Archive for maio, 2017

Noites

segunda-feira, maio 29th, 2017

É a última que esvai-se
Quero viver até morrer
Só a revolução socialista salva o Brasil
Mas quem vai levar o povo ao poder?
Antes disso é preciso confiscar a mídia golpista antes que ela lave a sonegação com o magrinho mexicano que já é dono de metade da comunicação brasileira
O preço da carne disparou deve ser porque a lava jato chegou
Nunca se viu tanto procurador
Acham até o que sempre existiu
Esses moleques estão destruindo a economia brasileira
Que é capitalista igual a eles
É a maldita pequena burguesia
A base de apoio do fascismo
Quem viveu o golpe de 64 não suporta viver o golpe de agora
Em 64 os burgueses civis chamaram os militares pro golpe
Em 16 estão dando o golpe sozinhos
Vende cerveja e cospe no prato
Espremido entre viver a vida ou escrevendo-a acabo felizmente mais vivendo que a escrevê-la
Se não fôr o velho periga dar ruim
Não sei se Brasil é uma boa melhor seria Brasís
Quem explora o trabalho merece desterro
Revelado o complô golpista do imperialismo que retém manipula e vaza informações para destruir a economia do país
Entrementes a mídia golpista rebola pra não cair do salto
Pito de pengo é demais anula a pena do Penna
Quem vazou o que pra quem?
Indiretas quem vota é este congresso diretas é Lula lá
A polícia é caso de polícia
Por que uma minoria perversa consegue mandar nos demais?
Qual é o barato de trabalhar para um patrão?
Por que temos que aturar os déspotas?
Ciscando daqui e dali alguns se impõem sobre os outros
É da natureza humana? Não, não é
É uma perversão
Em alguma curva da história o mal subjuga o bem
O bem é o bem comum
O mal é o poder de alguns sobre os demais
Nem sempre foi assim
Não era assim no que chamamos de sociedades primitivas
Ao que parece começa no domínio de umas sobre as outras
Como na natureza disputa não de bens mas de alimentos
Nasce a guerra

Jatos

terça-feira, maio 23rd, 2017

Opera o jato
Circunda o jato
Segura o jato
Devolve o jato
Prende o jato
Rejunta o jato
Esgana o jato
Obnubila o jato
Fatia o jato
Espalha o jato
Posterga o jato
Anula o jato
Demite o jato
Ausculta o jato
Delata o jato
Atola o jato
Desmonta o jato
Afoga o jato
Entope o jato
Vasculha o jato
Apalpa o jato
Cospe o jato
Xinga o jato
Engana o jato
Torce o jato
Tonteia o jato
Aponta o jato
Prepara o jato
Formiga o jato
Endoida o jato
Parte o jato
Enrola o jato
Aperta o jato
Chuta o jato
Costura o jato
Apruma o jato
Dirige o jato
Permeia o jato
Entuba o jato
Esquece o jato

Elogios

segunda-feira, maio 15th, 2017

A província não vale a república
Sem sair de casa livros e filmes me contam o mundo todo
Louvar-se no passado é nada entender no presente
Um obséquio não gera obrigação
Quer dizer que um bando de playboy do Estado tem o poder de vasculhar até na intimidade a vida de uma pessoa por vinte anos?
E quando nada acha inventa?
Se repete é farsa e se repete é fraude
Cuidado com o alastrar do fascismo
O tri de Lula é em 18
Eu queria é ser soldado na resistência mundial ao fascismo
Sabem o que é a poesia?
A poesia é vontade
Poeta não quer mandar em nada
Só quer saber de poetar
Quem quer mandar desmanda
Quem crê no império da mídia eu quero ver é no voto
Todas as iniciativas são válidas menos as do mando
A longevidade é uma vitória
Sei lá o que o carrasco quer fazer mas a carrascos não se deve obedecer
O ilegítimo e o inquisidor dois dos braços do golpe
Arrasam o país de cabo a rabo
A vida não ensina e ninguém aprende
Ao ponto ou mal nunca bem
O raio dessa farsa nacional parece que não acaba
A serviço do golpe tem os de Brasília e o do Paraná quantos mais janotas haverá?
E ainda tem o paspalho que rima com anzol e que só pega sapato
Qual é a bola da vez?
E a legitimidade não vem ao caso
Quem sabe venha quando o país inteiro estiver rifado
Melhor chutar pra fora do que contra
O jogo do poder beira o desespero
E no entanto é poder
Sugando todo mundo no olho do furacão
Varre e sai
E a gringalhada espoja-se
Nunca foi tão fácil ganhar
Como em 64 nem um tiro é preciso gastar
Vai tudo de roldão
O mais o menos e o mais ou menos também

Jeitos

terça-feira, maio 9th, 2017

Apenas deito ao papel o que me vem à cabeça
Quase tudo
Os neoliberais nem se incomodam de enxovalharem-se abertamente
Velho com gripe não sai no sereno
Cuidado para o exército não botar o supremo na presidência
O dinheiro é volátil mas a competência não
Para conjurar o mal é preciso não nomeá-lo
A Inquisição se apoderou do país desde a 470
Acolhendo uma denúncia torpe
E promovendo um julgamento sumário
Nas mãos de um único juiz
A quem os demais bateram cabeça
Dizimaram a economia
Dizimam a política
Dizimarão o social
É preciso impichar os governadores que mandam a polícia contra o povo
Quebraram a banca nacional pra gastar no exterior
Aspirar a altos ares
Deixa a ciranda rodar
País colonizado é o país da gorjeta
Fundamental é o direito à terra em que nasceste
Problemas nunca vêm sós
Ela diz que vai eu digo que vou
Nem ela vai e nem eu
O que se faz está contido no que se fêz
Aqui não se refere a nada
Gostaria de palavras livres pensamentos livres
Não importa o senado não importa o supremo revoga o golpe
A geladeira pifou
Sem ela a alimentação da casa declina
Claro que tem solução
Imaginem o mundo sem geladeira
Tal qual era
Tem que trocar a rebimboca da parafuseta
Velha e enferrujada melhor seria descartá-la
Você não gostaria que fizessem isso com você
Imagina descartar porque velha e enferrujada
Basta trocar a peça que atrapalha
E ver se pega no tranco
Há de pegar

Idéias

terça-feira, maio 2nd, 2017

Prefiro um governo de realizações que um desgoverno de destruições
Comemorando Tiradentes os vendilhões da pátria
O que é ser progressista no século XVIII?
A desgraça do Brasil foi escravizar a mão de obra
O que não é pra todos não deve ser pra ninguém
Mané acha que a economia de um país é igual a da mamãe
A livra jato cria da escola da América onde aprendeu suas técnicas de tortura como naqueles anos de chumbo e agora nestes anos de alfafa
Os imbecis tomaram conta do país
Se as forças sociais não repuserem o país nos trilhos o desastre será total
Pede pra sair
Não se deve menosprezar a força da direita e nem sua absoluta falta de caráter
A gente não pode estar em todos os cantos do país mas a palavra pode
Um bando de celerados impondo a autoridade usurpada ao povo
O povo que na verdade é um conjunto de povos que são a base de qualquer país
E que são a maioria da população em todo o mundo
No entanto os países são governados por uma elite econômica política social
Servida por uma classe media mais ou menos extensa que teme ser rebaixada
Que aspira ser incluída na classe alta
Para usufruir de seus privilégios o que não é possível ou não seriam privilégios de classe
Abriga-se então no consumo ostentativo dos aparentes valores que ambiciona
Bens, viagens, negócios, trambiques
Tudo menos o povo
E sendo tais valores antinacionais
E sendo tais valores a submissão a interesses alienígenas
Segue a ciranda da tragédia do país e seus povos
E então a luta de classes vira a guerra de classes
Nem pago quanto mais de graça
O país morreu vai ter que ressuscitar
Ou quer que desenhe
A banana está no ponto a casca manchada
As plantas crescem inadequadamente
Vasos pequenos muitas sementes
Como crescerão?
É o que veremos nos próximos segmentos
Segmentos ou seguimentos?
Bananas amassadas com mel e aveia
Ou no dente
Enquanto ainda me restam alguns
A terceira dentição
Mastigarei