Elogios

A província não vale a república
Sem sair de casa livros e filmes me contam o mundo todo
Louvar-se no passado é nada entender no presente
Um obséquio não gera obrigação
Quer dizer que um bando de playboy do Estado tem o poder de vasculhar até na intimidade a vida de uma pessoa por vinte anos?
E quando nada acha inventa?
Se repete é farsa e se repete é fraude
Cuidado com o alastrar do fascismo
O tri de Lula é em 18
Eu queria é ser soldado na resistência mundial ao fascismo
Sabem o que é a poesia?
A poesia é vontade
Poeta não quer mandar em nada
Só quer saber de poetar
Quem quer mandar desmanda
Quem crê no império da mídia eu quero ver é no voto
Todas as iniciativas são válidas menos as do mando
A longevidade é uma vitória
Sei lá o que o carrasco quer fazer mas a carrascos não se deve obedecer
O ilegítimo e o inquisidor dois dos braços do golpe
Arrasam o país de cabo a rabo
A vida não ensina e ninguém aprende
Ao ponto ou mal nunca bem
O raio dessa farsa nacional parece que não acaba
A serviço do golpe tem os de Brasília e o do Paraná quantos mais janotas haverá?
E ainda tem o paspalho que rima com anzol e que só pega sapato
Qual é a bola da vez?
E a legitimidade não vem ao caso
Quem sabe venha quando o país inteiro estiver rifado
Melhor chutar pra fora do que contra
O jogo do poder beira o desespero
E no entanto é poder
Sugando todo mundo no olho do furacão
Varre e sai
E a gringalhada espoja-se
Nunca foi tão fácil ganhar
Como em 64 nem um tiro é preciso gastar
Vai tudo de roldão
O mais o menos e o mais ou menos também

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