixar o palco do gramado veio vindo trazendo o trem com seus parceiros entre outros da bola Nei Conceição e Paquetá e do samba o da Viola Paulinho, Moraes Moreira, Fagner e Abel Silva
Um trem que atravessa o país e até os mares e até Angola
Desde o início lembrei-me já que o meu gramado é o cinema
como não podia deixar de ser o “Garrincha Alegria do Povo” de Joaquim Pedro de Andrade
um dos cantos inaugurais do cinema novo brasileiro nos anos 60
E porque esteve como diz o filme também ele Garrincha o futebol alegria e também Nilton Santos a jogar no trem
E a lição é a insurgência ninguém tem que tolerar abusos contra si
Mas não vou contar o filme vejam vocês mesmos
E pra ver como assunto é bom também temos o “Barba Cabelo e Bigode” do Lucio Branco
Naqueles anos de chumbo ou nestes anos de alfafa a alegria é a prova dos nove

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