Dores

Ai que dó cortaram a árvore mais alta na frente do meu prédio
Diz que periga cair
Já estava no oitavo andar
Uma amendoeira
Raízes estourando a calçada
Junto aos canos de esgoto e água e gás
Ah como seria uma cidade natural
Deixou-se fazer as cidades de qualquer maneira
À beira dos rios
A água mater salve salve ou falta-nos ou abunda-nos
É justo? Não é justo?
Não é só crescer tem que partilhar
Os compromissos comprometem as metas
A imprensa fascista insiste em pavimentar o golpe
Entendi: o golpe é um rito de passagem por que passa o país
Troco as bolas por bananas
Amassadas mel e aveia
Fico na minha a minha ninguém há de tirar
No afã de entender mas devagar
É difícil escapar ao cerco da bêsta do imperialismo mas é possível
Impõe às pessoas perdas sem precedentes
Graças às sandices do ilegítimo golpista por onde passa o mundo está de olho pra ver até onde vai o desastre
As tiranias são portos seguros para o imperialismo
Pode o inominável proferir a inominável?
Por que o supremo não prende o moleque?
Antes que seja tarde … demais
Se condenar tem o supremo de imediato que cassar a sentença e o algoz
Por enquanto a meu ver o fundamental é impedir a loucura em Curitiba
Golpistas atacam golpistas
Querem o quê? Sentar no troninho?
O país desmorona
Mal comecei a entender já vou ter que recomeçar
Água dura em pedra mole escorrega
Pior que os coxinhas só os coxonas
Ainda não vi tudo mas parece que vem mais
O outro disse que o outro tinha dito que o outro disse
Hoje a maré tá fraca mas amanhã quem sabe fica cheia
Mais do que eu posso menos que consigo
A fórmula até pode ser boa o diabo é o resultado
E não convém repetir já deu merda

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